Diário do Amapá - 19 e 20/04/2026
Ludopatia online Uma boa notícia, pelo menos em tempos de tanta ganância por faturamento – da União aos sites de apostas, apesar de Lula da Silva reclamar de barriga cheia (Tesouro lucrou R$ 5 bi com as apostas em 2025): Os sites .bet estão reportando aos órgãos federais de fiscalização e controle maior cerco à ludopatia. Parte dos apostadores banidos em 2025 (36%) foi por “perda de controle sobre o jogo”. Povos originários Na semana dos Povos Indígenas, levantamento nacional realizado pela Croma Consultoria online, com 2 mil pessoas, aponta que 70% dos brasileiros acreditam que houve aumento no número de invasões em terras indígenas na última década. Já 32% dizem que as pessoas estão preocupadas com as condições de vida dos povos originários. Os dados foram apresentados em audiência no Senado. Efeito colateral Veja como o escândalo do Banco Master com BRB, além de envolver R$ 12 bilhões de dinheiro publico, já mexe com o mercado – mesmo que em casos pontuais. Uma pequena empresa do setor de tecnologia, sediada no setor gráfico, pode fechar as portas em breve. Tinha o BRB como maior cliente e não recebe há meses – coisa de milhões de reais. Salários estão atrasados e algumas salas já foram entregues. Tiro eleitoral A campanha vai começar sem nenhuma mulher expoente nacional na disputa. A única que tinha chances de aparecer nas urnas, novamente, caiu na armadilha do Poder. Com um ato só, o presidente Lula da Silva tirou Simone Tebet (MDB) da rota. Deu-lhe umministério apagado (e ela aceitou) e agora a senadora, que perdeu poder no seu reduto no MS, tentará vaga ao Senado ou à Câmara por São Paulo. E não há certeza de vitória. O juiz governador O que se vê, cá de Brasília mirando o Estado do Rio de Janeiro, é que o Judiciário fluminense provou do gostinho do Poder e, num consórcio com ministros do STF, quer ficar o maior tempo possível no comando do Palácio Guanabara. O desembargador Ricardo Couto, governador interino, já mexe com cargos importantes e empregou pessoas de confiança. Seria um inédito aparelhamento judicial do Executivo? A Delação de Vorcaro A prisão ontem do advogado Daniel Monteiro caiu como uma bomba na Bahia. Já é resultado da delação de Daniel Vorcaro. Monteiro foi o 2º que mais faturou no Banco Master, e, de acordo com o inquérito da Polícia Federal, foi a ponte entre Vorcaro e pagamento de propinas. Mas o que a Bahia tem a ver agora com o caso? O “banqueiro” está entregando tudo, desde o início do Master, e o grande salto financeiro nacional da instituição passa pela criação do Credcesta, o monopólio de descontos dos servidores do Estado nordestino. Quem defendeu o Banco e Vorcaro nesse caso é o procurador e advogado Eugênio Kruschewsky, que recebeu nada menos que R$ 54 milhões e pode ficar na mira da PF, assim como a sócia advogada Ana Patrícia Leão, subestabelecida em procuração em ações do Master. Ela quer disputar pela 3ª vez a presidência da seccional da OAB. A Agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) , informou que se o bloqueio naval dos Estados Unidos (EUA) continuar, o Estreito de Ormuz voltará a ser fechado, prejudicando a comercialização de 20% da produção de petróleo no mun- do. Para os iranianos, a permanência dos navios estaduni- denses na região é violação do acordo de cessar-fogo. As embarcações bélicas dos EUA podem prejudicar exportações e importações do Irã. Navios norte-americanos estão posicionados no Oceano Índico a uma distância do Estreito de Ormuz de onde podem interceptar eventuais ataques do Irã. Em postagem em rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o bloqueio naval contra o Irã permanecerá em pleno vigor “até que nossas negociações sejam 100% concluídas.” Além do fim do bloqueio naval, a liberação do Estreito de Ormuz está condicionada: À proibição de passagem de navios militares e de • navios de carga de países considerados hostis Ao trânsito exclusivo das embarcações na rota • designada pelo Irã À coordenação do CGRI • O cessar-fogo dos ataques de Israel ao Líbano, deter- minado por Donald Trump após exigência do Irã, também foi condição fundamental para a reabertura do Estreito de Ormuz. Após o fracasso das negociações de paz no Paquistão no último fim de semana, os EUA anunciaram bloqueio naval contra os portos iranianos. A eficiência desse bloqueio às exportações e importações iranianas é contestada. Três petroleiros iranianos, trans- portando 5 milhões de barris de petróleo bruto, deixaram o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio dos EUA, informou a empresa de rastreamento de navios Kpler à agencia francesa AFP. ■ VIOLAÇÃO Irã pode fechar Estreito de Ormuz se bloqueio naval dos EUA persistir A Justiça do Rio determinou a inter- nação do adolescente que participou de estupro coletivo ocorrido em um apartamento de Copacabana emmarço deste ano. Na decisão, a juíza Vanessa Ca- valieri, da Vara da Infância e Juventude da Capital, considerou a gravidade da conduta e a violência empregada, com base no en- tendimento de que o jovem planejou uma emboscada contra a vítima, de 17 anos, com quem mantinha um relacionamento afetivo. O adolescente foi condenado à medida de internação, sem possibilidade de ativi- dades externas por um período inicial de seis meses. Na sentença, a juíza escreveu “que a gravidade da infração e a falha da rede familiar em prover limites adequados justificam a medida extrema, visando à ressocialização do jovem e a preservação da ordem pública”. Mais quatro homens adultos também são investigados pela par- ticipação no crime. Um dos pontos centrais da sentença foi a valorização do depoimento da vítima. A juíza ressaltou que, em crimes de natu- reza sexual, que geralmente ocorrem de forma clandestina e sem a presença de testemunhas, a palavra da vítima tem es- pecial relevância e credibilidade. No caso em questão, o relato da jovem foi consi- derado coerente, detalhado e corroborado por exames de corpo de delito que com- provaram agressões f ísicas, como socos e chutes desferidos pelo grupo, inclusive pelo próprio adolescente. Para fundamentar a decisão, a magis- trada aplicou o Protocolo para Julgamento sob Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O protocolo estabelece que magistrados analisem casos de violência contra mulheres reconhecendo a desigualdade histórica e as relações de poder envolvidas. A sentença destacou que a alta valorização do depoimento da mulher não gera desequilíbrio no processo, mas, sim, garante a igualdade material, uma vez que vítimas de violência sexual frequentemente enfrentam dificuldades para provar a falta de consentimento. Com a finalidade de manter o bem- estar da jovem, o Judiciário adotou uma medida para evitar que ela sofresse o trau- ma de repetir sua história várias vezes em juízo. Foi realizado um único depoimento especial, fruto de uma cooperação entre a Vara da Infância e Juventude e a Vara Cri- minal - onde tramita o processo contra os adultos envolvidos. Essa oitiva única ga- rantiu que a vítima falasse sobre o ocorrido apenas uma vez para ambos os processos, evitando a sua revitimização e respeitando o direito de crianças e adolescentes vítimas de violência de serem ouvidas de forma protetiva. ■ VIOLÊNCIA JUSTIÇA CONDENA JOVEM QUE ARMOU ESTUPRO COLETIVO CONTRA ADOLESCENTE V Foto/ Arquivo Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 19 E 20 DE ABRIL DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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