Diário do Amapá - 21 e 22/04/2026
Rio & Royalties De acordo com a Firjan, o Estado do Rio de Janeiro acumulou perdas de R$ 90 bilhões em receitas em royalties de exploração de petróleo na sua costa marítima. O montante pode ultrapassar R$ 110 bilhões anuais, caso entre em vigor a lei de redistribuição dos royalties. “Não podemos aceitar perder mais recursos e impor mais custos a uma indústria cansada de ser penalizada”, diz o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano. Olha o cartão! Estudo da LCA Consultoria revela que a inadimplência no Brasil atingiu 5,2% devido aos juros elevados e ao uso de linhas caras, como o cartão de crédito. O foco do problema está no custo da dívida, e não apenas no seu valor total. Assim, o orçamento das famílias sofre com taxas que estão entre as maiores do mundo. Por fim, a análise conclui que as apostas online têm impacto pequeno nesse cenário. Pai Nosso ao Vigário A intenção é das melhores, mesmo que congressistas desconfiem. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral convida parlamentares para o seminário “Emendas Parlamentares em Foco: Transparência, Rastreabilidade e Responsabilização”, na quarta- feira (22) na sede do Conselho Federal de Contabilidade. “O seminário tem por objetivo fomentar um debate qualificado sobre a evolução das emendas”. Fui e voltei Na noite da véspera da prisão do ex-presidente do BRB Paulo Costa, o ex- governador Ibaneis Rocha (MDB) – seu ex-chefe imediato no banco – decolou em seu king air B-350 e vazou de Brasília. Coincidência? Seu advogado, Kakay, acha absurdo qualquer notícia de que tem medo. Ibaneis é advogado e agropecuarista com negócioas fora do DF. “Ele voltou a trabalhar”, diz Kakay: “Quem divulga agenda é autoridade”. Também conto Cunhado de Daniel Vorcano, do Master, e enroladíssimo até o ultimo centavo de saldo em diferentes negociatas, Fabiano Zetel acaba de trocar de advogado e vai delatar. Quem? Até a Polícia Federal está curiosa, porque acima dele só havia o “banqueiro”. Fique aí! Amigos de Daniel Vorcaro, dono do finado Banco Master – os amigos de verdade – têm enviado mensagens discretíssimas ao “banqueiro” preso na sede da Polícia Federal, através de advogados. Não que queiram que ele mofe na cadeia com a já esperada condenação por seus crimes financeiros. É porque ele deu tombo milionário em muita gente poderosa, e quebrou outros tantos. A dica é ficar na cadeia, que, hoje, é mais segura que as ruas ou em casa. Aliás, nessa fila há um mafioso milanês que mora no Brasil, com quem ele desfez um negócio de terras de R$ 100 milhões. A gentes públicos não devem divulgar ou contribuir para a disseminação de notícias falsas, sob risco de serem punidos por abuso de poder político e eco- nômico. Não podem usar bens ou serviços públicos para favorecer a qualquer candidatura. O que, no caso dos que ocupam cargos eletivos, inclui transformar eventos oficiais em atos de campanha, dos quais, aliás, só podem participar fora do horário de trabalho. As recomendações, como a obrigação de, no exercício da função pública, observar aos cinco princípios da admi- nistração pública - legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência -, constam da cartilha produzida pela Advocacia-Geral da União (AGU) para orientar agentes públicos e gestores sobre as práticas permitidas e proibidas durante o período eleitoral. “É permanentemente vedada a disseminação, o endosso ou o compartilhamento de informações sabidamente falsas, descontextualizadas ou não verificadas [fake news], bem como de conteúdos que promovam discurso de ódio, dis- criminação, incitação à violência, ataques pessoais, des- qualificação moral ou afronta à dignidade de pessoas ou grupos”, alerta a publicação ao tratar do uso indevido das redes sociais e da disseminação de desinformação. “Em período eleitoral, a observância desses deveres deve ser redobrada, em razão do elevado potencial de im- pacto das manifestações públicas das autoridades sobre o debate democrático e sobre a confiança da sociedade nas instituições”, recomenda a AGU na cartilha. Mesmo que não configurem infração eleitoral, algumas condutas podem ser tipificadas como infração ética por implicarem um conflito entre o exercício da função pública e a promoção pessoal ou político-partidária da autoridade. Daí a proibição ao uso da visibilidade, prestígio insti- tucional ou prerrogativas de cargo público para autopro- moção com finalidade político-eleitoral, ou para induzir os eleitores a confundirem realizações administrativas de- correntes da atuação institucional do Estado como mérito pessoal de determinado agente público. ■ L I M P E Eleições 2026: AGU orienta agentes públicos sobre condutas proibidas O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste domingo (19) umama- triz energética limpa emparceria com a Europa e a proteção a empregos com o avanço da inteligência artificial. Na Alemanha, Lula discursou na abertura damaior feira industrial domundo, aHannover Messe. Ele voltou a criticar os efeitos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, conflito que chamou de “maluquice”. Lula disse que o Brasil pode ajudar aUnião Europeia a diminuir custos de energia e a des- carbonizar a indústria. “Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, disse Lula, naHannover Messe. No discurso, acompanhado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, por representantes dos governos e empresários dos dois países, Lula argumentou que é preciso combater “nar- rativas falsas” a respeito da sustentabilidade da agricultura brasileira. Ele foi aplaudido pelos presentes em diferentes momentos do discur- so. “Criar barreiras adicionais ao acesso de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista energético”. O presidente argumentou que, em 2026, o Brasil coloca em marcha um “robusto pro- grama” que prioriza a economia verde e a in- dústria 4.0. Por outro lado, ele aproveitou para contextualizar que se trata de um momento crítico na geopolítica global, marcado por pa- radoxos. “A inteligência artificial nos torna mais produtivos, mas tambémé utilizada para sele- cionar alvos militares sem parâmetros legais ou morais”, criticou. Defesa do trabalhador Sobre o mercado de trabalho, Lula disse que o país tem o menor desemprego da sua história e que defende o fim da escala 6x1, com a redução da jornada de trabalho para garantir dois dias de descanso. Em relação aos empregos, Lula fez apelo aos empresários e pesquisadores para que, no cenário da evolução das tecnologias de inteli- gência artificial, contabilizemos impactos para os trabalhadores no mundo. “Se a inteligência artificial causar o bem quenós queremos, é precisoquenos lembremos que, por trás de cada invenção, tem um ser humano. Se ele não tivermercado de trabalho, o mundo só tende a piorar”, considerou. “Maluquice da guerra” Ainda em seu discurso, Lula assegurou que o Brasil é um dos países menos afetados pela “maluquice da guerra feita com o Irã”. Ele afirmouque o governo tomoumedidas internas paraminimizar esse impacto diante de umce- nário em que o país importa 30% do óleo diesel utilizado. O presidente aproveitou para condenar o fato de o mundo estar marcado por desi- gualdades, mas haver um gasto de US$ 2,7 trilhões em guerras. Em relação a isso, Lula pediu responsabilidade a membros perma- nentes do Conselho de Segurança da ONU para buscar caminhos contra essa realidade. O conselho conta com cinco membros per- manentes: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido. ■ FEIRA INDUSTRIAL NA ALEMANHA, LULA DEFENDE PARCERIA COM EUROPA NA DESCARBONIZAÇÃO V Foto/ Ricardo Stuckert / PR ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA E QUARTA-FEIRAS | 21 E 22 DE ABRIL DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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