Diário do Amapá - 30/04/2026

Desafios.Jor Emmeio às fortes mudanças no setor de imprensa, com ascensão da internet e o avanço da IA, a Associação de Jornalismo Digital (Ajor) realiza a 7ª edição Festival 3i no Rio de Janeiro. A Ajor, que completa cinco anos, reúne veículos independentes e atua no fortalecimento do jornalismo digital no País, em busca de um jornalismo livre, diverso e plural. O evento acontecerá de 29 a 31 de maio, no Porto Maravalley. IA & Carreira Estudo da Coursera, plataforma de aprendizado e desenvolvimento de carreira, mostra que o aprendizado corporativo cresceu 125% no Brasil em 2025. Matrículas em IA generativa dispararam 617%, puxadas pela busca por produtividade e competitividade. As empresas reorganizam investimentos entre tecnologia e capital humano, movimento que reforça que IA sozinha não garante resultado sem capacidade de execução. Coalizão verde A sociobioeconomia protagonizada por povos indígenas, quilombolas e produtores familiares, responsável por gerar renda, conservar florestas e manter cadeias sustentáveis dos biomas, será ponto de partida de articulação internacional liderada pelo Brasil. A Conexsus, Instituto Conexões Sustentáveis, anunciou no Skoll World Forum, em Oxford (ING), a criação da 1ª coalizão permanente do Sul Global voltada ao tema. Na canela! Em decisão unânime, a 1ª Turma do TST condenou o Clube Atlético Mineiro a pagar adicional noturno ao ex-jogador Richarlyson Barbosa pelas partidas disputadas após as 22h. O colegiado entendeu que o trabalho noturno não pode ser considerado uma peculiaridade do contrato esportivo e abriu precedente. “Esta é uma vitória significativa para os direitos trabalhistas dos atletas”, diz o advogado Rodrigo Rodrigues Buzzi. Rio de votos Pelo andar do VLT até aqui, Eduardo Paes (PSD) só perde para ele mesmo. Pesquisa do Prefab Future no Rio de Janeiro, com 2 mil pessoas, aponta liderança isolada do ex- prefeito para o Governo do Estado, com 40,8% das intenções de votos. Em 2º, com 9,2%, aparece o agora presidente da ALERJ, Douglas Ruas (PL). Para o Senado, o ex- governador Cláudio Castro (PL) surge na ponta com 16,5%. Supremo contra-ataque Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se articularam e, direto do Cafezinho da sala da toga das quintas-feiras, escalaram o decano Gilmar Mendes para ser o porta- voz em defesa da alta Corte do Brasil, diante de ataques sofridos de todos os lados. O 1º contra-ataque será na medida de Poderes. Gilmar mirou o Congresso Nacional – de onde saem tentativas de facilitar impeachment dos juízes e ideias de mandatos fixos para o Supremo, a exemplo de outros países. Em entrevista ontem à “Rádio BandNews Brasília”, o decano foi direto ao ponto na reciprocidade da cobrança: disse que o Brasil precisa de uma reforma de Estado, não apenas do Judiciário. Para ele, deve-se rediscutir a ingerência política nas Agências Reguladoras (segundo ele, com nomeados por critérios partidários, não técnicos), e rever as emendas impositivas. Um tiro no coração dos congressistas. Como notório, o mesmo Senado que sabatina os indicados ao STF é o que aprova seus nomes prediletos às reguladoras. A revisão das emendas pega em cheio os projetos eleitorais dos parlamentares. A conferir o próximo capítulo. A pesar de a matrícula emunidades de educação infantil a partir dos 4 anos de idade ser obrigatória no país, ainda há crianças fora da escola. Em 16% dos municí- pios, ou seja, 876 cidades brasileiras, pelo menos uma em cada dez crianças de 4 e 5 anos não frequenta creches ou pré-escolas. As desigualdades são ainda maiores quando é levado em consideração onde esses municípios estão localizados. Na Região Norte, 29%, o que corresponde a 130 municípios, têm menos de 90% das crianças matriculadas na educação infantil. O menor percentual é no sul do país, com 11% dos mu- nicípios com menos de 90% das crianças de 4 a 5 anos fora da escola. Na Região Centro-Oeste são 21% dos municípios, ou 99; no Nordeste são 17% (304) e, no Sudeste, 13% (213). Os dados são referentes a 2025. As informações são do novo indicador de atendimento escolar emnível municipal, elaborado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) a partir de uma parceria com as fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A divulgação foi feita nesta quarta-feira (29). Matrículas em creches O Brasil tem como meta estabelecida em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), ter pelo menos 60% das crianças de até 3 anos matriculadas em creches até 2036, além de atender a pelo menos 50% dessas crianças entre as populações indígenas, quilombolas e do campo. Pelo novo indicador proposto, amaior parte dosmunicípios brasileiros, 81%, ou 4.485, registra taxas inferiores a 60% de crianças nessa faixa etária emunidades de educação infantil. Na Região Norte, está também o maior percentual - são 94% dos municípios com índices inferiores a 60%, ou 424 cidades. Nas demais regiões os índices são: 90% no Centro-Oeste; 83% no Sudeste; 81% no Nordeste e, 66% no Sul, com aten- dimentos inferiores a 60% das crianças de até 3 anos em cre- ches. ■ EDUCAÇÃO INFANTIL Uma em cada 10 crianças de 4 e 5 anos não vai à escola em 876 cidades O indicado ao SupremoTribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu nesta quarta-feira (29), em sabatina no Se- nado, que o Judiciário atue por meio da conci- liação para pacificar conflitos por terra no campo brasileiro. “Amelhor forma que nós temos de compor os conflitos de interesse desse país, principal- mente conflitos fundiários, é a conciliação, o diálogo, a pacificação”, disse Messias. O atual advogado-geral da União (AGU) respondia ao senador Jayme Campos (União- MT), que criticou a “insegurança jurídica” do produtor agrícola brasileiro diante da contro- vérsia em torno da tese do marco temporal, considerada inconstitucional pelo STF. A tese, aprovada em projeto de lei no CongressoNacional, diz que os povos indígenas só teriam direito às terras que já ocupavam durante a promulgação da Constituição, em 1988. Messias argumentou que a conciliação pode resolver impasses envolvendo as terras indígenas. “Este que vos fala foi o primeiro AGU a ter a coragem de assinar um acordo no STF reconhecendo o direito ao pagamento da in- denização justa a umproprietário de terra que tinha um justo título em Mato Grosso, numa terra indígena que estava há anos em conflito”, disse. Messias foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada peloministro Luís Roberto Barroso. Para assumir o cargo, precisa dos votos favoráveis de 41 dos 81 senadores. Sobre os conflitos em torno do marco temporal, o indicado ao STF destacou que não é possível “transigir naquilo que a Constituição estabelece”. “Mas nós também não podemos retirar do proprietário de terra legítimo um direito à justa indenização ou uma pacificação”, com- pletou, acrescentando que o melhor caminho para a “paz social” é conciliar o direito à pro- priedade privada com o direito dos povos in- dígenas. “É possível conciliar. Fizemos um acordo histórico na região do Paraná que, após 40 anos, nós conseguimos entregar, a partir do pagamento por compra de terra, os direitos dos indígenas Avá-Guarani, que foramali des- locados com a usina de Itaipu”, completou. Meio ambiente O senador Jayme Campos criticou ainda a demora em processos de licenciamento am- biental e decisões judiciais que paralisam as obras do Ferrogrão, ferrovia que liga o Cen- tro-Oeste aos portos do Norte do Brasil. Messias disse que esse projeto é vital para o país e lembrou que buscou a conciliação entre as partes, como AGU, para destravar as obras do Ferrogrão. Ele defendeu um desen- volvimento sustentável para o Brasil, que seja capaz de proteger o meio ambiente. “Não há que se ter antagonismo entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico. Nós podemos conciliar as duas coisas". "É preciso ter clareza nas condicionantes ambientais, é preciso ter clareza na oitiva aos povos indígenas, aos povos originários, mas tudo isso pode ser feito em benef ício do de- senvolvimento”, ponderou. ■ SABATINA MESSIAS DIZ QUE CONCILIAÇÃO É MELHOR SOLUÇÃO PARA CONFLITOS POR TERRA V Foto/ Lula Marques/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 30 DE ABRIL DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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