Diário do Amapá - 24/04/2026

| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 24 DE ABRIL DE 2026 14 Sino da vitória ecoa histórias de dor, fé e recomeço NO CENTRO DE RADIOTERAPIA DO AMAPÁ Quatro nomes, quatro diagnósticos, quatromedos diferentes. Na tarde de quarta-feira, 22, essas his- tórias se alinharam emumúnico compasso: o badalar do “sino da vitória” no Centro de Radioterapia do Amapá. O gesto, simples, marca o fimdo tratamento clínico. Mas para quemouve de perto, ele diz mais. Fala de noites mal dormidas, de mãos seguradas na sala de espera, de pro- fissionais que trocaram a frieza do jaleco pelo calor do acolhimento… que ali, a cura também passou pelo hu- mano. Quatro pacientes, quatro caminhos marcados por desafios intensos. Dona Ana Cláudia Chagas e Arilene Quintela Coutinho, ambas com câncer de mama, trans- formaram a experiência do tratamento emuma conexão de força e esperança compartilhada. Já Waldir da Silva Nobre e Marivaldo Abreu enfrentaram, cada um à sua maneira, a segunda batalha contra a doença — trazendo consigo não apenas cicatrizes, mas uma nova compreen- são sobre a vida, a família e o tempo. Ana Cláudia, técnica de enfermagem de 54 anos, re- lembra o percurso entre o diagnóstico e a cura como uma jornada de fé. “Eu orei para que cada etapa fosse condu- zida por Deus. E deu tudo certo. Aqui, a gente é muito bem tratada, desde a portaria. É um lugar de amor”, afir- mou. Em outro momento, ela reforça o impacto do aco- lhimento: “Não deixa a desejar para nenhuma instituição privada. Aqui é carinho, é cuidado, é humanidade”. Arilene, professora da zona rural de Afuá, também encontrou no centro um espaço de recomeço. “No co- meço, tive medo, mas nunca perdi a esperança. Eu sabia que um dia iria tocar esse sino”, disse, emocionada. Para ela, a possibilidade de realizar o tratamento perto da fa- mília foi decisiva: “Isso foi muito importante nomeu pro- cesso. Foi gratificante. Eu só tenho a agradecer”. Se para elas o sino representa a cura, para Waldir e Marivaldo ele simboliza continuidade — a chance de se- guir commais qualidade de vida e novos olhares sobre a própria existência. ■ “Essa foi uma decisão política do governador Clécio Luís de realizar uma convocação ampliada, já considerando possíveis ausências e inaptidões. Temos prazos a cumprir, inclusive por conta das vedações do período eleitoral, e precisamos iniciar o curso até junho”. CINTHYA MENDES Sec. de Estado da Administração ACÁCIO FAVACHO Deputado federal “Nosso trabalho em Brasília é pautado pelo resultado na ponta, onde a população vive. Santana ocupa um lugar central nos nossos projetos e no destino das nossas emendas”. “Nós estamos mudando a cultura da saúde bucal no Amapá. Antigamente, a odontologia era extrativista. Hoje trabalhamos para manter o dente na boca do cidadão. A boca não está separada do corpo. Por isso, tomamos a decisão política e técnica de colocar cirurgiões-dentistas em todos os hospitais do estado, de Oiapoque ao Jari”. FRASES DA SEMANA CLÉCIO LUÍS Governador do Amapá “O último concurso aconteceu em 2006 e contemplou apenas professores das séries iniciais. Agora, avançamos com cinco cargos distintos, todos voltados às necessidades das comunidades indígenas”. FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 IVONE CONCEIÇÃO Sec. de Gestão da Seed ● “ É um momento de emoção, um sonho que desejávamos realizar há anos. Com certeza, é uma noite de alegria!”, afirmou a autô- noma Edilane Andrade. Com entu- siasmo e emoção, ela integrou o grupo de 100 casais que participou da primeira edição do Programa Ca- samento na Comunidade em 2026, promovido pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP). A cerimônia ocorreu na quarta-feira (22), na Igreja Assembleia de Deus Ministé- rio Madureira, emMacapá, e oficia- lizou as uniões civis. Entre as histórias celebradas, des- tacou-se a de Edilane Andrade e He- liberto Almeida, que mantêm uma relação há oito anos. Para o casal, a cerimônia simboliza a concretização de um projeto de vida construído com paciência e apoio coletivo. Edilane ressaltou a importância do momento e o acolhimento rece- bido ao longo do processo: “É umdia de amor e alegria. Bus- camos esse sonho com apoio da igreja, dos amigos e do cartório, onde tivemos um atendimento de quali- dade. Hoje vivemos a emoção que sempre desejamos”, declarou. Coordenador do programa, o juiz Fábio Santana enfatizou o alcance social da ação e o papel das institui- ções parceiras. Segundo o magis- trado, o projetomobiliza a sociedade e produz impacto direto na vida das famílias. “É um ‘sim’ para o amor, para a fa- mília e para uma relaçãomais segura. Quando o casal formaliza a união, passa a ter direitos reconhecidos sem necessidade de comprovação futura. Isso garante segurança jurídica e tranquilidade”, explicou. O juiz também destacou a di- mensão do programa ao longo do ano: “A expectativa para 2026 é rea- lizar 1.200 casamentos em todo o es- tado, com metade na capital e metade no interior. Cada edição for- talece laços e dinamiza as comunida- des, sobretudo nos municípios mais distantes”, concluiu. A iniciativa, coordenada pelo TJAP emparceria coma Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (Alap) e os Cartórios, garante acesso gratuito ao casamento civil. O pro- grama assegura direitos legais, forta- lece vínculos familiares e amplia o exercício da cidadania. Criado em2001, o Programa Ca- samento na Comunidade já formali- zou cerca de 25 mil uniões no Amapá. A iniciativa atende casais em união estável, além de solteiros, viú- vos e divorciados legalmente aptos ao matrimônio civil. ■ TJAP ABRE TEMPORADA 2026 COM UNIÃO DE 100 CASAIS, EM MACAPÁ “Portanto, justifica-se a divergência deste juízo em relação ao parecer ministerial pela absoluta insuficiência probatória e pela ausência de demonstração concreta da gravidade extrema das circunstâncias, requisitos indispensáveis para a procedência de uma ação eleitoral de natureza desconstitutiva de mandato”. ALAÍDE DE PAULA Juíza de Direito CASAMENTO NA COMUNIDADE

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