Diário do Amapá - 11/04/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 11 DE ABRIL DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA O debate sobre alimentação saudável muitas vezes é contaminado por modismos e simplificações perigosas. Em nome de dietas rápidas ou promessas de bem-estar imediato, cria-se a falsa ideia de que o problema está em um único nutriente. No caso dos carboidratos, a ciência tem mostrado exatamente o contrário. O risco não está apenas no excesso, mas também na falta. Estudo divulgado pela Hospital Israelita Albert Einstein evidencia que tanto o consumo elevado quanto a restrição exagerada de car- boidratos podem prejudicar a saúde cardiovascular. Trata-se de um alerta importante em tempos de radicalismos alimentares. O excesso, sobretudo de carboidratos refi- nados, está associado a um aumento rápido da glicose no sangue, o que desencadeia picos de insulina. Quando esse processo se torna frequente, abre caminho para problemas como resistência insulínica, acúmulo de gordura ab- dominal e alterações no colesterol, fatores di- retamente ligados ao risco de doenças do co- ração. Por outro lado, eliminar ou reduzir dras- ticamente os carboidratos também cobra seu preço. Eles são a principal fonte de energia do organismo e desempenham papel funda- mental no funcionamento do sistema nervoso. A carência pode levar à fadiga, dores de cabeça e até comprometer o equilíbrio me- tabólico, além de incentivar dietas desequi- libradas, muitas vezes ricas em gorduras e proteínas em excesso. Os dados são ainda mais preocupantes quando se observa o impacto a longo prazo. Pesquisas indicam que tanto dietas com baixo consumo quanto aquelas com ingestão elevada de carboidratos estão associadas ao aumento da mortalidade, especialmente por doenças cardiovascu- lares. Diante desse cenário, a lição é clara. A saúde não está nos extremos. O caminho mais seguro continua sendo o equilíbrio. Em vez de de- monizar ou exaltar nutrientes, é preciso buscar uma alimentação variada, com qualidade e proporção adequadas. Mais do que cortar ou exagerar, o desafio está em compreender que o corpo humano funciona melhor quando há harmonia. Em tempos de informações rápidas e soluções fáceis, o verdadeiro cuidado com a saúde exige algo mais dif ícil, porém essencial. Bom senso. ■ Nemvilão nem solução na hora de alimentar, o equilíbrio dos carboidratos Os dados são ainda mais preocupantes quando se observa o impacto a longo prazo. Pesquisas indicam que tanto dietas com baixo consumo quanto aquelas com ingestão elevada de carboidratos estão associadas ao aumento da mortalidade, especialmente por doenças cardiovasculares. E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO N o ano passado, abordei a profecia de Dom Celso Queirós: as mulheres exercerão o sacerdócio na Igreja Católica! O Papa Francisco constituiu duas comissões para estudar o Diaconato por mulheres. Procurei e achei na Biblioteca do Vaticano o estudo "O Ministério das Mulheres na Igreja Antiga", de 1974, de dom Jean Daniélou, jesuíta, cardeal e professor de História Antiga do Cristianismo. Estudo que faço uma abordagem inicial. Sobre a participação das mulheres no ministério da Igreja, não há registro de que alguma mulher foi revestida de funções sacerdotais: no sa- crif ício eucarístico, ordenação, não prega na igreja. Por outro, a história do cristianismo registra mulheres na missão, no culto e no ensino. As cartas autênticas de São Paulo mostram a importância do papel desempenhado pelas mulheres. Na Carta aos Romanos, Paulo nomeia e dá a função de várias mulheres que trabalharam para ele. Fala de "Febe, nossa irmã, que é serva (διάκονος, diakonos) da Igreja de Cencreia. Ela é um amparo (προστάτις, prostatis) para mim e para muitos. Saudai Prisca e Áquila, que foram meus colaboradores (συ- νεργούς, synergus) em Cristo Jesus... Saudai Maria, que muito trabalhou ( ἐ κοπίασεν, ekopia- sen) por nós". Assim também "Trifena, Trifosa, Pérside trabalham (κοπι ᾶ ν, kopian) no Senhor (16, 1-16). Na Carta aos Filipenses trata de "Evódia e Síntique, que combateram comigo no evangelho ( ἐ ν τ ῷ ε ὐ αγγελί ῳ , em to euaggelio) com Clemente e outros meus colaboradores (συνεργ ῶ ν, synergon)" (4, 2). Não é preciso tirar desses textos mais do que eles contêm. O termo diáconos, aplicado a Febe, não temmuito o sentido de uma função hierárquica determinada, como o terá em seguida para as mulheres: tem aquele geral de servo que assume ordinariamente no Novo Testamento (Ef 6, 21). Igualmente, prostatis não indica a presidência de uma comunidade, como o mostra o próprio con- texto. Mas não se deve, porém, tampouco mini- mizá-los. Os termos synergous e diákonos signifi- cam em Paulo, para os homens, uma participação na evangelização: não há razão para que seja dife- rente para as mulheres. Nos casos de Evódia e Síntique, fala-se explicitamente de uma colaboração "no anúncio da boa nova" (euaggelion). Omesmo, a expressão "trabalhar no Senhor" não pode designar senão tarefas apostólicas. Outros testemunhos trazema participação dasmulheres na evangelização nos tempos apostólicos. Um texto essencial seria os Atos de Paulo e Tecla, se se lhes pudesse crer. Tertuliano nos informa que é fabricação de um presbítero asiático (Bapt. 17, 4). Mas Tertuliano é contra o ministério feminino, sendo, pois, suspeito de ter agravado a condenação da obra, que deve conter um fundo de tradição autêntica. Nela vemos Tecla converter Trifena e um grupo de mulheres em Antioquia com sua confissão diante do juiz, depois, ir a Trifena e aí permanecer oito dias, "instruindo-a (κατη- χήσασα, kateqesasa) na Palavra de Deus, de modo que a maior parte de suas servas creram" (38-39). Nessa introdução, já fica a sensação de subtração da importância feminina na Igreja e que, pelos atos, Francisco e Leão estão buscando res- tituição. ■ Amulher na Igreja Primitiva Outros testemunhos trazem a participação das mulheres na evangelização nos tempos apostólicos. Um texto essencial seria os Atos de Paulo e Tecla, se se lhes pudesse crer. Tertuliano nos informa que é fabricação de um presbítero asiático (Bapt. 17, 4). MARIO EUGENIO E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=