Diário do Amapá - 12/05/2026
CONECTE-SE COM O DIÁRIO DO AMAPÁ - PARTICIPE ! ENVIANDO SUA OPINIÃO, DICAS, FOTOS E VÍDEOS Terça-feira, 12 de Maio de 2026 Edição 10.315 - Ano 32 - R$ 2,00 COMPROMISSO COMA NOTÍCIA AÇÕES SOCIAIS Barco da Bíblia inicia viagem aos município do Amapá 14 NA JP Motoqueiro morte ao colidir com poste 11 Site: diariodoamapa.com WhatsApp: 99972-1141 E-mail: diario-ap@uol.com.br Twitter: @diariodoamapa Rádio: Diário FM 90.9 “Cartas Marcadas” EDITORIAL HOMEM É EXECUTADO A TIROS NA ZONA NORTE DE MACAPÁ Caio Bleno dos Reis Dias, de 23 anos, foi alvejado duas vezes nas costas; ele era PCD e não tinha uma das pernas, o que dificultou a possibilidade dele fugir dos algozes 11 19h Fechamento na Redação ÍNDICE Dólar Comercial R$ 4,89 Dólar Turismo R$ 5,09 Euro R$ 5,76 Poupança 6,567% Salário Minimo R$ 1,621 20 páginas ESTA EDIÇÃO Editoria/Pags. Artigos 2 From 3 Argumento 4 Esplanada 5 Paulo Silva 6 Economia 7 Politíca 8 Cidades 9 Cidades 10 Polícia 11 Esportes 12 Nota10 14 Heraldo 15 Social 16 AMAPÁ E KAMIN ARTICULAM EXPORTAÇÃO DE CAULIM PELO PORTO DE SANTANA Empresa norte-americana, nova majoritária da Cadam S.A., faz tratativas com a Semin; vantagem do estado na transação seria tributária 9 quando uma licitação nasce com resultado com- binado, ela deixa de ser disputa pública. Vira fraude. Vira um assalto silencioso ao dinheiro do povo. As investigações do Gaeco apontaram um esquema pesado na Prefeitura de Mazagão, durante a gestão do então prefeito Dudão. Segundo as apurações, mais de 200 milhões de reais teriam sido drenados dos cofres públicos através de licitações dirigidas, favorecimento empresarial e compadrio políti- co-administrativo. Dinheiro que, segundo as denúncias, acabou servindo a interesses privados. E o mais revoltante nisso tudo é que, no fim da história, quem sempre paga a conta é o povo. A população mais pobre. A mãe que espera atendimento. O aluno que estuda sem estrutura. Porque corrupção não é apenas número em relatório. Corrupção tem consequência na vida real. E quando o dinheiro público vira moeda de favorecimento entre amigos do poder, empresários protegidos e contratos suspeitos, o prejuízo não fica no papel. Ele aparece no posto sem remédio. Na obra inacabada. Na confiança destruída da população. Claro, todo investigado tem direito à ampla defesa e ao contraditório. Mas também é dever das autoridades aprofundar in- vestigações, responsabilizar culpados e impedir que operações desse tamanho terminem apenas em manchetes antigas esquecidas no arquivo. Porque o cidadão já cansou de assistir escândalo mi- lionário acabar em silêncio. Mazagão merece respeito. E dinheiro público não pode continuar sendo tratado como prêmio de grupo político ou mesa de negócios entre aliados. E tem outra coisa que o cidadão já aprendeu a identificar de longe… Quando certos políticos são alcançados por operações policiais, investigações do Ministério Público ou denúncias robustas envolvendo dinheiro público, a primeira reação quase sempre é a mesma: “perseguição política”. É a desculpa mais velha do manual. Nunca explicam convincentemente o sumiço do dinheiro público. Preferem posar de vítimas. E, junto disso, ainda tentam jogar a população contra a imprensa. Acusam jornalistas, radialistas e veículos de comunicação de “perseguir”, “exagerar” ou “alardear” os fatos. Mas a verdade é simples: quem cobra transparência não persegue. Quem denuncia suspeita de corrupção cumpre dever. Imprensa livre não foi criada pra passar pano pra po- der. Foi criada pra fiscalizar. E quando algum profissional resolve não vender o silêncio, aí vira alvo dos incomodados de sempre. Porque tem gente que se acostumou a achar que dinheiro público compra tudo: apoio político, amizade, consciência e até silêncio. Não compra. No caso específico de Mazagão, as investigações da Operação Cartas Marcadas são graves demais pra serem empurradas pra debaixo do tapete com discurso ensaiado de vitimização. Segundo as apurações, houve direcionamento de lici- tações, favorecimento empresarial e um esquema que teria causado prejuízo milionário ao município. E isso exige resposta séria da Justiça. Claro: todo acusado tem direito à defesa. Mas defesa não é autorização pra inverter papel e tentar transformar suspeito em perseguido. E cada um sabe a porta que abre dentro de casa. Tem gente que acolhe todo tipo de figura. Outros preferem distância de quem carrega nas costas suspeitas tão pesadas envolvendo dinheiro do povo. Porque dinheiro público é sagrado. E maracutaia com recurso da população não pode virar algo normal na política amapaense. INDICADORES E
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