Diário do Amapá - 01 e 02/05/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SEXTA-FEIRA E SÁBADO | 01 E 02 DE MAIO DE 2026 O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As nego- ciações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01. A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. Ibovespa A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos. O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março. Petróleo Os preços do petróleo dispararam no mercado in- ternacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas nego- ciações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%. A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo. (com informações da Reuters) ■ CÂMBIO Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global ● A pesar das tensões emtorno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela segunda vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de PolíticaMonetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A de- cisão era esperada pelo mercado financei- ro. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em15% ao ano, omaior nível em quase 20 anos. OCopom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom. O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional. Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque.Na terça-feira (28), oBancoCentral anunciou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, se ausentará por causa do falecimento de um parente de primeiro grau. Emnota, oCopomnão deu pistas sobre a evolução dos juros. O texto informou que estámonitorando a guerra noOrienteMédio e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação. "Nessemomento, asprojeçõesde inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados", destacou o comunicado. Inflação A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo ÍndiceNacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A prévia da inflação oficial pelo Índice Na- cional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para 0,89% em abril. No acumuladode 12meses, o índice acelerou para 4,37%, contra 3,9% emmarço. O IPCAcheio de abril só será divulgado em 12 de maio. Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida peloConselhoMonetárioNacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apuradamês amês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em abril de 2026, a inflação desdemaio de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Emmaiode 2026, oprocedimento se repete, com apuração a partir de junho de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficandomais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Política Mone- tária, divulgado no fimdemarço peloBanco Central, a autoridade monetária elevou, de 3,5% para 3,6%, a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da in- flação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigoRelatório de Inflação, será divulgada no fim de junho. As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo comoboletimFocus, pesquisa semanal cominstituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,86%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%. ■ BANCO CENTRAL REDUZ JUROS BÁSICOS PARA 14,5% AO ANO DECISÃO V Foto/ Marcello Casal JrAgência Brasil
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