Diário do Amapá - 17/04/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 17 DE ABRIL DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA O brasileiro não compra. Ele acredita. E paga. Paga no crédito, paga no débito, paga no Pix, paga até com esperança parcelada em dez vezes sem juros. Segundo pesquisa recente, 87% já usam Pix, 83% cartão de crédito e o dinheiro vivo virou peça de museu moral. Ou seja, o brasileiro paga rápido, fácil e, sobretudo, sem olhar muito para trás. É aí que começa a tragédia. Toda ingenuidade brasileira tem vocação para o drama. Afinal, no meio do caminho, alguém sempre passa o chapéu. Hoje, não é mais chapéu. É link, chave Pix, conta internacional e promessa com logotipo bonito. O brasileiro moderno não cai mais em conto do vigário. Ele cai em Power- Point. A pesquisa Opinion Box diz que 58% já foram vítimas de algum tipo de golpe ou tentativa. Repare no detalhe. Não é minoria. É quase um costume nacional. Como tomar café ou reclamar do governo. O problema não é só o golpe. O problema é o en- redo. Tudo começa com uma promessa que parece séria. Tem selo, temprêmio, tem foto em revista, tem escritório em três países e até uma palavra mágica que ninguém entende direito, mas todo mundo respeita. Sefardita, genealógico, internacional. Parece latim, então deve ser verdade. E o brasileiro acredita porque precisa acreditar. O sujeito não quer enriquecer. Quer documento. Quer existir legalmente. Quer parar de trabalhar es- condido. Quer virar cidadão antes que a lei mude, o tempo passe e a vida aperte mais um pouco. Então ele paga. Paga parcelado, como manda a liturgia nacional. Porque o cartãode crédito, segundo amesma pesquisa, ainda é o meio preferido de pagamento, não pela confiança, mas pela ilusão de controle. Parcelar é o ato mais brasileiro depois de reclamar. Só que o golpe também parcela. Entrega a primeira ilusão na entrada, a segunda na terceira parcela e a décima vem com a promessa de que “está em andamento”. Tudo em andamento neste país, menos o que deveria. E quando a vítima percebe, já não émais cliente. É personagem. Personagem de um drama típico. Primeiro a fé. Depois a dúvida. Em seguida a descoberta. Por fim, o grupo de WhatsApp com outras noventa pessoas dizendo exatamente a mesma coisa. É o momento em que o brasileiro descobre que não foi enganado sozinho. Foi enganado em comunidade. Porque o mais impressionante não é o golpe continuar existindo. É ele continuar funcionando. Mesmo depois de denúncia, reportagem, exposição. Mesmo depois do nome circular, das histórias se repetirem, das vítimas fala- rem. O perfil continua ativo. A promessa continua sedutora. O pagamento continua fácil. O Brasil deixou de usar dinheiro em espécie, mas nunca abandonou o crédito emocional. E talvez seja esse o verdadeiro meio de pagamento nacional. Não o Pix, não o cartão, não o débito. A confiança. Essa, sim, segue sendo transferida instantaneamente, sem taxa e, quase sempre, sem volta. ■ Porque o mais impressionante não é o golpe continuar existindo. É ele continuar funcionando. Mesmo depois de denúncia, reportagem, exposição. Mesmo depois do nome circular, das histórias se repetirem, das vítimas falarem. O Brasil paga, confia e depois descobre E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO E m 2.014, o Comitê de Usos Pacíficos do Espaço Sideral da ONU criou a Rede Internacional de Alerta de Asteroides e o Grupo Consultivo de Planejamento de Missões Espaciais. As Nações Unidas estimavam que 16 mil objetos próximos da Terra poderiam causar catástrofes, são asteroides e cometas que passam perto da órbita terrestre. Depois da explosão de Tunguska (1.908), o meteoro Chelyabinsk (2013) atravessou a Rússia a 18,6 km por segundo e explodiu sobre a cidade. Estimou-se que tinha massa de cerca de 11 mil toneladas e a energia liberada foi o estimada em 440 quilotons. A iniciativa da ONU visa identificar objetos potencialmente perigosos e definir uma campanha de mitigação envolvendo a colaboração da se- gurança pública internacional. Estes asteroides que orbitam próximos à Terra (NEO) são chamados de asteroides Arjunas (herói hindu do Ma- habharata). Eles são divididos em quatro grupos: Amor, Atira, Apolo e Atenas. Até 13 de novembro de 2.024, foram descobertos 36.514 asteroides próximos. Os asteroides Amor, nomeado por causa do 1221 Amor, orbitam entre a Terra e Marte e eles não cruzam a órbita da Terra, mas a maioria cruza a órbita de Marte. O asteroide Amor 433 Eros foi o primeiro asteroide a ser orbitado e pousado por uma sonda espacial robótica (NEAR Shoemaker). Até outubro de 2024, descobriram 14.722 as- teroides Amor, sendo que 1.391 são numerados, 83 são nomeados e 145 são designados como as- teroides potencialmente perigosos, como os 2061 Anza, 3122 Florence, 3908 Nyx e 3671 Diony- sus. Os asteroides Atira, nomeado por conta do 163693 Atira, são objetos internos e que nunca cruzam a órbita da Terra. Existem 32 Atiras co- nhecidos, dos quais dois são nomeados, nove têm uma designação numérica e sete são peri- gosos. Os Atiras não são ameaças imediatas de im- pacto, mas suas órbitas podem ser perturbadas por Mercúrio ou Vênus, podendo cruzar a órbita da Terra no futuro. A maioria dos asteroides Atira originou-se no cinturão de asteroides e foi levada às suas lo- calizações atuais por perturbações gravitacionais ou até mesmo pelo efeito Yarkovsky (empurrados pela luz do sol). Os asteroides Atenas seguem órbitas internas à da Terra e eventualmente ultrapassam. O grupo recebe este nome em homenagem ao 2062 Aten, o primeiro de seu tipo. Há 2.860 Atenas, sendo que 266 são numerados, 14 são nomeados e 191 são classificados como asteroides potencialmente perigosos. Os asteroides Apolo orbitam além da Terra e, eventualmente, cruzam a órbita. Recebem esse nome por causa do 1862 Apolo, o primeiro des- coberto. Existem 20.412 asteroides Apolo, dos quais 1.628 são numerados, 79 são nomeados, e 2.104 são identificados como asteroides potencialmente perigosos. O asteroide que explodiu sobre a cidade de Chelyabinsk na região dos Urais do sul da Rússia em 15 de fevereiro de 2013, ferindo cerca de 1.500 pessoas com estilhaços de vidros quebrados, era um asteroide da classe Apolo, provavelmente. O Brasil é o único país continental que negligencia a área espacial, investindo muito pouco do PIB, é preciso repensar essa política de Estado... ■ Os asteroides Atenas seguem órbitas internas à da Terra e eventualmente ultrapassam. O grupo recebe este nome em homenagem ao 2062 Aten, o primeiro de seu tipo. Há 2.860 Atenas, sendo que 266 são numerados, 14 são nomeados e 191 são classificados como asteroides potencialmente perigosos. Asteroides Arjunas E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior MARIO EUGENIO

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