Diário do Amapá - 14/05/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 14 DE MAIO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A linguistica estuda as maneiras de se falar uma língua em dife- rentes regiões onde ela é adotada. Então falar, seja como for, é uma questão linguística. Isso quer dizer que a lingüística respeita os diferentes modos de falar uma língua, o que não quer dizer que ela sugere o abandono da gramática, do ensino da normas de bem falar e bem escrever o português, por exemplo. Pois na contramão disso, ao invés de dar condições às escolas de ensinar aos nossos estudantes a boa e velha gramática para que eles possam se comunicar e possam comunicar o que pensam a todos, o MEC – Ministério da Educação, comprou 485 mil exemplares do livro “Por Uma Vida Melhor”, da coleção “viver, aprender”, de Heloísa Ramos, e distribuiu a milhares de alunos da rede pública. Isso faz um bom tempo, mas parece que continua a dar frutos hoje em dia, pois a escola tem cada vez mais dificuldade de ensinar a falar com mais correção e incutir o gosto pela leitura. Pois o livro em questão prega que falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega os peixe” é uma maneira correta de falar e quem disser o contrário é preconceituoso, está pra- ticando “preconceito lingüístico”. Ora, vivemos insistindo que a qualidade de nosso ensino fundamental e médio deve melhorar, para que nossos alunos aprendam efetivamente a ler e escrever – mais que isso, que entendam o que leem e consigam se comunicar, se fazer en- tender ao escrever um bilhete, uma mensagem, uma carta. E aí vem o Ministério da Educação, que deveria primar pela boa qualidade do en- sino no país, e gasta um uma cifra enorme do dinheiro público para comprar um livro que apregoa o assassinato da língua portuguesa, mais do que já foi feito até aqui? Recentemente, ainda, escrevi sobre a pos- sibilidade que aventaram de levar o “internetês” para a escola, o que já seria um aviltamento generalizado da língua. Agora me aparece essa notícia, dando conta de que o MEC co- meteu o disparate de comprar uma fortuna em livros que não ajudarão em nada os estu- dantes no aprendizado de um bom português, muito pelo contrário: dá passe livre para que as pessoas falem do jeito que bem entenderem. Consequentemente, vão escrever assim também. Aliás, muitos já escrevem mal, porque não conseguem sequer enunciar uma ideia. Enquanto, de um lado, tenta-se unificar a língua portuguesa em todos os países onde ela é o idioma oficial, no Brasil adotou-se a re- forma, mas o governo distribuiu “obra” desobrigando nossos estudantes de primeiro e segundo grau e os cidadãos em geral de aprender e praticar o português correto. Com a educação já falida neste nosso pais, com novas modificações aprovadas para o Ensino Médio e para o fundamental também, mais este livro nefando distribuído igual bala aos alunos das escolas públicas, a luz no fim do túnel fica cada vez mais tênue. Isso sem contar com pandemia, que veio complicar ainda mais o que já estava ruim, com um apagão, na escola, de quase dois anos. É preciso resgatar a educação em nosso país. E logo. Linquística não é falar errado metodicamente e propositadamente. ■ Ensino e linguística Enquanto, de um lado, tenta-se unificar a língua portuguesa em todos os países onde ela é o idioma oficial, no Brasil adotou-se a reforma, mas o governo distribuiu “obra” desobrigando nossos estudantes de primeiro e segundo grau e os cidadãos em geral de aprender e praticar o português correto. E-mail: lcaescritor@gmail.com Presidente do Grupo Literário A ILHA/SC LUIZCARLOSAMORIM N ão tem jeito. O governo federal parece ter uma paixão incontrolável por empurrar o trabalhador brasileiro para o buraco da dívida. Agora, com essa nova maravilha chamada Crédito do Trabalhador, a armadilha está montada. E a vítima, claro, é sempre a mesma: o cidadão comum, que rala de sol a sol para colocar comida na mesa. A proposta? Mais uma linha de crédito consignado, dessa vez para motoristas e motociclistas por aplicativo, os entrega- dores. A justificativa oficial? "Incluir essa categoria no sistema financeiro e dar proteção jurídica". A realidade? Enfiar mais uma parcela no contracheque (quando tem contracheque), mais uma dívida no CPF, mais um pedaço do salário já com- prometido antes mesmo de cair na conta. É impressionante a capacidade criativa dos nossos governantes em inventar solu- ções que não resolvem nada. Falar de ge- ração de emprego? De crescimento eco- nômico real? De redução de impostos? De estímulo à produção? Não. É muito mais fácil abrir a torneira do crédito e fazer o brasileiro viver de antecipação de salário. A conta é simples: quanto mais dívida, menos consumo. Quanto menos consumo, menos economia girando. Quanto menos economia girando, mais inflação. Mas Bra- sília prefere fingir que está tudo bem. Que liberar empréstimo é política social. O go- verno finge que ajuda, os bancos agradecem e o trabalhador… esse segue com o nome sujo na praça e a geladeira vazia em casa. E o que dizer da chantagem emocional? Vende-se a ideia de que o trabalhador por aplicativo agora tem “acesso a crédito”. Como se assumir um carnê de 48 parcelas fosse sinônimo de mobilidade social. Como se financiar uma moto nova, pagando três no final, fosse solução pra quem mal con- segue bancar a gasolina da semana. O Brasil virou o país do “se vira aí” com juros subsidiados por promessas eleitorais de ocasião. E, no final, o que sobra é uma população cada vez mais endividada, desiludida e presa num ciclo de dependência financeira que só interessa a um grupo: bancos, financeiras e um governo que prefere maquiar estatísticas a enfrentar a realidade. O trabalhador brasileiro não precisa de mais crédito. Precisa de mais dignidade, mais renda, mais oportunidade de construir patrimônio com o suor do próprio trabalho e não com juros escorchantes e parcelas intermináveis. Mas, enquanto o Congresso bate palma e o Planalto carimba novas dívidas, o brasileiro continua a saga de trabalhar o mês inteiro… só pra pagar o que já deve. No Brasil de hoje, a política pública virou isso: uma fábrica de endividados com selo oficial de aprovação. ■ OGoverno Federal adora ver o brasileiro devendo O Brasil virou o país do “se vira aí” com juros subsidiados por promessas eleitorais de ocasião. E, no final, o que sobra é uma população cada vez mais endividada, desiludida e presa num ciclo de dependência financeira que só interessa a um grupo: bancos, financeiras e um governo que prefere maquiar estatísticas a enfrentar a realidade. E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO
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