Diário do Amapá - 01 e 02/05/2026

CIDADES SEXTA-FEIRA E SÁBADO | 01 E 02 DE MAIO DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa O governador Clécio Luís con- cluiu a entrega de 14 pontes no ramal que interliga a sede do município de Calçoene à histó- rica comunidade do Cunani. As novas estruturas, construídas em madeira de lei, substituem as antigas passagens que estavam deterioradas, garantindo trafegabilidade e segu- rança para moradores e produtores rurais da região. A obra integra um conjunto de investimentos em infraestrutura do Governo do Amapá voltado à inte- gração de comunidades isoladas e ao fortalecimento do escoamento da produção local, especialmente de açaí e cacau. O ponto alto do pacote de entre- gas do Governo do Amapá, em Cal- çoene, no último final de semana, foi a inauguração da nova ponte sobre o Rio Cunani. A estrutura, agora de- finitiva, liga as duas margens, subs- tituindo uma ponte antiga e improvisada que era sustentada por cabos de aço e oferecia riscos cons- tantes à população. “Entregamos 14 pontes no ramal, com destaque para o novo acesso à comunidade, que substitui uma es- trutura muito antiga e praticamente inacessível. Cumprimos o compro- misso de garantir mobilidade segura para veículos e pessoas com dificul- dade de locomoção. Agora a comu- nidade terá outro aspecto, principalmente no lado econômico”, destacou o governador Clécio Luís. Impacto Social A intervenção atende a uma rei- vindicação de décadas das famílias que vivem no Quilombo do Cunani. Além de facilitar o transporte esco- lar e o acesso a serviços de saúde e segurança, as novas pontes elimi- nam gargalos logísticos em um tre- cho que, durante o período de chuvas, tornava-se praticamente in- transitável. Contexto Histórico: A Repú- blica de Cunani A Vila do Cunani não é apenas um polo produtivo, mas também um marco da geopolítica amazô- nica. Localizada em uma área que foi alvo de disputas territoriais entre Brasil e França no século XIX (o Contestado), a vila chegou a ser a ca- pital da autoproclamada República Independente da Guiana, ou Repú- blica do Cunani, fundada em 1886. O estado teve bandeira, moeda e leis próprias, sob a liderança do fran- cês Jules Gros. Atualmente, a vila é re- conhecida como uma comunidade quilombola remanescente, mantendo viva a memória de resistência de ne- gros e indígenas que ali se estabelece- ram em busca de liberdade. ■ SALDO POSITIVO D epois de meses de espera e incertezas, o alívio che- gou para o paraense Lyndon Jhonshon Botelho, de 54 anos. Ele encontrou no Amapá a oportunidade que não conseguiu em seu estado de origem: realizar uma cirurgia pulmonar e retomar a qualidade de vida. Internado no dia 21 de abril no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal), emMacapá, Lyndon passou por uma segmentectomia pulmonar por videolaparoscopia. O pro- cedimento é minimamente invasivo e remove apenas um segmento anatômico do pulmão, preservando o tecido sau- dável. A cirurgia foi realizada por meio do programa Zera Fila, do Governo do Estado. Nesta quarta-feira, 29, o paciente recebeu alta hospitalar, emocionado e grato pelo atendi- mento recebido. “Esperava por essa cirurgia há muito tempo, desde quandomorava no Pará, mas não conseguia. Vimmorar no Amapá, busquei o hospital e finalmente fui atendido. Agra- deçomuito ao hospital e ao Estado. Fui muito bem assistido e estou voltando para casa, graças a Deus”, relatou. Transformação e números A história de Lyndon é um reflexo do alcance do pro- grama Zera Fila, iniciativa da gestão estadual que amplia o acesso a procedimentos cirúrgicos e reduz o tempo de es- pera na rede pública. ■ ZERA FILA O Amapá gerou 818 empregos formais emmarço de 2026, se- gundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (29/4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas regis- traram saldo positivo no estado amapaense no terceiromês do ano. O setor de Comércio foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 520 vagas. Em seguida aparecem Serviço (457 postos) e In- dústria (12). Os desempenhos negativos foram registrados nos se- tores da Agropecuária (-78) e da Construção (-93). A capital, Macapá, foi omunicípio amapaense commaior saldo de empregos formais emmarço, tendo gerado 813 novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de San- tana (123), Calçoene (20) e Oiapoque (6). No recorte por gênero, a maior parte dos empregos com carteira assinada gerados no Amapá em março foi ocupada por homens: 527. No período, as mulheres foram responsáveis por ocupar 291 novos empregos. No que diz respeito à faixa etária, a maior parte dos postos ge- rados no Amapá no período foi ocupada por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram301 novos postos formais. Na análise sobre grau de instrução, a maioria dos vínculos no estado em março foi ocupada por pessoas com ensino médio completo, que preenche- ram 800 vagas. ■ Cirurgia pulmonar por vídeo devolve qualidade de vida a paciente Amapá gerou 818 empregos com carteira em março GOVERNO ENTREGA 14 PONTES E GARANTE ACESSO SEGURO À VILA HISTÓRICA DO CUNANI EM CALÇOENE C om atendimentos de saúde, beleza, cidadania, lazer e jurídico, entre outros, a Secretaria Esta- dual de Habitação (Sehab) e a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela) realizarão sábado, 2 de maio, no Conjunto Habitacional Vila dos Oliveiras, a edição número sete do projeto Amazôniação, desta vez com apoio do deputado estadual Victor Amoras. Para divulgar o evento, a diretora-executiva da Oela, Jéssica Pingarilho, esteve na manhã desta quinta-feira, 30, no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90,9), ressaltando, entre outros pontos, que o Amazôniação de sábado será aberto não só aos moradores do conjunto habitacional, mas também aos das adjacências. “Todos os serviços ofertados serão gratuitos”, fez questão de dizer a diretora, que também informou que o evento de 2 maio se constituirá na primeira atividade social do projeto Amazôniação, em 2026, mas o sétimo em Macapá nos 28 anos em que a ONG Oela atua em toda a região amazônica com foco em comunidades em situação de vulnerabilidade. O projeto Amazôniação, disse Jéssica Pingailho, atua com a proposta de realizar ações sociais em territórios estratégicos, como os habitacional Vila dos Oliveiras e Nelson dos Anjos, bem como nos bairros Nova Aliança, Terra Prometida e Parque Aeroportuário. “A iniciativa busca promover cidadania, acesso a direitos e melhoria da qualidade de vida, além de estimular a geração de renda por meio da qualificação profissional”, destacou a diretora-presidente. ■ SERVIÇOS GRATUITOS Habitacional Vila dos Oliveiras receberá ação social DOUGLAS LIMA EDITOR

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