Diário do Amapá - 30/04/2026
Alô, executivos! O HUB de Economia e Clima do Instituto Clima e Sociedade (iCS) promove, hoje, o webinar “Regulação, Informação e Greenwashing: limites e eficácia da agenda de sustentabilidade no mercado financeiro”, em parceria com a ANPEC. Especialistas irão discutir se os avanços das regras de transparência no mercado têm sido suficientes para reduzir o greenwashing, o chamado marketing verde-sustentável das empresas. Volta da Cesgranrio Com larga trajetória na área de educação, a Fundação Cesgranrio adota novas práticas de governança. Retomou e fortaleceu relações com antigos parceiros como a Caixa, Transpetro, Universidade Banco do Brasil e ANBIMA. Presidida agora por Jairo Henrique Pereira, a instituição amplia atuação em concursos, seleções e avaliações, incluindo o Exame Nacional para Certificação de Jovens e Adultos. Na canela – 2 Caiu como bomba na sede da Confederação Brasileira de Futebol, a poderosa CBF, a decisão do Tribunal Superior do Trabalho que deu ganho de causa ao jogador Richarlyson contra o Atlético Mineiro. Ele pediu adicional e hora extra por partidas após 22h. Os cartolas sabem que isso abriu precedente perigoso para o caixa dos clubes – e o que não falta é atleta insatisfeito com a rotina de treinos e jogos noite adentro. Cleitin e a pipa A Coluna publicou dia 12 de novembro que a onda ‘Cleitin’ governador cresce silenciosa em partidos de Minas. O jovem senador aparece há meses em trackings com pontuações relevantes. E bateria até Rodrigo Pacheco (PSD), que pode aparecer candidato de Lula da Silva no estado. Quem diria… de soltador de pipa e rapper há quatro anos, a hoje senador e potencial candidato ao Governo do 3º estado mais rico. Que Mega Sena! A 15ª Câmara Cível do TJMG julga amanhã recurso contra decisão que condenou um banco a devolver todo o dinheiro movimentado pela Dataprint Indústria e Comércio de Formulários ao longo de nove anos, com juros e correção monetária. A empresa pediu a restituição e o juiz da 1ª instância curiosamente cravou R$ 169 milhões – enquanto perícia do banco aponta R$ 157 mil que, com a correção, chegaria a R$ 1,8 milhão. O dia B Hoje é o Dia B, de ‘Bessias’ para o advogado e ex-AGU Jorge Messias (foto), o apadrinhado de Dilma Rousseff, que fez questão de viajar da China ao Brasil para acompanhar sua sabatina no Senado. A expectativa no Palácio do Planalto é que, após meses de lobby, ele seja aprovado no plenário do Senado com uma vantagem de 10 votos. Mas nem tudo está garantido, não. Até ontem, pelo menos 30 senadores estavam “indecisos”. O senador Hamilton Mourão (Rep-RS), ex-vice presidente da República, decidiu subir o tom na CCJ. Em vez do tradicional bate- bola de perguntas e respostas, Mourão fará um pronunciamento, sem abrir espaço para réplica do indicado do presidente Lula da Silva. A manobra é protesto deliberado contra o que a oposição chama de “rolo compressor” do Palácio. Mourão vai citar a falta de “notável saber jurídico” de Messias e o cordão umbilical político que o liga ao presidente, o que fere a independência do STF. A pesar de a matrícula emunidades de educação infantil a partir dos 4 anos de idade ser obrigatória no país, ainda há crianças fora da escola. Em 16% dos municí- pios, ou seja, 876 cidades brasileiras, pelo menos uma em cada dez crianças de 4 e 5 anos não frequenta creches ou pré-escolas. As desigualdades são ainda maiores quando é levado em consideração onde esses municípios estão localizados. Na Região Norte, 29%, o que corresponde a 130 municípios, têm menos de 90% das crianças matriculadas na educação infantil. O menor percentual é no sul do país, com 11% dos mu- nicípios com menos de 90% das crianças de 4 a 5 anos fora da escola. Na Região Centro-Oeste são 21% dos municípios, ou 99; no Nordeste são 17% (304) e, no Sudeste, 13% (213). Os dados são referentes a 2025. As informações são do novo indicador de atendimento escolar emnível municipal, elaborado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) a partir de uma parceria com as fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A divulgação foi feita nesta quarta-feira (29). Matrículas em creches O Brasil tem como meta estabelecida em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), ter pelo menos 60% das crianças de até 3 anos matriculadas em creches até 2036, além de atender a pelo menos 50% dessas crianças entre as populações indígenas, quilombolas e do campo. Pelo novo indicador proposto, amaior parte dosmunicípios brasileiros, 81%, ou 4.485, registra taxas inferiores a 60% de crianças nessa faixa etária emunidades de educação infantil. Na Região Norte, está também o maior percentual - são 94% dos municípios com índices inferiores a 60%, ou 424 cidades. Nas demais regiões os índices são: 90% no Centro-Oeste; 83% no Sudeste; 81% no Nordeste e, 66% no Sul, com aten- dimentos inferiores a 60% das crianças de até 3 anos em cre- ches. ■ EDUCAÇÃO INFANTIL Uma em cada 10 crianças de 4 e 5 anos não vai à escola em 876 cidades O indicado ao SupremoTribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu nesta quarta-feira (29), em sabatina no Se- nado, que o Judiciário atue por meio da conci- liação para pacificar conflitos por terra no campo brasileiro. “Amelhor forma que nós temos de compor os conflitos de interesse desse país, principal- mente conflitos fundiários, é a conciliação, o diálogo, a pacificação”, disse Messias. O atual advogado-geral da União (AGU) respondia ao senador Jayme Campos (União- MT), que criticou a “insegurança jurídica” do produtor agrícola brasileiro diante da contro- vérsia em torno da tese do marco temporal, considerada inconstitucional pelo STF. A tese, aprovada em projeto de lei no CongressoNacional, diz que os povos indígenas só teriam direito às terras que já ocupavam durante a promulgação da Constituição, em 1988. Messias argumentou que a conciliação pode resolver impasses envolvendo as terras indígenas. “Este que vos fala foi o primeiro AGU a ter a coragem de assinar um acordo no STF reconhecendo o direito ao pagamento da in- denização justa a umproprietário de terra que tinha um justo título em Mato Grosso, numa terra indígena que estava há anos em conflito”, disse. Messias foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada peloministro Luís Roberto Barroso. Para assumir o cargo, precisa dos votos favoráveis de 41 dos 81 senadores. Sobre os conflitos em torno do marco temporal, o indicado ao STF destacou que não é possível “transigir naquilo que a Constituição estabelece”. “Mas nós também não podemos retirar do proprietário de terra legítimo um direito à justa indenização ou uma pacificação”, com- pletou, acrescentando que o melhor caminho para a “paz social” é conciliar o direito à pro- priedade privada com o direito dos povos in- dígenas. “É possível conciliar. Fizemos um acordo histórico na região do Paraná que, após 40 anos, nós conseguimos entregar, a partir do pagamento por compra de terra, os direitos dos indígenas Avá-Guarani, que foramali des- locados com a usina de Itaipu”, completou. Meio ambiente O senador Jayme Campos criticou ainda a demora em processos de licenciamento am- biental e decisões judiciais que paralisam as obras do Ferrogrão, ferrovia que liga o Cen- tro-Oeste aos portos do Norte do Brasil. Messias disse que esse projeto é vital para o país e lembrou que buscou a conciliação entre as partes, como AGU, para destravar as obras do Ferrogrão. Ele defendeu um desen- volvimento sustentável para o Brasil, que seja capaz de proteger o meio ambiente. “Não há que se ter antagonismo entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico. Nós podemos conciliar as duas coisas". "É preciso ter clareza nas condicionantes ambientais, é preciso ter clareza na oitiva aos povos indígenas, aos povos originários, mas tudo isso pode ser feito em benef ício do de- senvolvimento”, ponderou. ■ SABATINA MESSIAS DIZ QUE CONCILIAÇÃO É MELHOR SOLUÇÃO PARA CONFLITOS POR TERRA V Foto/ Lula Marques/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 30 DE ABRIL DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=