Diário do Amapá - 17 e 18/05/2026
CIDADES 12 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa O médico Adivaldo Vitor Bar- ros esclareceu as principais dúvidas acerca do uso das canetas emagrecedoras para o tra- tamento da obesidade e do sobre- peso, explicando que a terapia atua diretamente na saciedade dos pa- cientes. A conversa aconteceu na manhã deste sábado, 16, no pro- grama ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9). Sobre os medicamentos injetá- veis, Adivaldo informou que eles possuem uma ação nos hormônios intestinais, agindo na taxa de gli- cose e otimizando a absorção da in- sulina. O Monjauro funciona como uma chave metabólica e hormonal, evitando a hiperglicemia e auxi- liando no controle do peso. Em resumo, o especialista escla- receu que as canetas agem na sen- sação de saciedade no organismo. “O paciente come um pires de ervi- lhas e sente que comeu um elefante inteiro”, exemplificou. O médico co- mentou ainda que essa plenitude pode refletir em outros aspectos do comportamento, reduzindo, em al- guns casos, o desejo pela ingestão de álcool e pelo consumo de tabaco. Questionado sobre os efeitos colaterais, Barros apontou que os principais são os problemas gas- trointestinais, como náuseas e gases. Diante disso, ele alertou para a importância da hidratação cons- tante e de uma alimentação rica em frutas, além da não ingestão de fri- turas durante o tratamento. Contudo, o profissional ressal- tou que a obesidade deve ser tra- tada de forma interdisciplinar, envolvendo psicólogos e outros es- pecialistas, pois os impactos do so- brepeso vão além da saúde f ísica. “Não é só fome e saciedade”, afir- mou, explicando que existem vá- rios fenótipos associados ao peso, como o hedônico, o emocional e o comer social. “Antes se via o gordinho como uma pessoa sem força de vontade para emagrecer, mas hoje sabemos, por exemplo, que tratamentos an- tigos com insulina causavam a re- tenção de líquido, podendo aumentar em até 15 quilos o pa- ciente; também existem os proble- mas hormonais e de metabolismo”, concluiu o médico. ■ NA ZONA NORTE O Ministério Público Federal (MPF) propôs uma ação judicial, compedido de urgência, para inter- romper as atividades do aterro sanitário e do Centro de Incineração de Lixo Hospitalar situados nas proximidades da Comunidade Quilombola de Ilha Re- donda, emMacapá. No documento, o MPF sustenta que os empreendi- mentos causampoluição do ar e da água, alémde odores insuportáveis, violando direitos fundamentais de um grupo historicamente vulnerabilizado. O órgão também pede a condenação dos envolvidos ao pagamento de in- denizações que somammais de R$ 5,7 milhões. Segundo as investigações, a comunidade – estabele- cida há cerca de 185 anos – convive com o problema desde 1997, quando um ‘lixão’ foi instalado no território sem consulta aos moradores. Embora tenha havido ten- tativas de resolução por meio de acordos e ações judiciais anteriores, os problemas com o lixo despejado no local permaneceram. A situação piorou em 2022 com a che- gada de uma incineradora de resíduos hospitalares da empresa Ambtec Soluções Ambientais. Relatos colhidos pelo MPF descrevem uma rotina de fumaça tóxica, pro- liferação de doenças e manejo precário de resíduos, com lixo a céu aberto e sem tratamento de chorume. ■ RACISMO AMBIENTAL C N a manhã de sexta-feira, 15, o prefeito de Macapá, Pedro DaLua, realizou uma visita técnica ao Lo- teamento Amazonas, na Zona Norte da capital, onde ouviu moradores e conheceu de perto a realidade enfrentada por cerca de 60 famílias que vivem na área há mais de três anos. A agenda faz parte do cronograma de visitas da Pre- feitura às comunidades mais afastadas da cidade e que, por anos, permaneceram sem a presença efetiva do poder público. Durante a ação, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é garantir que o crescimento da ci- dade aconteça de forma organizada e com acesso demo- crático aos serviços essenciais. Segundo ele, a ocupação reúne famílias que buscam apenas o direito de viver com dignidade e conquistar a casa própria. Por isso, a Prefeitura pretende iniciar um trabalho integrado de ordenamento urbano para assegu- rar melhores condições de vida aos moradores. ■ MPF entra com ação para suspender lixeira pública e incineração de resíduos em quilombo DaLua realiza escuta ativa com moradores do Loteamento Amazonas MÉDICO EXPLICA FUNCIONAMENTO DE CANETAS EMAGRECEDORAS ENTREVISTA O governador do Amapá, Clécio Luís, reali- zou, na manhã desta quinta-feira (14), a entrega simbólica das chaves da Creche Maria Elizia, no município de Amapá. A inicia- tiva fortalece a rede de Educação Infantil e ga- rante mais qualidade, acolhimento e desenvolvimento para as crianças da rede muni- cipal de ensino. A obra foi concluída em 14 de maio de 2026 e representa um importante investimento na educação e no cuidado com a primeira infância. O empreendimento recebeu investimento total de R$ 1.303.732,74, sendo R$ 1.176.969,86 apli- cados pelo Tesouro Estadual na etapa final da construção. “Estamos investindo em espaços que garantam dignidade, acolhimento e oportunidades para nossas crianças e suas famílias. A entrega da Creche Maria Elizia reforça o compromisso com a educação e com o futuro do povo amapaense”, destacou Clécio Luís. A creche está localizada na Avenida Antônio Pontes Sobrinho, no bairro Nova Esperança, e atenderá direta- mente a comunidade escolar do município com estrutura moderna, acessível e planejada para o desenvolvimento integral das crianças. “Nosso objetivo é transformar a educação. Com a entrega desse novo prédio, teremos mais oportunidades, aco- lhimento e segurança para as crianças e para os profissionais”, afirmou a prefeita do município de Amapá, Kelley Lobato. ■ NO AMAPÁ Governador Clécio entrega chaves da Creche Maria Elizia DOUGLAS LIMA EDITOR DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 17 E 18 DE MAIO DE 2026
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