Diário do Amapá - 30/04/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 30 DE ABRIL DE 2026 14 Artistas visuais apresentam performances e provocam debate em escola PROJETO PEDAGÓGICO ‘PRETO, MINHA COR’ Os professores BrunoChagas e Luciana Pereira, do Ensino Médio da Escola Estadual Professora JacintaMaria Rodri- gues de Carvalho, no bairroVale Verde, emMacapá, trazempara a disciplina eletiva Relações Étnico-Raciais e de Gênero o tema “Preto, minha cor”. A proposta busca promover, entre os estu- dantes, reflexões sobre preconceito, diversidade, identidade e as estruturas de poder que atravessama sociedade contemporânea. Dentro dessa perspectiva, o artista performer Nau Vegar, coordenador geral do projetoMizura Performance, foi convidado para apresentar o ‘Vento,’ uma performance relâmpago que an- tecede a Mostra Mizura. A ação integra uma série de interven- ções artísticas que acontecemde forma itinerante—emescolas, espaços públicos, comunidades ribeirinhas, na capital, no interior do estado e até em outros estados. Além de Nau Vegar, a performer Juliane Monteiro também participa da programação com a obra “Rubro-Rubor”, que pro- põe uma experiência silenciosa, simbólica e visceral. Para Nau Vegar, a performance é um território onde o corpo deixa de ser apenas presença e se torna linguagem ativa de en- frentamento. “Ocorpo, na performance, não é neutro: ele carrega marcas históricas, sociais e políticas. Quando ocupa o espaço, ele evoca memórias, denuncia violências e rompe silenciamen- tos. É um corpo que tensiona, que incomoda e que se recusa a permanecer submisso às estruturas que historicamente o opri- mem”, destaca o artista. Segundo ele, suas obras dialogam dire- tamente com questões como a violência contra a mulher, o silenciamento e a necessidade de ruptura com padrões patriar- cais enraizados. OVento—nome derivado da palavra “evento”—traduz essa efemeridade: uma ação que passa rapidamente, mas deixa mar- cas profundas. O conceito é inspirado no coletivo Corpos Infor- máticos, de Brasília, e propõe justamente essa ideia de algo que atravessa o espaço como umvento—breve, mas transformador. Na performance “Vaso de Barro”, NauVegar sobe emumpe- queno banco e, ao somdamúsica HomemcomH, quebra, uma um, 12 vasos de barro. Cada peça carrega palavras que evocam o machismo, simbolizando a ruptura com estereótipos patriar- cais e a desconstrução de violências naturalizadas. ■ “Há muito tempo aguardávamos a presença efetiva da Prefeitura e, hoje, finalmente, o Prefeito DaLua está aqui ouvindo as nossas necessidades”. SAULO CAVALCANTE Diretor escolar PODRO DALUA Prefeito de Macapá “Hoje, visitando o habitacional Mestre Oscar, percebo que, assim como os outros habitacionais, este também estava abandonado pelo poder público municipal, mas agora o olhar de carinho e sensibilidade que temos pela comunidade se fortalece quando trazemos a prefeitura municipal de Macapá para dentro da comunidade”. “Ver o recurso chegando na ponta e se transformando em obra é a garantia de que nosso trabalho em Brasília está mudando a vida das pessoas também em Vitória do Jari”. FRASES DA SEMANA ACÁCIO FAVACHO Deputado federal “Esse número expressivo de atendimentos em um curto período mostra que estamos no caminho certo, ampliando o acesso e levando um serviço de qualidade à população. O CEO 2 nasce com o compromisso de fortalecer a rede e oferecer um atendimento mais humanizado e resolutivo”. FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 MARY MOURA Diretora do CEO 2 ● P ara celebrar o Dia Internacio- nal da Dança, comemorado em 29 de abril, o Festival Abril Dança 2026 realiza, em Macapá, uma programação que integra for- mação, criação, difusão e reconheci- mento artístico. Com atividades entre os dias 29 de abril e 8 de maio, a iniciativa destaca aMostra Corpo- Território, que propõe a dança como expressão de pertencimento, identi- dade e relação como espaço urbano. A programação acontece de forma itinerante, ocupando diferen- tes pontos da cidade e ampliando o acesso à arte, com destaque para di- versas atividades gratuitas. O festival também abre espaço para novos ar- tistas por meio de chamada pública, alémde promover ações formativas, atividades voltadas à infância e reco- nhecimento de trajetórias na dança local. De acordo como coordenador geral do evento, o produtor cultural Wallyson Amorim, a proposta re- força a importância de fortalecer o segmento no estado. “Criar espaços de visibilidade para a dança no Amapá é funda- mental para que artistas, grupos e coletivos possamexistir, se desenvol- ver e dialogar com a cidade. O festi- val nasce como um movimento de articulação e valorização da nossa cena”, ressalta. Entre os destaques estão o Cine- lab, que promove diálogo entre dança e audiovisual; o Lab Outdoor, com aulas abertas ao público em es- paço histórico da cidade; e a ação Dança Criança — Criando Corpo, voltada à formação e inclusão de crianças por meio do movimento. Aprogramação inclui aindamas- terclasses com profissionais da área e a entrega dos prêmios Trajetória Viva e Reconhecimento Especial — Lab Danças, que valorizam iniciati- vas e agentes que contribuempara o desenvolvimento da dança no Amapá. Chamada aberta Artistas independentes, grupos, coletivos e projetos sociais podemse inscrever gratuitamente para parti- cipação na mostra. Apresentação em 8 de maio, no Teatro Municipal, com a Mostra Corpo Território. Inscrições: link disponível no Instagram@labdanca O Festival Abril Dança 2026 é uma realização do Lab Danças, Lab Images, Comitê de Cultura do Amapá e Centro de Treinamento Breaking Amapá. ■ FESTIVAL ABRIL DANÇA TEM PROGRAMAÇÃO GRATUITA E ITINERANTE “Entregamos 14 pontes no ramal, com destaque para o novo acesso à comunidade, que substitui uma estrutura muito antiga e praticamente inacessível. Cumprimos o compromisso de garantir mobilidade segura para veículos e pessoas com dificuldade de locomoção. Agora a comunidade terá outro aspecto, principalmente no lado econômico”. CLÉCIO LUÍS Governador do Amapá ATÉ 8 DE MAIO
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