Diário do Amapá - 10/04/2026
Detalhes… O novo relator da pensão semivitalícia do já escandaloso chamado “divórcio milionário da Bahia”, entre Fabiana Gordilho e Lucas Abud, promoveu um fato jurídico notável: votou a favor da manutenção da pensão de uma mulher jovem e empresária e que recebe 140 mil reais por mês há 84 meses, mas no julgamento reconheceu que fatos novos e gravíssimos ele “não tinha lido”, por acreditar que não estavam nos autos… porém sempre estiveram. … depois de 10 O mais estranho no caso, que é todo estranho, é que o agora relator, desembargador Cássio Miranda, assume depois de 10 magistrados se declararem suspeitos para votar. Ele votou na 1ª vez, sem tomar conhecimento desses fatos, contra o então relator que negava a pensão perpétua. E que se declarou, depois, suspeito. Uma coisa é certa: o caso vai para o STJ e o CNJ. Pergunta básica Não é ilegal, e o ministro Alexandre se Moraes se blinda nisso. Mas é imoral – e nota-se que moralidade sumiu do vocabulário do Poder. A pergunta é: você, cidadão, se tivesse todo esse dinheiro, pagaria R$ 129 milhões a uma advogada mediana para menos, sem portfólio, se o marido não fosse ministro do STF? Brasileiro voa!!! Vejam como é difícil e surreal a malha aérea do Brasil, e como a tão comemorada aviação regional por governos seguidos é uma demagogia. Uma empresa de evento quer levar para Manaus convidados de todos os Estados da Região Norte para capital do Amazonas. Ocorre que todos os voos das três companhias que controlam o setor fazem escalas em Brasília ou São Paulo, para depois “subir” para Manaus. Em alguns casos são mais de 10 horas de voo. Resultado: o evento foi transferido para Brasília. Vendeta O principal projeto de Jair Bolsonaro, além de eleger o filho presidente da República, claro – é eleger o máximo de senadores possível para tocar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes do STF. Bolsonaro diz a próximos que almeja uma bancada forte e fiel de 55 senadores. A articulação do PL foca nisso. Aliás, antes de ser preso, o ex-presidente deixou uma lista com os potenciais nomes para o projeto da vendeta. O Irã no Congresso Com forte aparato de segurança pessoal e da Polícia Legislativa, o embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, circulou na manhã da terça-feira no Congresso Nacional. Passou por alguns gabinetes de parlamentares da esquerda, em busca de algum socorro – em discursos nos plenários e na mídia – contra as ameaças de Donald Trump de dizimar “uma civilização inteira”. Uma das agendas de Ghadiri foi na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida por Alice Portugal (PCdoB-BA). Não consta que o diplomata tratou da morte de mais de 60 mil iranianos pelo regime ou que tenha defendido o uso de crianças e adolescentes como escudo humano contra os ataques dos EUA. Uma de suas principais preocupações diz respeito a uma parceria que o Irã busca há anos, com o Banco do Brasil, para driblar as sanções econômicas. A Polícia Federal deflagrou a segunda etapa da Operação VemDiesel, como objetivo de fiscalizar distribuidores e revendedores de gás de botijão – Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). As ações de fisca- lização abrangeram 24 cidades em 15 estados e no Distrito Federal. De acordo com os investigadores, 55 estabeleci- mentos foram fiscalizados por equipes da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Procons, alémde policiais federais. “As ações visam identificar práticas irregulares no aumento no preço do gás, na fixação de preços entre empresas concorrentes para controle de mercado e outras eventuais práticas abusivas que possam acarretar prejuízos para o consumidor”, detalhou a PF. Os estabelecimentos estão localizados nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Irregularidades ou crimes que, porventura, venham a ser detectados serão encaminhadas à PF para a apu- ração. Se confirmadas as suspeitas, os responsáveis poderão ser indiciados por crimes contra a ordem tri- butária, econômica, bem como contra a economia popular e as relações de consumo. Primeira etapa A primeira etapa da operação foi deflagrada no dia 27 de março em 11 estados e no Distrito Federal, para averiguar postos de combustíveis suspeitos de praticarem aumentos irregulares na venda do produto. Na oportunidade, a PF informou que as ações es- tavam focadas em “eventuais condutas abusivas que possam acarretar prejuízos ao consumidor. ■ PREÇOS ABUSIVOS Polícia Federal deflagra segunda etapa da Operação Vem Diesel A Força de Defesa de Israel (FDI) as- sassinou três jornalistas em um dia, sendo um na Faixa de Gaza e dois no Líbano. Com isso, chega a sete o número de jornalistas mortos por bom- bardeios israelenses no Líbano desde o día 2 de março, gerando críticas de enti- dades representantes dos jornalistas. A jornalista libanesa Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah (Voz da Alegria), foi assassinada em Tiro, no sul do Líbano. Outra jornalista morta no mesmo dia foi Suzan Al-Khalil, da emissora TV Al-Ma- nar. EmGaza, Israel assassinou o jornalista Muhammad Washah, da emissora árabe Al-Jazeera, que tem sede no Catar. Nesse caso, a FDI emitiu comunicado assumindo a autoria do atentado contra o jornalista. “Washah atuava sob o disfarce de jor- nalista da Al Jazeera, explorando essa iden- tidade para promover atividades terroristas contra as forças de defesa de Israel e o Es- tado de Israel”, disse o Exército israelense. A emissora Al-Jazeera classificou o ato como “crime hediondo” e refutou a acusação de que Washah era do Hamas, lembrando que o profissional atuava na empresa desde 2018. “Isto constitui uma violação nova e flagrante de todas as leis e normas inter- nacionais e reflete uma política sistemática contínua de perseguição a jornalistas e si- lenciamento da voz da verdade. É um crime deliberado e direcionado, com o intuito de intimidar jornalistas e impedi- los de exercer suas funções profissionais”, disse comunicado da TV do Catar. Washah foi morto após um drone atin- gir o carro em que viajava a oeste da cidade de Gaza, segundo a emissora. Com isso, chega a 262 o número de jornalistas assassinados em Gaza desde o dia 7 de outubro de 2023. O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), com sede emNova York, nos Estados Unidos (EUA), condenou os três assassi- natos contra os profissionais de imprensa cometidos por Israel. “O assassinato de jornalistas em Gaza e no Líbano hoje não é incidental – é parte de um ataque mais amplo à liberdade de imprensa. A comunidade internacional deve agir agora para detê-lo”, diz comuni- cado da CPJ. Israel já matou mais jornalistas e pro- fissionais de mídia do que qualquer guerra da história mundial. São mais mortes que a soma de outros sete importantes conflitos: as 1ª e 2ª guerras mundiais, a Guerra Civil Americana, a da Síria, do Vietnã (incluindo os conflitos no Camboja e no Laos), além das guerras na Iugoslávia e na Ucrânia. ■ BOMBARDEIOS ISRAEL ASSASSINA MAIS TRÊS JORNALISTAS EM 24 HORAS NO LÍBANO E EM GAZA V Foto/ Sawt Al-Farah/ TV Al-Manar/ Al-Jazeera/ Divulgação ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 10 DE ABRIL DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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