Diário do Amapá - 30/04/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 30 DE ABRIL DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA O ódio é o grande motor da maldade humana. Putin e seus soldados estão cometendo atrocidades. Muitos dirão que guerra é assim mesmo, que o povo russo não apoia isso, que os ucranianos também cometem atrocidades... Foi-se o tempo em que se podia ser malvado tendo apenas os compa- nheiros de farda como testemunhas, agora, até o espaço apresenta- se como testemunha com fotografias de alta qualidade tomadas de satélites em órbita da Terra. Muitos crimes de guerra terão seus autores identifi- cados. Tanta exposição faria a guerra recuar. Mas, ao que parece, as atrocidades russas não chegam ao povo russo que está sim apoiando o presidente Putin que aumentou sua aprovação de 71% em fevereiro para 83% no final de março. Situação quase idêntica verificou-se quando a Rússia roubou a Crimeia. Com as mudanças na Ucrânia, recebendo ar- mas, empenhando-se para entrar na OTAN e ganhar um salvo-conduto, com o acúmulo de petrodólares pela Rússia, que vive um bom mo- mento econômico (será que as restrições conti- nuarão após o fim da guerra?), com a saída da Angela Merkel e a forte dependência da economia alemã ao petróleo, gás e carvão russos, Putin viu a última oportunidade para anexação da Ucrâ- nia. Cego pela arrogância, Putin imitou Hitler em 1.942, que invadiu a Rússia. Da mesma forma, esperava pouca resistência. Mas, como todo militar velho, não entende bem as novas tecno- logias, foi surpreendido pelas novas armas por- táteis fornecidas pelos EUA principalmente. A velha escola acredita na qualificação do soldado e no poder de fogo, entendido principalmente como poder atômico. Não há dúvidas que a Rússia tenha mísseis e bombardeiros capazes de atingir alvos em solo americano. Mas é preciso lembrar que os Estados Unidos evoluíram armas ainda não apresentadas. Diz-se de raios lasers poderosos, mas eu aposto mais em masers (lasers de microondas) e PEM (pulso eletromagnético). A verdade é que se os EUA (o verdadeiro ini- migo oculto) fornecessem mais armas ofensivas de curto alcance, de alta tecnologia, os danos nas forças armadas da Rússia seriam irrecuperáveis. Certamente, é uma estratégia, observe que não há ataques no território russo, exceto um que serviu de alerta da capacidade para escalar. Todo o combate acontece no território ucraniano. Tudo é construído de forma a não fechar todas as saídas para o "animal" que ficaria ainda mais feroz. A Rússia mostra que não tem ar- mamentos à altura dos EUA, seria uma tática? Mas tem armas nucleares... Então, a estratégia das nações da OTAN é sufocar a Rússia economicamente e, limitadamente, militarmente dentro do território em disputa. Prevê- se que a Rússia perderá metade do PIB. Se a Rússia não recuar, corre o risco de perder os territórios separatistas, inclusive a Crimeia. Se não houver uso de armas nucleares, o mundo ganha. A Alemanha, que já era um exemplo em sustentabilidade, tornará ainda mais verde sua rede energética. A OTAN, que estava em crise existencial, sai fortalecida. A Europa sai mais forte, o mundo livre sai mais unido para enfrentar, final- mente, o maior inimigo da humanidade, a crise climática!. ■ Se não houver uso de armas nucleares, o mundo ganha. A Alemanha, que já era um exemplo em sustentabilidade, tornará ainda mais verde sua rede energética. A OTAN, que estava em crise existencial, sai fortalecida. O Ódio ainda domina a humanidade E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior MARIO EUGENIO A sensação de insegurança está entre as três maiores reclamações e preocupações da sociedade brasileira. A população dos grandes centros urbanos convive há muito tempo entre as mi- lhares de ocorrências de roubos e furtos, em sua maioria, cometidos por menores infratores. É crescente o número de crimes que são frutos de ações de crianças e adolescentes, muitos armados e violen- tos. Além da sensação de incerteza de um futuro digno, indaga-se qual é a razão que motiva jovens a escolherem uma vida com ações e erros que são punidos pelo Estado? Não se pode olvidar que, esse corpo de infratores encontram apoio em aliciadores, traficantes e sujeitos as- sociados as autoridades que comandam o uni- verso criminoso. Entretanto, há de se concordar que a posição das crianças, jovens e adolescentes oferece fomento a insegurança à uma sociedade desacertada. Nota-se que, para dirimir a si- tuação, o remédio que possibilita a instalação dos jovens em um cenário oposto é a educação. Assim, é dever da população lutar para a conquista de uma educação de qualidade, pro- jetada em desviar as crianças e adolescentes das ruas e inseri-los em um ambiente de ensino especializado. É fundamental desarmar as crianças e adolescentes e guia-los para as salas de aula. As principais armas devem ser os livros, as canetas e os cadernos. Aliados ao respeito aos direitos e deveres deste público, na maioria das vezes, tão negligenciado no momento da construção das políticas públicas da União, dos Estados e dos Municípios. Prementemente, é essencial que a sociedade na condição de eleitores, escolham a figura le- gislativa que trabalhe pela preocupação na adoção de políticas públicas de prevenção em combate à violência juvenil, incentivando um modo de educação que, obrigatoriamente, vincule todos os jovens brasileiros a permanecerem em um ambiente escolar integral, com agenda para refeições, descanso, aulas práticas, aulas técnicas, acesso a cursos e estágios remunerados dentro da rede de ensino. Assim, haverão estímulos aos estudantes a permanecerem em acessão ao processo de educação. Não se pode desprezar o fato de que a violência é o problema que mais aflige a sociedade e, se não a educação, não há outra possibilidade que supere o cenário da escassez de oportunidade e de dif ícil acesso à educação de qualidade. Recrutar a ação policial já provou não ser o caminho ideal e, insistir que a solução seja intensificar as ações policiais para conter o número de crimes que assola a população, já não pode ser considerada uma saída para o problema. O ponto de partida para a transformação, portanto, é a escolha de representantes políticos que possibilitem o avanço a diretrizes nacionais voltadas às crianças e aos adolescentes brasileiros. ■ Prementemente, é essencial que a sociedade na condição de eleitores, escolham a figura legislativa que trabalhe pela preocupação na adoção de políticas públicas de prevenção em combate à violência juvenil, incentivando um modo de educação que, obrigatoriamente. Educação é o caminho para isentar os jovens da marginalização E-mail: caio@libris.com.br Pedagogo WAGNER SILVA

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