Diário do Amapá - 09/04/2026

É preciso avançar Apesar da proibição legal, dados da Coluna passados do Ministério do Meio Ambiente, que monitora o setor no País, aponta que 1.666 municípios ainda utilizam lixões. Em contrapartida, 68% das cidades já adotam aterros sanitários, atendendo cerca de 169 milhões de brasileiros. O desafio é maior em municípios pequenos e na coleta seletiva, presente em apenas 29,2% das cidades. Contra a desinformação O Ipea, em parceria com a AGU e apoio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, lançou pesquisa para mapear como a desinformação afeta a formulação e execução de políticas públicas. O alvo são servidores em cargos de comissão ou confiança. Eles devem responder questionário via app SouGov até 2/6. O objetivo é criar estratégias para fortalecer a governança informacional e a confiança nas instituições. Ainda é pouco Medida Provisória assinada pelo presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União de ontem destina parte da arrecadação das apostas das bets ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da PF (FUNAPOL). O reajuste será escalonado, 1% em 2026, 2% em 2027, 3% em 2028. A PF esperava mais. Ela quer os recursos da FUNAPOL para equipamentos, viaturas, treinamento de policiais e mais contratações. Além da Faroeste O Tribunal de Justiça da Bahia é tão complicado que metade dos desembargadores já caiu na Operação Faroeste da Polícia Federal, e a outra metade dos desembargadores está na mira dos xerifes do Conselho Nacional de Justiça por decisões estranhas. Sucessão no Rio O presidente interino da ALERJ, Guilherme Delarolli (PL), avisou aos deputados que nada muda nos trabalhos até a decisão do STF sobre a eleição para governador do Rio. A Corte retoma o caso hoje no plenário, e tudo indica para uma eleição direta. Mesmo que perca o poder de escolha interna, um forte grupo dentro da ALERJ vai lançar um nome. Mas o bloco PT/PCdoB/PV avisou que só topa nome anti- bolsonarista. Prato amargo Gravar momentos de descontração do casal para atingir o público jovem nas redes foi ideia da Secom do Palácio. Mas aparece a Dona Janja tomando a frente do script e pimba! Tiro no pé. Ou na paca. O 1° casal avisou que toparia o desafio, mas não informou qual seria o cardápio. A gafe do menu com carne no prato e o presidente Lula da Silva elogiando o animal silvestre cozido são agora mais dois problemas para a comunicação presidencial e eleitoral: um, a carne de caça proibida no almoço de quem deveria dar o exemplo. Outra, a picanha barata prometida na campanha eleitoral que não rendeu até agora na mesa do povo, cujo quilo está a R$ 77,00. O governo federal criou nesta terça-feira (7), no Dia do Jornalista, o Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais. A iniciativa, elaborada em conjunto no colegiado do Ob- servatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, cria umpadrão de investigação de crimes cometidos em razão da atividade jornalística pelo Sistema Único de Se- gurança Pública (Susp). O documento foi assinado pelos representantes dos Mi- nistérios da Justiça e Segurança Pública e dos Direitos Humanos e da Cidadania, alémda Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), revela o cenário de 144 agressões, intimidações e de censura contra os profissionais da imprensa, em 2024. Em 2023, a proposta de criação do Observatório da Vio- lência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais foi levada aoministro da Justiça pela FederaçãoNacional dos Jornalistas (Fenaj), poucomais de uma semana depois dos atos golpistas dia 8 de dezembro, emBrasília, quando jornalistas foram in- timidados. Protocolo Nacional O Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores sociais reconhece que esses casos exigem uma resposta estatal que não considere apenas o fato, mas o contexto, a motivação da agressão e a relação do crime como exercício profissional da atividade jornalística de comunicação. As diretrizes para a atuação dos órgãos de segurança pública estão divididas em quatro eixos: Proteção imediata da vítima e seus familiares; Qualificação da investigação para coibir impunidades; Produção e preservação das provas; Escuta qualificada das vítimas, a partir do tratamento humanizado das testemunhas, da prevenção à revitimização e do respeito ao sigilo da fonte. ■ COMBATE A IMPUNIDADE Governo lança protocolo para investigar crimes contra jornalistas O presidente dos EstadosUnidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em "suspender o bombar- deio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas". Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã. "Combase emconversas como primeiro- ministro Shehbaz Sharif e omarechal de campo AsimMunir, do Paquistão, e nas quais eles so- licitaramque eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SE- GURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas", escreveu Trump nas mídias sociais. "Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla", disse Trump. SegundoTrump, uma proposta de 10 pon- tos foi apresentada para um acordo e que "acredita que é uma base viável para nego- ciar". Irã O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta terça-feira (7), em nota oficial, que seu país irá cessar os ataques, desde que não sofra ataques e ameaças. A mensagem foi divulgada após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter concordado em "suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas sema- nas". Araqchi disse ainda que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz nas próximas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas. "Durante duas semanas, a passagemsegura através do Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã e tendo em conta as restrições técnicas exis- tentes", diz a nota do ministro iraniano. Ameaça Mais cedo, Trump ameaçou acabar com "uma civilização inteira" hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz. “Uma civilização inteiramorrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã. Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser umcrime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta. Convenções internacionais, como a Con- venção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações mili- tares. Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade. * Com informações da Reuters ■ CESSAR-FOGO TRUMP RECUA E ACEITA SUSPENDER ATAQUES AO IRÃ POR DUAS SEMANAS V Foto/ BRENDAN SMIALOWSKI / AFP ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 09 DE ABRIL DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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