Diário do Amapá - 09/05/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 09 DE MAIO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS CONSEQUÊNCIAS - Audiência pública na Alap alerta para uso e descarte de canetas emagrecedoras no Amapá. Proposto pelo Conselho Regional de Farmácia, o debate chama a atenção para os impactos que esse tipo de produto pode causar tanto à saúde pública quanto ao meio ambiente. ■ MINISTRA? - Depois do insucesso com Messias, governo Lula agora cogita indicar Simone Tebet para vaga no STF. Ela é do PSB, mas o PT já garantiu que assina embaixo, se indicada. ■ LIDERANÇA - Mídia dos EUA reconhece: Lula continua sendo o interlocutor legítimo, estável e indispensável na América do Sul. ■ BRILHO - Para o jornal Valor, Lula ressurgiu das cinzas após sucesso nos EUA e ação da PF contra Ciro Nogueira - pela ligação estreita com bolsonaristas. ■ Riqueza Governo quer acelerar no Senado marco das terras raras, após aceno a Trump. Planalto trata minerais críticos como tema de soberania e tenta concluir votação ainda neste mês. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues disse que a tramitação na Casa deve ocorrer em ritmo acelerado - ainda emmaio, aposta. Canetada Ministros André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Cármen Lúcia e Nunes Marques, do TSE, são os que ainda faltam votar para selar destino de Furlan e Mário Neto na política amapaense. É consequência de processo eleitoral movido por Gilvan Borges em 2024. Davi Alcolumbre promulgou a Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8/1, e também beneficia o ex-PR Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Plenário do TSE forma maioria parcial pela cassação e inelegibilidade do ex-prefeito Furlan. Ministros Floriano Azevedo e Estela Aranha divergiram do relator e conheceram recurso; julgamento, que deveria encerrar dia 14, em razão de pedido de vista do ministro Nunes Marques ainda demandará tempo de até 90 dias. Expectativa Para Teles Jr., “a gente precisa sair do debate emocional e tratar os problemas reais do Amapá”. No Senado, se eleito, ele promete campanha baseada em temas técnicos e estruturantes, como desenvolvimento econômico, qualificação profissional, segurança pública, infraestrutura e pacto federativo. Relevância Engana-se quem pensa que Breno Almeida (PP) desistiu de retomar poder em Oiapoque. Mesmo após eleição e posse de Inácio Maciel (PDT), o ex-todo poderoso mandatário da fronteira segue buscando remédio jurídico para reassumir trono. Persistência Além de não votar em outubro, as pessoas que não regularizaram situação eleitoral até 6 de maio podem sofrer restrições como não obter passaporte, tomar posse em cargo público ou efetuar matrícula em instituição pública de ensino. Consequências Enrosco STF discute se medidas da Lei Maria da Penha podem ter aplicação em violência de gênero fora do contexto doméstico, familiar ou afetivo, porque MP/MG foi contra decisão do TJ daquele estado, que negou medidas protetivas à mulher ameaçada por razões de gênero em contexto comunitário, por entender que não havia relação doméstica, familiar ou afetiva entre as partes. Dubiedade Com fechamento do cadastro, quarta, 6, ficam suspensos serviços como alistamento eleitoral – que inclui a emissão de título de eleitor –, transferência de domicílio, revisão de dados cadastrais e regularização da situação eleitoral, até a 1ª quinzena de novembro. Por enquanto Sextou em Vitória do Jari com ventos de união! Senador Randolfe reuniu o prefeito Ary Duarte e o deputado Raifrão Beirão para tratar, juntos, de ações para o desenvolvimento de Vitória. O senador foi lá acompanhar as obras da creche e de do CREAS que segue avançando. Ombreados S e você pensou que o Brasil não poderia inventar um novo tipo de terror, bem, você estava re- dondamente enganado. A mais nova contri- buição para a nossa série "Como Sobreviver ao Trânsito Brasileiro" é a descoberta espetacular de que mais da metade dos motociclistas no país não possui a sagrada Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Com17,5milhões demotoqueiros desprovidos de qualquer credencial de condução, o caos nas ruas se transformou no mais novo esporte nacional. As estatísticas são tão assustadoras quanto uma cena de um filme de terror: as motos respondem por 25% dos acidentes e 30% das fatalidades no trânsito. É como se, em vez de carros, tivéssemos uma invasão de motos dirigidas por pessoas que não sabem nem como parar corretamente em um sinal vermelho. O estudo da Secretaria Nacional de Trânsito (Se- natran), divulgado recentemente, nos dá uma visão clara do drama. Com a incrível façanha de que 53,8% dos proprietários demotocicletas não têma habilitação necessária, podemos quase ouvir o barulho dos freios esquerdos dos carros que tentam evitar o desastre em potencial. É a anarquia em duas rodas: sem regras, sem limites, e, evidentemente, sem noção. Entre os que possuem a habilitação, uma maioria confortável está na faixa etária de 30 a 39 anos, um grupo que, curiosamente, ainda acredita que usar o capacete é uma escolha opcional, ao invés de uma questão de sobrevivência. Para os que ainda não en- tenderam, a Organização Mundial da Saúde nos lembra que um capacete pode reduzir o risco de morte em 37% e lesões graves na cabeça em cerca de 69%. Aparentemente, essas estatísticas não são sufi- cientemente chocantes para que a maioria dos mo- tociclistas tome precauções. Enquanto isso, os números de multas são um es- petáculo à parte. Após uma breve pausa durante a pandemia, as infrações voltaram com força total. Mais de 1,3 milhão de multas foram emitidas em 2023, e amaior parte está associada ao uso inadequado de equipamentos de segurança. Em suma, o Brasil está se tornando um laboratório para testar até onde a imprudência pode levar antes de se tornar algo his- tórico (e lamentável). E por que isso acontece? Ora, a resposta é simples: o custo relativamente baixo das motos, a falta de acesso a uma CNH adequada, fiscalização ineficaz; cegueira das autoridades e agentes da lei e a infraes- trutura urbana que émais adequada para uma corrida de obstáculos do que para veículos motorizados. Alémdisso, temos a expansão urbana e a necessidade de transporte individual emáreas onde a infraestrutura mal pode ser chamada de tal. Se a lei indica o uso "obrigatório" de capacete, por quê, emmuitas cidades e estados ela é ignorada? Então, aqui estamos, navegando por um mar de motocicletas conduzidas por indivíduos que poderiam estar se preparando para uma audaciosa competição de "quem consegue sobreviver mais tempo sem um treinamento adequado". ■ A imprudência corre solta, em alta velocidade e escapamento aberto no Brasil E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ
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