Diário do Amapá - 29/04/2026

| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 29 DE ABRIL DE 2026 14 Biblioteca Elcy Lacerda completa 81 anos e marca 100 dias de revitalização ESPAÇO HISTÓRICO O Governo do Estado do Amapá celebra nesta semana um marco duplo para a edu- cação e cultura: os 81 anos de fundação da Bi- blioteca Pública Estadual Elcy Lacerda e os primeiros 100 dias de sua entrega totalmente re- vitalizada. O espaço, que homenageia a trajetória da educadora e militante política Elcy Lacerda, voz ativa contra a ditadura militar e defensora dos direitos humanos, reafirma-se como um pilar da resistência democrática e do desenvolvimento social no estado. A revitalização do prédio, elogiada pela co- munidade, já apresenta resultados práticos no aprendizado. A professora Andreia Albuquerque, da Escola Araçary Correia Alves, ressalta que o ambiente “bonito e proveitoso” potencializa o ensino. “Isso ajuda a imaginação das crianças, ajuda o letramento e o conhecimento. Sai da sala e vem para o campo, aprende até mais”, afirmou a edu- cadora ao destacar a importância da contação de histórias. Para as famílias, o espaço é um suporte fun- damental na alfabetização. Elane Assis, mãe do pequeno Lorenzo, de seis anos, frequenta o local toda quarta-feira para que o filho leia e leve li- vros para casa. “É um incentivo para os pais estimularem os filhos a adquirir a leitura. Ele está em processo de alfabetização, então ajuda bastante”, relatou. Com 81 anos de história, a Biblioteca Elcy La- cerda segue o lema de que “histórias ganham vida com a sua presença”, consolidando o inves- timento público como base para um futuro mais justo e letrado para o povo amapaense. ■ “Isso ajuda a imaginação das crianças, ajuda o letramento e o conhecimento. Sai da sala e vem para o campo, aprende até mais”. ANDREIA ALBUQUERQUE Professora DORINALDO MALAFAIA Deputado federal “Esse já havia sido um pedido dos municípios e estamos entregando agora, após diálogo direto com o Ministério de Articulação, com o ministro Padilha, para entregar quatro ambulâncias novas para Itaubal, assim como outras entregas para os demais municípios beneficiados”. “No Amapá, é fundamental estabelecer diretrizes para identificar e combater essa prática, especialmente em disputas de guarda e convivência familiar”. FRASES DA SEMANA JORY OEIRAS Deputado estadual “A violência vicária é uma forma de agressão extremamente perversa, que atinge não apenas a mulher, mas também crianças e familiares. O agressor utiliza pessoas próximas como instrumento para causar sofrimento emocional, mantendo controle e dominação”. FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 FABRÍCIO FURLAN Deputado estadual ● O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) e a Associação de Amigos do Museu de Folclore Edison Car- neiro abrem no próximo dia 30, às 17h, a exposição Filhas e netas da Mãe do Barro: as louceiras de Ma- ruanum. A informação é da Agên- cia Brasil. É a primeira vez que as cerâmi- cas produzidas a partir de matéria orgânica do solo amazônico, unindo conhecimentos e práticas indígenas e de matriz africana do distrito rural de Maruanum, no Amapá, compõem uma exposição exclusiva fora do estado. O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular é uma unidade especial do Instituto do Patrimô- nio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na cidade do Rio de Ja- neiro. A antropóloga Ana Carolina Nascimento, coordenadora técnica de Pesquisa e Projetos Especiais do CNFCP/Iphan, fez a pesquisa de campo em Maruanum, em outu- bro de 2025, em companhia do fo- tógrafo Francisco Moreira da Costa. Ana Carolina explicou em en- trevista à Agência Brasil que o de- sejo de realizar essa exposição existia há mais de 15 anos, mas problemas de sazonalidade da ma- téria-prima empregada na confec- ção das louças impediram que a mostra pudesse ser feita anterior- mente. “A louça do Maruanum de- pende de uma matéria-prima que é de dif ícil obtenção. Então, por conta da sazonalidade da produ- ção, da obtenção dessa matéria- prima, e também de questões or- çamentárias da instituição, a gente demorou a concretizar esse desejo. Mas estamos muito felizes por rea- lizar essa exposição agora”, disse. A arte das louceiras envolve co- nhecimentos tradicionais sobre a biodiversidade amazônica no uso de matérias-primas essenciais para a feitura desse tipo de louça: o barro, as cinzas obtidas da queima da casca da árvore cha- mada caripé ou caraipé (Licania scabra), e a resina vegetal jutaicica, extraída do jatobá (Hymenea courbaril). A antropóloga explicou que há uma série de cuidados e restrições a serem obedecidos para fazer as louças, especialmente na retirada do barro e na queima. ■ LOUCEIRAS DE MARUANUM, DO AMAPÁ, ABREM EXPOSIÇÃO NO RIO DE JANEIRO “É emocionante ver a nossa equipe preparada e o povo chegando com esperança. Estar aqui no Bailique e atingir essa marca histórica nos dá a certeza de que trazer o Estado para dentro das comunidades faz toda a diferença. O SuperFácil das Águas traz o respeito e o cuidado que o cidadão ribeirinho merece, facilitando a vida de quem enfrenta tantas dificuldades de distância”. WENDERSON LEITE Diretor-geral do Superfácil EXPOSIÇÃO FILHAS E NETAS DA MÃE DO BARRO

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