Diário do Amapá - 28/04/2026
CIDADES TERÇA-FEIRA | 28 DE ABRIL DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa O que antes era marcado por dificuldades de acesso deu lugar a um grande pedal co- munitário. Em Calçoene, o governa- dor Clécio Luís vistoriou, neste domingo, 26, e entregou mais de 5,4 quilômetros de pavimentação ur- bana, percorrendo as novas vias de bicicleta ao lado da população cal- çoenense. “O que estamos entregando em Calçoene não é apenas asfalto, mas dignidade e o direito de ir e vir com segurança. Ver a população ocu- pando as vias, seja para o lazer ou para o trabalho, mostra que o inves- timento em infraestrutura urbana transforma a vida das pessoas e va- loriza a nossa cidade”, destacou o go- vernador Clécio Luís. A iniciativa simbolizou a ocupa- ção dos espaços públicos e a melho- ria da qualidade de vida na região. As obras incluíram a pavimentação completa de vias urbanas, a implan- tação de sistema de drenagem, a construção de calçadas e a sinaliza- ção viária para pedestres, ciclistas e motoristas. “Esse asfalto que chegou não é apenas uma obra de engenharia, é a realização de um sonho antigo da nossa gente, que sofria com a lama no inverno e a poeira no verão. Gra- ças à nossa parceria sólida com o Governo do Estado, estamos trans- formando a nossa cidade”, destacou o prefeito Toinho Garimpeiro. A pavimentação estratégica co- necta bairros antes isolados ao cen- tro comercial, valorizando os imóveis e estimulando o comércio de rua, transformando a dinâmica socioeconômica da sede do municí- pio. Ao todo, o pacote de obras con- templou 12 ruas e avenidas, in- cluindo vias estruturantes como as ruas Manoel Sarmento e João Anas- tácio dos Santos e as avenidas Antô- nio Teodoro Leal, Cônego Maltese e FAB. Esta última também recebeu sistema de drenagem por meio de convênio, garantindo uma infraes- trutura moderna e duradoura para a população. ■ EDUCAÇÃO INDÍGENA O dia começou cedo na Fazenda Nova Jerusalém, no distrito de Jarilândia, em Laranjal do Jari. Entre o canto dos galos e a rotina simples de quem vive do campo, uma nova conquista chegou para transformar o tra- balho de anos, com a entrega de uma máquina resfriadora de leite, realizada no sábado, 25, pelo Governo do Estado. Oequipamento, doado pelaCodevasf, ao Instituto de Ex- tensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), representamais do que tecnologia. Para o pecuarista e proprietário da fazenda Nova Jerusalém, Manoel Góes, é a continuidade de uma história construída com esforço fami- liar e tradição. Em2025, a fazenda também recebeu uma or- denhadeiramecânica e uma forrageira, fortalecendo a cadeia produtiva local. Enquanto observa a chegada do equipamento seu Ma- noel relembra o caminho que o trouxe até ali. A trajetória co- meçou longe, no município de Almeirim, às margens do rio Aquiqui. Em 2009, uma grande cheia mudou os rumos da família. “Eu me preocupei com o gado por causa da água grande e pedi para trazer para cá, para a terra do meu pai, para socorrer os animais. Quando resolvi voltar, ele disse que não queria mais trabalhar com gado e quis me vender a fa- zenda. A gente negociou e eu fiquei”, conta o pecuarista. Há 14 anos à frente da propriedade, elemantémviva uma herança que atravessa gerações. “É uma tradição da família. Vemdomeu avô, passou para omeu pai, chegou emmime agora já está indo para osmeus filhos e netos. A gente sempre trabalhou com leite, com queijo, com a pecuária”, conta Manoel. ■ APOIO O Governo do Estado do Amapá realizou, neste do- mingo, 26, as provas do concurso público da Educação Indígena. O certame ocorreu simultaneamente nos municípios de Macapá, Pedra Branca do Amapari e Oiapo- que. O município de Oiapoque concentrou o maior número de candidatos inscritos, com um total de 718 participantes. As provas foram aplicadas na sede do município, na Escola Estadual Joaquim Nabuco, e também na Aldeia Indígena do Manga, na Escola Indígena Estadual Jorge Iaparrá. De acordo com a secretária de Estado da Administração, Cinthya Mendes, a realização do concurso representa um marco importante para o fortalecimento da educação indí- gena no estado. “O último concurso para provimento efetivo de cargos de nível médio para professor indígena foi realizado há cerca de 20 anos, o que evidencia a importância deste certame para a recomposição do quadro e o fortalecimento das políticas pú- blicas educacionais voltadas aos povos originários”, destacou. A secretária de Estado da Educação, Francisca Oliveira, também ressaltou a relevância da iniciativa para a melhoria da qualidade do ensino e a valorização dos profissionais. ■ Tecnologia no campo impulsiona produção leiteira em Jarilândia Oiapoque recebe mais de 700 inscritos para o concurso GOVERNADOR CLÉCIO ENTREGA 5,4 KM DE ASFALTO EM CALÇOENE MOBILIDADE L ocalizado ao norte da foz do rio Amazonas, o Amapá abriga uma das mais extensas e ricas pai- sagens aquáticas do Brasil. Com predominância de florestas preservadas e áreas de savana na região oriental, o estado também se destaca pelos altos índi- ces de chuva e pela presença de rios importantes, como o Araguari e o Oiapoque, esse último na fron- teira com a Guiana Francesa. Apesar da riqueza natural, a região enfrenta desa- fios crescentes relacionados ao uso dos seus recursos. Um dos exemplos é o rio Araguari, que foi o primeiro de grande porte na Amazônia a ser represado. A Hidrelétrica Coaracy Nunes, construída em 1972, ainda le- vanta questionamentos quanto aos impactos ambientais, que seguem sem estudos aprofundados. Pescadores locais afirmam que a atividade não foi significativamente afetada, e espécies migratórias continuam presentes no rio. A exploração mineral também deixou marcas no estado. Serra do Navio teve intensa atividade de extração de manganês nos anos 1980, retomada na década seguinte. Já a mineração de ouro, que movimentou a econo- mia regional por anos, entrou em declínio a partir da metade da década de 1990. Atualmente, o avanço da pe- cuária e o aumento do desmatamento nas áreas próximas ao rio Araguari preocupam especialistas. ■ RICA BIODIVERSIDADE Costa do Amapá enfrenta desafios entre preservação ambiental e avanço econômico EVANDROLUIZ DA REDAÇÃO
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