Diário do Amapá - 07/05/2026
Brazil Week 1 Em parceria com o Sebrae-RJ, a Firjan SENAI realiza pela 1ª vez uma o Programa Rede de Oportunidades para Fornecedores. O evento acontece na Offshore Technology Conference, nos Estados Unidos, para aproximar grandes empresas com potenciais fornecedores do Rio capazes de exportar bens e serviços. Baker Hughes, Hanwha Ocean, SLB, Petrobras, Transpetro e Radix participam do encontro. TI na China A Looma, plataforma brasileira de infraestrutura para negócios digitais, foi a única startup brasileira selecionada para o Xiaomi MiMo Orbit, programa global da gigante chinesa de tecnologia, que concede acesso a modelos de inteligência artificial para empresas e desenvolvedores. A estimativa da Looma é que o incentivo signifique uma economia de cerca de R$ 500 mil pelo próximo ano, em recursos de IA. Ah, doutora.. A situação da advogada baiana Ana Patrícia Dantas Leão está delicada. Ela foi abonada para o enrolado Banco Master, de Daniel Vorcaro, pelo seu amigo e parceiro de várias causas Eugênio Kruschewsky, que está na mira da Polícia Federal por ter sido o 4º escritório que mais recebeu do banco – foram R$ 54 milhões no total. A Coluna a procurou pela assessoria por duas vezes, e a sua banca, sobre seus honorários. E nada. Custo hermano O Brasil não é para amadores, mesmo. E o cotidiano prova isso. Ao abrir as portas na Operação Acolhida para os venezuelanos, o Estado de Roraima – que se tornou lar para milhares deles – também capturou um ativo negativo da Venezuela. Já são 370 venezuelanos custodiados no sistema prisional do Estado, por crimes diversos. E só esse grupo custa ao Governo de Edilson Damião (União) mais de R$ 800 mil por mês. Urna.jus Um nome começa a chamar atenção nos bastidores da pré- campanha do DF, e que pode surgir como representante dos servidores do Judiciário nas urnas – uma classe forte em Brasília. É o atual presidente do Sindjus, Costa Neto, que articula candidatura a deputado federal. A movimentação ainda é discreta, mas ele tem provocado incômodo entre possíveis adversários. Inclusive na própria classe. Turismo eleitoral Começa a ferver a pré-campanha eleitoral para o Governo do Distrito Federal, com situações nada ortodoxas. Não bastasse o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e a atual Celina Leão (PP) com risco de aparecerem na delação premiada de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, a arapongagem partiu para o lado pessoal. Consta entre portas de famosos advogados que dois detetives disfarçados de turistas passaram uma semana na paradisíaca Pirenópolis (GO), a 150 km de Brasília. Hospedaram-se em pelo menos três pousadas de luxo da cidade, as melhores do lugar. E daí? Segundo investigações em andamento, elas são de um pré-candidato, e estão em nome de sócio. A dupla tirou fotos, fez filmes e teria até gravado conversa com funcionários. O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta terça- feira (5) placar de 4 votos a 1 para negar mais um recurso a fim de garantir o direito à revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O plenário virtual da Corte julga um recurso da Confede- ração Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) para garantir que a revisão seja válida para quem entrou com ação judicial até 21 de março de 2024, quando o tribunal vetou a revisão. Até o momento, os ministros Nunes Marques, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para manter a decisão da Corte, que, emmarço de 2024, entendeu que os aposentados não têm direito de optarem pela regra mais favorável para recálculo do benef ício. O único voto favorável aos aposentados foi proferido pelo ministro Dias Toffoli, que votou pela modulação dos efeitos da decisão para garantir a revisão aos aposentados que entraramcomações judiciais no período entre 16 de dezembro de 2019, data de publicação da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconheceu a revisão, e 5 de abril de 2024, data da decisão final do Supremo que vetou o direito. O julgamento virtual começou na sexta-feira (1°) e ficará aberto até a próxima segunda-feira (11). Faltam os votos de cinco ministros. Entenda Emmarço de 2024, o Supremo decidiu que os aposentados não têm direito de optar pela regra mais favorável para recálculo do benef ício. A decisão anulou outra deliberação da Corte favorável à revisão da vida toda. A reviravolta ocorreu porque osministros julgaramduas ações de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benef ícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), e não o recurso extraordinário no qual os aposentados ganharam o direito à revisão no STJ. Ao julgar constitucionais as regras previdenciárias de 1999, amaioria dosministros entendeu que a regra de transição é obrigatória e não pode ser opcional aos aposentados. ■ RECÁLCULO STF tem placar de 4 a 1 contra novo recurso sobre revisão da vida toda O Brasil dispõe dos instrumentos jurídicos necessários para controlar as riquezas minerais, mas falha ao não transfor- má-los emdesenvolvimento industrial. A opi- nião é da especialista em justiça e direito cli- mático Luciana Bauer. Ex-juíza federal e fundadora do Instituto Jusclima, Luciana considera que a falta de um plano estratégico, com metas de longo prazo que estimulemo desenvolvimento tecnológico e industrial brasileiro, impede que o Brasil aproveite todo o seu potencial geológico. Para a especialista, o que ela classifica como um “vazio estratégico” ameaça inclusive a soberania nacional. Sobretudo em um con- texto no qual potências globais como a China e os Estados Unidos disputam o controle das jazidas deminerais críticos e terras raras – in- sumos indispensáveis para as indústrias de tecnologia, automobilística, defesa e para a concretização da transição energética. “O Brasil já conta com um ordenamento jurídico, principalmente o texto constitucional, que estabelece sua soberania sobre o subsolo e as commodities minerais”, afirmou Luciana à Agência Brasil. “O que precisamos é pegar os princípios constitucionais basilares e densificar [especi- ficar] isto em estratégias de como usar não só as terras raras e os minerais críticos, mas todos os recursos minerais de que dispomos para beneficiar a população” acrescentou, re- ferindo-se a fundamentos constitucionais como o de que os recursos minerais pertencem à União e só podem ser explorados com autori- zação desta, de acordo com o interesse nacio- nal. “Só possuir recursosminerais não assegura vantagemestratégica”, alerta a especialista, re- petindo uma das conclusões do estudo que elaborou como cientista político Pedro Costa, a pedido da Rede Soberania, coletivo formado por representantes de organizações sociais do campo progressista, comunicadores populares, ambientalistas e militantes sociais. A partir das conclusões de Luciana e Costa, a Rede Soberania elencou umconjunto de recomendações que apresentou ao deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), relator do Projeto de Lei nº 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Es- tratégicos. Como Jardim apresentou o parecer sobre a proposta nesta segunda-feira (4), a expectativa é que o relatório seja lido e votado emplenário ainda nesta terça-feira (5). Segundo o relator, o parecer leva emconta sugestões apresentadas por entidades, órgãos e especialistas do setor de mineração, da in- dústria e do Poder Público. E busca garantir que o Brasil aproveite as reservas de minerais estratégicos para desenvolver uma cadeia in- dustrial interna, de produtos com valor agre- gado. “Não é apenas sobre extrair recursos. É sobre decidir qual papel o Brasil quer ocupar nessa nova economia: ser fornecedor de ma- téria-prima ou protagonista na geração de valor, tecnologia e desenvolvimento”, acres- centou o deputado. ■ DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASIL TEM "VAZIO ESTRATÉGICO" EM MINERAIS CRÍTICOS, DIZ ESPECIALISTA V Foto/ Portal Gov.br/Reprodução ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 07 DE MAIO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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