Diário do Amapá - 23/04/2026
Bancada Negra Está parada em “regime de urgência” no plenário da Câmara, desde fevereira, o Projeto de Resolução da Câmara nº 1/2026, de autoria da federal Talíria Petrone (PSOL- RJ). Apensado ao PRC 80/2025, ele cria a Coordenação da Bancada Negra, que sera eleita entre os pares. O federal Antônio Brito (PSD-BA) tentou dar a celeridade. A conferir. Global Pet Expo Empresários brasileiros do setor prestigiaram, no fim de março, a Global Pet Expo, em Orlando (EUA) – a maior feira do mundo para o segmento. Patrocinada pela Purina (Nestlé), a feira mostrou tendências de pet food e pet care. E registrou uma entrada forte de chineses na exposição de boxes e startups. No Brasil, o setor cresce dois dígitos por ano e aumenta a representatividade na fatia do PIB nacional. Nas redes Inelegível por decisão do TRE de São Paulo, Pablo Marçal – que deixou o PRTB pelo União Brasil – trocou de planos e quer disputar para governador ou o Senado. Ele acredita que o TSE reverte a decisão do tribunal paulista. Seu projeto está totalmente focado nas redes sociais. Difícil escolha Flávio está atrás de um vice para a chapa. E apesar de apostas em nomes para todo lado, nada está definido ainda por quem manda muito, o chefão do PL, Valdemar da Costa Neto. O presidenciável avalia Caiado – que não quer – e Romeu Zema, que quer muito. Uma mulher forte e do Nordeste não apareceu ainda na lista. E a senadora Teresa Cristina para o PL não traz voto, nem o feminine – apenas o Agro. Senta e trabalha Enquanto Lula da Silva rodar o País em campanha, o vice Geraldo Alckmin (PSB) vai fazer política quieto. A partir de agosto até novembro é ele quem mandará no Brasil. Ficará em interface direta com a Casa Civil do Palácio e vai receber ministros – no Jaburu e no Anexo. Nunca ocupará o gabinete presidencial. Alckmin vai deixar o homem correr atrás de votos Brasil adentro. É o trato da dupla. Os dossiês de cada um Os staffs pré-eleitorais do presidente Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) – que devem polarizar a disputa presidencial deste ano – já levantam “as capivaras” de cada um (termo usado no bordão jornalístico e policial). De acordo com fontes dos dois lados ouvidos pela Coluna, o que Lula pode levar contra Flávio nos debates na mídia: o famigerado caso da rachadinh salarial na ALERJ – da qual o senador já foi inocentado – o operador Queiroz, o empréstido generoso no BRB para comprar mansão em Brasília, mas, principalmente, Lula deve tentar colar nele a imagem do pai ex-presidente, ou seja, Flávio seria oé Bolsonaro 2.0. Já flávio tem artilharia de sobra, também: as gafes de Lula na política internacional, que afastaram alguns países importantes como Israel; O Correios quebrado e aparelhado por um grupo de advogados do Lula Livre; Os déficts bilionários das estatais, repleta de ministros nos Conselhos; o resgate de Nadine Heredia com jatinho da FAB no Peru, evitando a prisão da condenada no país vizinho, um afronta à Justiça de outro país. E o escândalo do INSS, com cerco da PF ao irmão e ao filho do presidente, ainda sob investigações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (21) que é preciso “dar logo” o Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que se possa acabar com as guerras no mundo. “A gente vê, todo santo dia, declarações – que eu não sei se são brincadeira ou não – do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz”, disse, em declaração à imprensa durante visita à Portugal. “É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz, tranquilamente”, completou Lula. Nações Unidas Assim como em outros discursos recentes em sua agenda internacional, o presidente destacou que o mundo registra atualmente a maior quantidade de conflitos desde a 2ª Guerra Mundial. “E não há uma única insti- tuição capaz de falar a palavra ‘paz’”. “Todo mundo sabe que eu sou defensor do multila- teralismo. Todo mundo sabe que sou inimigo do unila- teralismo e do protecionismo. Todo mundo sabe que nós estamos numa jornada pelo mundo para fazer mu- danças no Conselho de Segurança das Nações Unidas.” Segundo Lula, as alterações seriam direcionadas es- pecificamente ao estatuto das Nações Unidas, “para dar a ela o sentido de existência para o qual foi criada em 1945.” “Não é possível que você não tenha nenhuma insti- tuição capa de contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje”, acrescentou Lula. O presidente está em viagem oficial à Europa, onde já passou pela Espanha e Alemanha. Após compromissos em Portugal, ele retorna a Brasília. ■ AGENDA INTERNACIONAL Lula: é preciso “dar logo” Nobel da Paz à Trump para encerrar guerras A Proposta de Emenda à Consti- tuição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6x1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30. A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional. Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos- PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câ- mara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário. Como essa tramitação pode se es- tender por meses, e diante de falas de li- deranças da oposição de que tentariam barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do ple- nário da Câmara. Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição uni- ficou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) com a da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ). O governo tem defendido que a pro- posta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Em- prego, Luiz Marinho. “Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para im- pedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Ma- rinho. ■ JORNADA DE TRABALHO CCJ DA CÂMARA RETOMA ANÁLISE DO FIM DA ESCALA 6X1 NESTA QUARTA V Foto/ Lula Marques/ Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 23 DE ABRIL DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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