Diário do Amapá - 21 e 22/04/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 TERÇA E QUARTA-FEIRAS | 21 E 22 DE ABRIL DE 2026 O Brasil já soma mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e caminha para ser o quinto país commais idosos do mundo. É um público quemovimenta R$ 2 trilhões na economia, de acordo com estudo realizado pela con- sultoria Data8. Esse potencial econômico é formado tanto por consumidores, como pelos em- preendedores da chamada economia pra- teada, em alusão aos cabelos grisalhos. Para atender a esse público, osmodelos de negócio precisam adaptar-se a novas demandas. Eles queremmelhor iluminação nas lojas, sinalização visível, acessibilidade, atendimento acolhedor e processo de compra simplificado. O empreendedor que oferece esses diferenciais acaba tendo a preferência do públicomais velho, afirma a gestora nacional do programa Em- preendedorismo Sênior 60+ do Sebrae, Gilvany Isaac. “Eu acho que a Economia Prateada reflete a transformação estrutural da so- ciedade brasileira. Os empreendimentos que compreenderem essa mudança e de- senvolverem produtos alinhados a essa realidade, não apenas vão acessar o mer- cado de expansão, mas também contri- buirão para omodelo de desenvolvimento mais inclusivo, sustentável e conectado à longevidade”, afirma Gilvany. O bancário aposentado João Gual- berto de Almeida Teixeira, pertence ao público 70+. Ele conta que o que sente mais falta no atendimento é, primor- dialmente, atenção. “Tenho notado que a pessoa vai a algumlocal e os atendentes estão distraídos, olhando outras coisas, e não dão atenção para o que você merece e, principalmente, precisa. É você estar sendo atendido com atenção, quer dizer, olho no olho. Isso é fundamental”, afirmou. Segmentos Entre os segmentos com maior po- tencial para o público 60+, Gilvany destaca o de saúde e bem-estar, como academias especializadas. “Treino adaptado, acom- panhamento, foco na funcionalidade e não apenas na estética”, aponta. Outro nicho são os negócios da tele- medicina e serviços demonitoramento re- moto de saúde. “Os cuidadores também vêm com uma força muito grande porque podem ser microempreendedores indivi- duais (MEI) e ter um CNPJ, o que vai ser muito importante para as famílias que querem o conforto de um contrato, bem como para os próprios cuidadores”, diz. Outro segmento comamplo potencial para atender a população é o de turismo e lazer – especialmente empresas que ofe- recempacotes fora da alta temporada, com roteiro cultural e viagens de experiência. Ela destaca ainda os serviços na área fi- nanceira, como planejamento para apo- sentadoria ativa, alémdahabitação adaptada. “Estamos falando de arquitetura e de soluções de acessibilidade de moradias, que fazem uma adaptação em residências para dar um conforto melhor para pessoa idosa”, exemplifica. Gilvany ressalta ainda, do lado dos consumidores 60+, ummovimento cres- cente no comércio eletrônico. Eles com- pram mais pela internet, mas é preciso incrementar o engajamento digital desse público, que hoje constitui a parcela da população que mais recebe golpes. Há umcrescimento de escolas de computação e de conhecimento eletrônico voltadas para esse segmento. Mel Mania O microempreendedor João Lopes procurou o Sebrae-RJ para saber como formatar o seu negócio para atende es- pecificamente o público 60+. Em junho de 2024 criou a Mel Mania, que comer- cializa a substância. Aos 54 anos, João viu nesse público uma forte oportunidade de negócio. ■ ECONOMIA PRATEADA MOSTRA FORÇA DE CONSUMIDORES E EMPREENDEDORES 60+ POTENCIAL ECONÔMICO V Foto/ Marcelo Camargo/Agência Brasil

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