Diário do Amapá - 06/05/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 06 DE MAIO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A s oportunidades são como o nascer do sol. Se você esperar demais, vai perdê-las. Há uma dimensão silenciosa no modo como os seres humanos lidam com o tempo. Não se trata apenas de relógios ou calendários, mas da ca- pacidade de reconhecer o instante em que algo se torna possível. A opor- tunidade não anuncia sua chegada com solenidade. Ela se insinua. Surge no cotidiano, entre decisões pequenas, conversas aparentemente banais e circunstâncias que, à primeira vista, parecem comuns. O problema não está na ausência de oportunidades, mas na dificuldade de percebê-las como tais. Em sociedade, aprendemos a esperar garantias, validações externas, consensos. Esperamos o momento perfeito, como se ele fosse um acordo coletivo. Mas o tempo não negocia. Ele apenas passa. E, ao passar, transforma aquilo que era possível em algo apenas lembra- do. Há também uma dimensão ética nessa questão. Aproveitar uma oportunidade não é apenas um ato individual, é uma forma de participação no mundo comum. Cada escolha molda não só a trajetória pessoal, mas também as relações ao redor. Quando alguém age, altera o ambiente. Quando hesita indefinidamente, transfere para outros o peso da decisão ou, pior, permite que nada aconteça. O nascer do sol é um fenômeno cotidiano e, ainda assim, irrepetível. Cada amanhecer é único, mesmo que pareça igual ao anterior. Assim tam- bém são as oportunidades. Elas podem se parecer, mas nunca são exatamente as mesmas. Perder uma não significa que outra virá nas mesmas condições. Significa apenas que o tempo seguiu adiante. Existe ainda um elemento de autoconheci- mento. Reconhecer oportunidades exige com- preender a si mesmo. Saber o que se busca, o que se teme, o que se está disposto a arriscar. Sem isso, qualquer possibi- lidade se dissolve em dúvida. E a dúvida prolongada, quando não se transforma em reflexão produtiva, torna-se apenas adiamento. Viver em sociedade implica diálogo, mas também decisão. Nem tudo pode ser resolvido pela espera de consenso. Há momentos em que agir é necessário, mesmo sem todas as certezas. A ação, nesse sentido, não é imprudência. É reconhecimento de que o tempo humano é limitado e de que a vida se constrói na interseção entre pensar e fazer. Oportunidades não pertencem a quem as observa de longe. Pertencem a quem se aproxima, avalia e, no momento certo, escolhe. Não com pre- cipitação, mas com consciência de que o tempo não retorna para oferecer a mesma chance. O sol nasce todos os dias. Mas cada dia que passa é um a menos para quem insiste em esperar demais. ■ Quando o tempo decide por você Oportunidades não pertencem a quem as observa de longe. Pertencem a quem se aproxima, avalia e, no momento certo, escolhe. Não com precipitação, mas com consciência de que o tempo não retorna para oferecer a mesma chance. GREGÓRIOJ.L. SIMÃO E-mail: gregoriojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia Tecnologista Sênior E-mail: mariosaturno@uol.com.br H á vinte anos, cansado de receber críticas sobre meus escritos de Maria, comecei a estudar o fenômeno do evangelismo brasileiro por observação de vários pregadores televisivos. Até gostava de alguns que, inclusive, dizia não entender de teologia ou liturgia, mas de religiosidade e fé. E nisso tinha um discurso convincente. Fiquei chocado ao ver que algumas seitas ditas cristãs defendam até o aborto. Também causa espécie ver que algumas defendem uma teologia da prosperidade, algo tão nefasto que me faz duvidar da veracidade cristã dessas, afinal não se pode servir a Deus e ao dinheiro (Lc 16,13). E como têm “cristãos” que adoram dinheiro, luxo, sexo ilícito, comilança e o poder. De uns tempos para cá, passei a admirar um pastor evangélico que imitava o estilo do Padre Léo. No início eu considerava esse pastor como alguém que roubava um personagem católico, mas quando ele admitiu assistir e seguir o estilo do Padre, passei a considerar mais como uma home- nagem. Recentemente, vi um vídeo dele aceitando Maria como uma mulher diferenciada, ou seja, aceitando algumas posições católicas, Porém, nega outras com argumentos fáceis: (1) Maria engravidou de Cristo tendo relações sexuais com José; (2) Maria não pode ser mãe de Deus (tese que em grego é chamada de Teotokos) porque Deus é mais velho que Maria. Acredito que os evangélicos conhecem bem o Antigo Testamento, então será fácil ver qu, foi Isaías (7,14) quem profetizou: por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco. Portanto, Maria engravidou do Espírito Santo de Deus e não de José, mesmo porque é ele mesmo quem afirma que não teve relações sexuais com ela: Maria estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo (Mt 1,18-20). Quanto à idade de Deus, aí é preciso um esforço de raciocínio, pois o Deus dos judeus e dos cristãos é um "deus" que não tem origem, Ele existe antes do tempo, antes do espaço. Quando o espaço-tempo foi criado no Big Bang (?), Deus já existia. Assim, não faz sentido afirmar o tempo de Deus porque ele era antes do tempo. O Pastor parece aplicar a Cristo o mesmo que acontece conosco, Deus nos dá espírito e alma na concepção, com a participação do homem (Adão) e da Mulher (Eva). Mas no caso de Cristo, somente há a participação divina. Assim, Jesus não é criado, já existia, mas se encarnou em Maria, tornando- se humano. Lembre-se que o ser humano já fora criado à imagem e semelhança e, conforme Gênesis (1,26; 2,7), pelas mãos e sopro do Deus Trino: façamos). De qualquer forma, aceitar que Maria era extraordinária já é uma grande aproximação, afinal, "desde agora, todas as gerações me chamarão bem- aventurada" (Lc 2,48 da Almeida), e isso significa todos, de todos os tempos, católicos, protestantes e evangélicos. ■ O Pastor parece aplicar a Cristo o mesmo que acontece conosco, Deus nos dá espírito e alma na concepção, com a participação do homem (Adão) e da Mulher (Eva). Mas no caso de Cristo, somente há a participação divina. A Mariologia do Evangélico MARIO EUGENIO

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