Diário do Amapá - 26 e 27/04/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 26 E 27 DE ABRIL DE 2026 AAgênciaNacional de Energia Elétrica (Aneel) anun- ciou hoje (24) que a bandeira tarifária em maio será amarela, comum acréscimo nas contas de luz para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétricamenor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado. "Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custoadicional deR$1,885 a cada 100kWhconsumidos", explicou a agência reguladora. A conta de luz está combandeira verde, semacréscimo, desde janeiro, definida devido às condições favoráveis de geração de energia, comos reservatórios das usinas hidrelé- tricas em níveis satisfatórios. Criado em2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tari- fárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. A cadamês, as condições de operação do sistema de ge- ração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Na- cional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor es- tratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas ban- deiras. As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta tem acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido. Os valores cobrados são os seguintes: bandeira amarela, com condições de geração menos fa- voráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido; bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido; bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são aindamais custosas, comacréscimo na tarifa de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido. ■ CUSTO ADICIONAL Aneel define que maio terá bandeira tarifária amarela ● O Índice de Confiança do Consumi- dor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia da FundaçãoGetulio Vargas (Ibre/FGV) aumentou 1 ponto per- centual emabril, emrelação aomês anterior, totalizando 89,1 pontos. O resultado é o mesmo alcançado em dezembro do ano passado, que foi o maior até então. Na média móvel trimestral, o índice subiu 0,6 ponto, para 87,8 pontos. Os nú- meros foram divulgados nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro. Na avaliação da economista do Ibre Anna CarolinaGouveia, amelhora da per- cepção sobre omomento atual impulsionou essa segunda alta da confiança do consu- midor. Segundo ela, tiverampeso no resultado de abril a manutenção da inflação mais controlada e do mercado de trabalho ro- busto. “E como a gente vem tendo uma me- lhora mais focada nas faixas de renda mais baixas, eu acredito que talvez a questão da isenção do imposto de renda tenha ajudado a dar um alívio pontual no orçamento das famílias de menor renda. Então, isso pode estar influenciando os últimos meses da melhora da confiança”, disse a economista do Ibre à Agência Brasil. Os dois indicadores que formam a confiança do consumidor apresentaram melhora: O ISA, que reflete a percepção • sobre o momento presente da eco- nomia, avançou 2,1 pontos, atingindo 85,3 pontos, e mostrando que o con- sumidor está avaliando de formamais favorável a economia atual. O IE, que mostra as expectativas • do consumidor comrelação ao futuro, subiu 0,2 ponto, registrando 92,3 pon- tos em abril. Anna Carolina afirmou que a melhora percebida no mês de abril veio mais do momento presente. “No mês, o indicador que mais impul- sionou a melhora do ICC foi o indicador de situação financeira atual das famílias, que subiu 3,9 pontos. Esse foi o principal motivador da alta da confiança em abril”, explicou a economista. A análise do índice de consumidor por faixa de renda indica que a melhora mais significativa foi a do consumidor que ganha até R$ 2,1 mil mensais, com a segunda melhoramensal, de 3,4 pontos. Emmarço, em comparação ao mês anterior, a alta foi de 5,4 pontos. Futuro Anna Carolina Gouveia afirmou que uma análise para os próximos meses é in- certa por conta, principalmente, dos im- pactos da guerra externa na inflação do Brasil. “Há previsão de algum impacto de in- flação no futuro, em função da guerra que a gente não sabe quanto tempo vai durar, como vai acontecer etc. E isso pode vir a ocasionar uma queda da confiança e acabar gerando aumento do pessimismo do con- sumidor, caso a inflação volte a subir”. Alémda inflação, a economista indicou que umponto principal para o consumidor atualmente tem sido a questão do endivi- damento, que está elevado. “Essa é uma questão que não se resolve muito rápido. No mês, a gente teve até uma melhora pontual desse indicador de endividamento, que pode estar sendo im- pulsionada por alguma política já sinalizada pelo governo de que tentar ajudar o con- sumidor nessa questão. Isso tambémpode influenciar o resultado para o futuro”. Segundo a economista, se houver uma política que ajude o consumidor a desafogar o seu orçamento, isso poderá deixá-lomais tranquilo emenos pessimista, conseguindo não só pagar suas contas, mas também voltar a consumir normalmente. ■ CONFIANÇA DO CONSUMIDOR REGISTRA SEGUNDA ALTA CONSECUTIVA, DIZ FGV ICC V Foto/ Rovena Rosa/Agência Brasil

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