Diário do Amapá - 03 e 04/05/2026
| CULTURA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 03 E 04 DE MAIO DE 2026 FALECOMOHERALDO E-mail: heraldocalmeida@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @heraldocalmeida Instagram: @heraldoalmeida65 19 Cultura HERALDOALMEIDA REBOOT DE ‘RESIDENT EVIL’ APOSTA NO TERROR DE SOBREVIVÊNCIA N o início dos anos 2000, Resident Evil estreou nos cinemas com uma proposta distante de sua origem. Baseada na franquia de games, a saga de filmes optou por priorizar a ação, deixando o horror em segundo plano por quase duas décadas. Em 2021, surgiu o primeiro reboot, que tentou mimetizar a trama dos jogos originais, mas semalcançar sucesso de crítica ou público. Houve ainda uma série daNetflix, esquecida antesmesmo de estrear. Agora, sob o olhar de ZachCregger aclamado por Noites Brutais (2022), a franquia passa por um reinício total. O foco é o terror de sobrevivência (survival horror), apresentando umprotagonista inédito: umentregador de suprimentos médicos que se vê preso em Raccoon City durante o início do surto do T-ví- rus. Segundo o diretor, a trama não deve contar com os personagens clás- sicos da marca. Em vez disso, apresen- tará pessoas comuns lutando pela vida em cenários de extrema tensão, mar- cados por corredores escuros e o pavor psicológico característico dos primeiros títulos da série. As prévias do longa reforçam essa guinada ao horror, acompanhando o protagonista Bryan em uma cidade à beira do colapso e infestada por criaturas bizarras. Vale ressaltar que, na saga, não há elementos sobrenaturais: os monstros são frutos de mutações bio- lógicas emhumanos e animais, causadas por experimentos da Umbrella Cor- poration. Com Austin Abrams (A Hora do Mal), Paul Walter Hauser (Black Bird) e Kali Reis (True Detective) no elenco, Resident Evil tem estreia prevista nos cinemas brasileiros para 17 de setembro deste ano. ■ POR WALLACE FONSECA ARTE CINEMATOGRÁFICA N o segundo dia de programação da gamescom latam 2026, nesta quinta-feira (30), emSãoPaulo, oMinistério da Cultura (MinC) participou de debates estratégicos sobre os caminhos da indústria de jogos no Brasil, com foco em financiamento, regulação e direitos digitais. A agenda, coma presença da secretária doAudiovisual JoelmaGonzaga e representantes doMinistério, integra a atuação doGoverno do Brasil na consolidação de políticas públicas para o setor. Abrindo a programaçãododia, JoelmaGonzaga participou do painel Política Pública e Financiamento: Construindo a Indústria de Games no Brasil, destacando o avanço do reco- nhecimento institucional dos jogos eletrônicos no país. “A gente já entende o game como audiovisual e como uma potência econômica. Esse reconhecimento vem sendo cons- truído desde a inclusão do setor nas diretrizes nacionais e no Conselho Superior do Cinema, e se consolida agora com o marco legal. OBrasil é hoje omaior mercado consumidor da América Latina, mas tem todas as condições de avançar para se tornar também um grande produtor, com políticas públicas estruturadas, financiamento eumambiente regulatório adequado”, afirmou. A secretária também destacou a atuação do Governo do Brasil na regulamentação do setor, conduzida de forma inte- grada entre diferentes áreas. “A construção dessa política envolve umesforço interministerial, porque o game atravessa diversas agendas, da cultura à educação, da ciência e tecnologia à economia. O que estamos fazendo agora é estruturar esse campo para garantir desenvolvimento sustentável, formação, inovação e ampliação da participação brasileira no cenário internacional”, pontuou. Na sequência, o painel Games e sociedade: Regulação de conteúdo, direitos digitais e o marco legal em prática aprofundou o debate sobre os impactos sociais e regulatórios do setor. Amesa contou com a mediação da diretora de For- mação e Inovação da secretaria doAudiovisual doMinistério da Cultura, Milena Evangelista, além de representantes da Advocacia-Geral da União e doMinistério da Justiça e Segu- rança Pública. ■ GAME É CULTURA MINC DEBATE FINANCIAMENTO, REGULAÇÃO E DIREITOS DIGITAIS EM PAINÉIS DA GAMESCOM LATAM 2026 CULT’ ART O Governo do Estado avança em um momento histórico para o setor cultural ao apresentar a minuta do Plano Estadual de Cultura (PEC), documento estratégico que orientará as políticas públicas culturais pelos próximos 10 anos. Mais do que um planejamento técnico, o plano nasce do diálogo direto com quem vive e faz cultura em todas as regiões do estado. A construção do PEC foi marcada por um amplo processo de escuta, envolvendo municípios e territórios indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas. Ao longo de três anos, o Governo promoveu reuniões, encontros e consultas públicas, garantindo que diferentes vozes e realidades fossem contempladas no documento. O resultado desse trabalho coletivo é um plano estruturado em 10 diretrizes, 6 transversalidades e 30 ações, refletindo demandas reais do setor cultural amapaense e consolidando um modelo participativo de gestão. Documento A cantora e compositora, Nany Rodrigues, além de cantar muito, agora está se destacando como uma excelente fotógrafa. Sua sensibilidade com a arte de fotografar é impressionante e com sensibilidade indiscutível. Parabéns. Fotografia Título da música de Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes. A obra faz parte de um novo projeto dos dois artistas, com poemas musicais eróticos. ...E partimos como um raio na direção do infinito para saborear aquele pouco instante que a imaginação do sonho me deu. Foi real, sim, cada momento e cada sorriso dela em minha direção... Língua Intrusa Todos os anos, a Igreja no Brasil mobiliza comunidades e paróquias para viver, durante o período da Quaresma, a Campanha da Fraternidade. Essa iniciativa teve início em 1961, quando três padres que trabalhavam na Cáritas Brasileira — um dos organismos da CNBB — planejaram uma campanha com o objetivo de arrecadar recursos para financiar as atividades assistenciais da instituição. A essa ação deram o nome de Campanha da Fraternidade. Campanha da Fraternidade Não, ninguém faz samba só porque prefere, coisas nenhumno mundo interfere sobre o poder da criação (Paulo Cézar Pinheiro e João Nogueira). Poder da Criação O mundo tá perdido Com o sumiço do cupido Que eu flechei num tiro certo Pro gelo derreter Fernando Canto / Nivito Guedes
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