Diário do Amapá - 18/04/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 18 DE ABRIL DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA E m poucos anos teremos um grande número de idosos no Brasil, mas as políticas públicas votadas para as pessoas desta faixa etária ainda são poucos e, em alguns municípios, inexistem. O que há são pequenos e tacanhos projetos criados por um ou outro prefeito, e logo deixado de lado pelos demais administradores munici- pais. Primeiro porque muitos entendem que não é necessário se pensar na terceira idade quando esta deveria, por si mesma, pensar no seu futuro após os 60, 65 anos de idade Segundo dados do IBGE, no Brasil, em 2019, a expectativa era um brasileiro viver, em média até os 76 anos e meio. As mulheres um ou dois anos a mais. Como faltam alguns dados por conta da pandemia da Covi, é provável que estes números sejam maiores. Outro detalhe que não podemos deixar de verificar é que, a mulher vive mais do que os homens. Verdade absoluta. Muitos homens não procuram a medicina aos primeiros sinais de um problema de saúde. Já as mulheres aprendem, desde cedo, que é preciso ir ao ginecologista, ao dentista, ao clínico geral e outros especialistas logo no início de uma mudança em seus corpos. Buscar um medicamento ou resposta para o que sente é sempre bom para aumentar a longe- vidade. Já os homens, machões e com saúde de ferro acabam sucumbindo com problemas que poderiam ser tratados, aumentando a expectativa de vida. Mas, infelizmente, quando buscam tra- tamento pode ser tarde. Outro fator a ser analisado e não menos im- portante é que, os homens fazem trabalhos e serviços que colocam em risco sua saúde em longo período de exposição. Existem mulheres que fazem alguns serviços que pensamos e fomos criados com esta con- cepção de serem para e exclusivos de “homens”. E fazem bem. Mas são raros exemplos e chegam a ser personagens de entrevistas em grandes emissoras. Mas sabemos que são poucas que se aventuram a derrubar barreiras. Outro fator que podemos inferir neste momento de reflexão é que, a probabilidade de um bebê recém-nascido chegar ao primeiro ano de vida hoje não chega a 12 para cada mil nascimentos. Em tempos atrás, esses dados eram assustadores, uma vez que quase 90 nascidos no Brasil em um grupo de mil morreriam antes de ter sua primeira festa de aniversário. Cuidados familiares, saneamento básico, acompanhamento médico, programas para mães nutrizes dos governos municipais, enfim, vários fatores denotam que é preciso cuidado, cuidado e cuidado para ampliar este leque de sobrevivência na primeira infância. O leitor poderá até dizer que o fator estado onde vivem os pais in- fluenciam estes dados e não está errado. Existem estados brasileiros onde a expectativa de vida é maior. Santa Catarina, no sul do Brasil, hoje é o melhor local para se chegar à terceira idade com qualidade de vida excepcional. Mas, ali, sabemos que a dedicação, trato e pensamento coletivo funciona de uma maneira diferente de alguns estados do Norte ou Nordeste brasileiro e isto não é prejulgamento, é estatístico. ■ Cuidados familiares, saneamento básico, acompanhamento médico, programas para mães nutrizes dos governos municipais, enfim, vários fatores denotam que é preciso cuidado, cuidado e cuidado para ampliar este leque de sobrevivência na primeira infância. Longevidade brasileira só aumenta E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO E m tempos marcados pela pressa e pela superficialidade das relações, ainda existem histórias que resistem como testemunhos vivos de amor, fé e propósito. Irenilda Monção de Oliveira Lima, ou como é carinhosamente conhecida “Pastora IRENE” nasceu em 17/04/1983 na pequena comunidade do Rio Arraiolos no alto do Rio Parú em Almeirim/PA. Esse que é o dia do seu aniversário, não é apenas uma data no calendário; é, sobretudo, ummarco que convida à reflexão sobre o valor de uma vida dedicada integralmente a Deus, à família e ao serviço ao próximo. Ao longo dos anos, Irene construiu uma trajetória que se destaca não por feitos efêmeros, mas pela constância de seu caráter e pela profundidade de sua entrega. Mulher extraordinária, Esposa dedicada, ela representa o tipo de parceria que não se limita ao convívio cotidiano, mas se estabelece como alicerce sólido em meio às ad- versidades. Em um mundo onde relações se tornam cada vez mais descartáveis, sua história se firma como expressão de compromisso, cumplicidade e fidelidade. No ambiente familiar, sua presença é igualmente marcante. Como mãe, ela não apenas educa, mas forma. Sua influência vai além das palavras; está impressa nas atitudes, no cuidado diário e na sabedoria com que conduz os desafios da vida doméstica. Depois que se tornou avó, despertou em si mesma um amor jamais experimentado e que cresce dia- riamente com muita intensidade. Em tempos nos quais, a autoridade parental muitas vezes é relativizada, ela se apresenta como referência, que equilibra amor e direção, ternura e firmeza. Entretanto, é no exercício do ministério pastoral que sua identidade ganha contornos ainda mais profundos. Pastora por vocação e convicção, Irene desempenha um papel que exige sensibilidade, resiliência e discernimento espiritual. Ela é particularmente apaixonada pela MAAD (Missão com Adolescentes da Assembleia de Deus) que ela lidera a cerca de 20 (vinte) anos, por isso, sua atuação não se limita somente ao púlpito; estende-se ao cuidado compessoas, ao aconselhamento, à intercessão silenciosa e à presença constante nos momentos de dor e de alegria daqueles que constituem a Igreja. Trata-se de um trabalho muitas vezes invisível aos olhos públicos, mas de impacto inegável na vida daqueles que são alcançados por sua de- dicação. Há, em sua caminhada, um elemento que se repete como fio condutor: a fé. Não uma fé superficial ou cir- cunstancial, mas uma confiança sólida que se manifesta tanto nos momentos de celebração quanto nas estações de prova. É essa fé que a sustenta, que a impulsiona e que confere sentido à sua jornada. Emcada desafio enfrentado, percebe-se não apenas resistência, mas crescimento; não apenas superação, mas amadurecimento espiritual. Outro aspecto que chama atenção é sua capacidade de inspirar. Pois, ela possui um amor inigualável por Jesus, que desperta admiração naqueles que estão a sua volta. Posso afirmar que ela o ama mais do que qualquer coisa e qualquer um. Em um contexto em que referências verdadeiras se tornam cada vez mais raras, sua vida se apresenta como um modelo possível de ser seguido. Não por perfeição, mas por autenticidade. Sua história comunica que é viável viver uma vida íntegra, comprometida com valores eternos, mesmo emmeio às complexidades da contemporaneidade. Portanto, celebrar seu aniversário é mais do que reconhecer o passar do tempo; é valorizar uma trajetória frutífera. Frutos visíveis na família que construiu, na igreja que serve e nas vidas que impactou ao longo dos anos. É reconhecer que sua existência carrega propósito e que sua caminhada deixa marcas que ultrapassam o tempo presente. Em um cenário onde muitas vezes se valoriza o imediato, histórias como a de IRENE, nos lembram da importância da perseverança, da fidelidade e da dedicação silenciosa. Sua vida é um convite à reflexão: o que estamos construindo que realmente permanece? Ao completar mais um ciclo, IRENE, reafirma, com sua própria história, que a verdadeira grandeza não está nos holofotes, mas na constância de uma vida alinhada aos princípios de Deus. Sua trajetória segue como testemunho de que é possível viver de forma extraordinária, mesmo nas expressões mais simples do cotidiano. Assim, entre o altar e o amor, entre a fé e o cuidado, sua vida continua florescendo, não apenas como exemplo, mas como inspiração viva para todos aqueles que têm o privilégio de caminhar ao seu lado. ■ Em um cenário onde muitas vezes se valoriza o imediato, histórias como a de IRENE, nos lembram da importância da perseverança, da fidelidade e da dedicação silenciosa. Sua vida é um convite à reflexão: o que estamos construindo que realmente permanece? SIMPLESMENTE IRENE: A Beleza de uma Vida que Floresce em Deus E-mail: drrodrigolimajunior@gmail.com Teólogo, pedagogo e advogado RODRIGO LIMA JUNIOR

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