Diário do Amapá - 24/04/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 24 DE ABRIL DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA E screvi várias vezes que a prioridade nacional deveria ser a preservação da maior riqueza de uma nação, a água potável. E ainda que ao invés de bolsas para família em situação famélica, deveriam priorizar bolsas- trabalho especialmente para a construção de cisternas no Nordeste, para enfrentar a seca, e nas cidades, para conter as inundações. Mas não tenho ilusões quanto a esse governo que nada tem de patriótico, nem estratégico e nada laborioso. Além das cisternas, descobri na Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o projeto das Barraginhas que são pequenas bacias escavadas no solo, de 8 a 10 metros de raio e rampas suaves, construídas dispersas nas propriedades com a função de captar enxurradas, controlando erosões e pro- porcionando a infiltração da água das chuvas no terreno. Há um livro que pode ser adquirido diretamente do site da Embrapa, escrito pelo Luciano de Barros, engenheiro agrônomo especializado em irrigação e drenagem, e Paulo Eduardo Ribeiro, químico espe- cializado em gestão ambiental. Ambos da Embrapa de Sete Lagoas, Minas Gerais. A Embrapa desta cidade desenvolveu o Projeto Barraginhas para amenizar a perda de terra e nutrientes arrastados pela erosão, devido ao desma- tamento acelerado e introdução de lavouras e pastagens sem os devidos cuidados de conservação de solo e sem a preocupação com reposição de nutrientes. Além do que o gado provoca a compactação dos solos, reduzindo a infiltração das águas das chuvas e provocando a enxurrada e erosão. O Sistema Barraginhas consiste emdotar as áreas de pastagens, as lavouras e as beiras de estradas, onde ocorram enxurradas, de vários miniaçudes distribuídos de modo que cada um retenha a água da enxurrada, evitando erosões, voçorocas (mega erosões) e assoreamentos, e ainda amenizando as enchentes. Ao barrar a água de uma chuva intensa, as barra- ginhas darão tempo para que essa água se infiltre no solo, recarregando o lençol freático. Quanto mais rápido essa água se infiltrar no solo, mais eficiente será a barraginha. Assim, ela estará apta a colher a próxima chuva. A elevação do lençol freático aumenta a disponibilidade de água nas cisternas, propicia o umedecimento das baixadas e até o surgimento de mina- douros. Isso ajuda a amenizar os efeitos das estiagens e viabiliza a sustentação de lagos para criação de peixes e o cultivo de hortas, lavouras e pomares, gerando um clima de motivação entre os agricultores, e proporcionando mais trabalho e renda. Este sistema de captação de água de chuvas funciona muito bem no semiárido brasileiro que temprecipitações de 500milímetros a 1.800milímetros, mas o maior problema é a má distribuição dessas chuvas. Caindo muita água em poucas ocasiões, ou seja, grande parte desse volume pluvial não se infiltrará no local, escorrendo para formar enxurradas e enchentes. O governo não precisa ir a Israel buscar tecnologia não apropriada para resolver todos os nossos problemas, a prataria da casa é fina e bonita, mas precisa que deputados e senadores a conheçam e promovam. ■ A elevação do lençol freático aumenta a disponibilidad e de água nas cisternas, propicia o umedecimento das baixadas e até o surgimento de minadouros. Barraginha para aproveitar a chuva E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sêniordo INPE MARIO EUGENIO N asce uma nova era no marketing jurídico. No dia 21 de julho de 2021 foi publicado o novo Provimento do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil com os novos caminhos para divulgação dos serviços de escritórios e advogados na mídia e nas redes sociais. Entre as principais novidades estabelecidas pelo novo Provimento 205/2021 está a propagação de conteúdo por meio das ferramentas de impulsionamento e patrocínio nas redes sociais e no Google de matérias informativos. Trata-se de uma mudança significativa que esclarece quais as alternativas viáveis de comunicação que os escritórios e advogados podem seguir no ambiente virtual. Fazia-se pujante a chegada de novas regras e possibilidades de divulgação dos serviços advo- catícios tanto para a classe, quanto para a socie- dade que recorre ao uso da Internet para fazer suas pesquisas e sanar dúvidas antes mesmo de procurar algum especialista. Entretanto, é preciso estar atento aos limites desta comunicação, que não pode ultrapassar as regras estabelecidas no Código de Ética da OAB, como, por exemplo, as propagandas ostensivas e a utilização imoderada e desmedida da publicidade como forma de an- gariar clientes ou que visem a mercantilização. Mas já dá pra pensar em conteúdos mais ro- bustos, formatos de anúncios, mais liberdade na criação das artes e linha editorial de conteúdo, principalmente nas redes sociais. Na visão de quem é do marketing, esse novo cenário facilita muito o lado criativo atrelado a responsabilidade das informações passadas. A luta contra as fake news também ganhará força, pois quanto mais conteúdo responsável tivermos nas redes, mais informação verdadeira chegará a sociedade. São diversas as possibilidades. Essa evolução abre novas portas para o marketing jurídico. Esse é o momento para investir em novo planeja- mento, com estratégias de branding e criação de conteúdo relevantes para redes sociais - Instagram, Linkedin, Facebook, Twitter, entre outras –, além de canal no Youtube. A participação de advogados em lives, cursos e eventos livres também foi regulada pelo Provimento, assim como o uso de ferramentas como chatbot, Whatsapp e o Google Ads. Se o mercado jurídico já era concorrido, agora a disputa fica ainda mais acirrada. A afinal, quem já migrou para o mundo online tem maior facilidade em galgar espaços maiores, de maneira mais ágil. Os mais tra- dicionais, que refutavam essa decisão, vão precisar acelerar o passo para continuarem vivos no mercado.? ■ São diversas as possibilidades. Essa evolução abre novas portas para o marketing jurídico. Esse é o momento para investir em novo planejamento, com estratégias de branding e criação de conteúdo relevantes para redes sociais - Instagram, Linkedin, Facebook, Twitter, entre outras –, além de canal no Youtube. Marketing jurídico entra em uma nova era E-mail: juridico@libris.com.br Gerente de Comunicação Institucional do escritório Calazans & Vieira Dias Advogados HELGAMONTEIRO

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