Diário do Amapá - 17 e 18/05/2026

om a maior felicidade assisti ao discurso do Presi- dente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, com o elogio da urna eletrônica, vincu- lando sua existência, ao longo do processo de informati- zação das eleições, ao fortalecimento da democracia, com a consolidação da pureza dos escrutínios eleitorais. Eu, por conta da bondade de Deus, que me assegurou vida longa, e da minha carreira política, que marcou o meu destino, acompanhei todo esse processo de infor- matização e, muitas vezes, ajudei a modificar a legislação eleitoral: no princípio, muito participei da advocacia eleitoral, quer como advogado, quer como delegado de partido. Comecei como candidato a deputado federal, em 1954, com as cédulas retangulares de papel, nas quais estava escrito o nome do candidato e o cargo a que plei- teava. Depois participei de eleições já com a cédula eleitoral distribuída pelos partidos, com um pequeno quadrado no qual o eleitor escolhia o seu candidato, cujos nomes figuravam na respectiva cédula. As críticas a essa cédula eram muito fortes, pois pos- sibilitavam muitas distorções e fraudes. Então, nós, da UDN — União Democrática Nacional, partido ao qual pertencia, com parlamentares de outros partidos, lutamos pela chamada cédula oficial, que nada mais era do que a cédula anterior, mas feita pela Justiça Eleitoral, por ela distribuída e entregue na seção receptora. Mas o grande problema ainda era o da obtenção do título eleitoral, feito por iniciativa de candidatos e cabos eleitorais, que também providenciavam um retrato para os eleitores, um processo com alto custo. Basta ver que retratos de outros estados eram comprados para serem usados em títulos fantasmas, deformando o resultado das eleições. Lembro que, no Maranhão, no Município de Parna- rama, compraram retratos do Piauí e, esgotadas as pos- sibilidades de criação de novos nomes de eleitores fan- tasmas, resolveram inventar uma família Kodak, o que foi motivo de muita chacota. Apareceram ali “membros da família” da marca da máquina de retrato, Kodak. Então: João Kodak, Maria Kodak, Joaquim Kodak. Eram tantos Kodaks que se pensou em levá-los para se habili- tarem como herdeiros dessa grande indústria de máquinas de retrato! No Parlamento, defendi o projeto de lei de moderni- zação do alistamento eleitoral e a criação do Serviço Nacional de Alistamento Eleitoral, tendo como exemplo o Alistamento Militar que já existia, destinado a sanar essa válvula de fraude que engordava o eleitorado fan- tasma. Em 1989, quando fui Presidente da República, com o Ministro Néri da Silveira como Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, incentivei-o a deflagrar um processo de informatização: ele começou esse trabalho e entre- gou-me o primeiro título eleitoral, que era igual a um cartão de crédito. Era um grande avanço e o pontapé que nos levaria à urna eletrônica. Esse projeto de urna eletrônica como meta final teve um grande avanço na Presidência do Ministro Carlos Veloso, que sucedeu ao Ministro Néri da Silveira. A primeira utilização de urna eletrônica, com o título já digitalizado, ocorreu em 1996. Naquele ano, como experiência, mais de 50 Municípios (commais de 200 mil eleitores) já votaram nesse método. A utilização de urnas eletrônicas em 100% dos Municípios brasileiros ocorreu em 2000. Desde então, a urna eletrônica consolidou sua presença e conquistou grande prestígio. Ela passou a assegurar eleições limpas e transparentes, simplificando grandemente o processo eleitoral. A apuração — que no velho sistema consumia muitos dias — passou a levar somente algumas horas. Desse modo, às dez horas da noite do dia do pleito, todo o Brasil já conhece o resultado das eleições—chorando os derrotados e soltando foguetes os vencedores. A urna eletrônica é um instrumento de cidadania e li- berdade: quando o eleitor está na cabine, só ele e aquela pequena máquina, sem a presença do cabo eleitoral e a pressão de coronéis, ele é o único dono de sua vontade. ■ Carta de amor à urna eletrônica E-mail: j.sarney@uol.com.br Ex Presidente do Brasil JOSÉSARNEY C A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 17 E 18 DE MAIO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS TOMA-TE! - Operação da PF com apoio de outras forças de segurança expõe o quanto Amapá e Pará têm de riqueza mineral explorada ilegalmente e levada para fora das unidades federativas. Nada menos que sete áreas de garimpos ilegais entre os dois estados foram devassadas.. ■ BENEFÍCIO - Novidade nas regras eleitorais deste ano, os partidos e federações podem utilizar recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para pagar despesas de contratação de segurança para candidatas. Contudo, esses gastos não podem ser contabilizados na cota mínima de 30% dos recursos que devem ser destinados a campanhas femininas. ■ Indigestão… Acácio Favacho e Gilvam Borges seguem no modo água e azeite… Não se misturam. Logo, mimos e cortesias lá e cá, nem que a vaca tussa. Dianteira Pode até acabar em nada, mas Furlan e Mário Neto ainda seguem na linha de tiro do STF… Leia-se, ministro Flávio Dino. Uma coisa não se pode negar… Clécio já subiu, sim, alguns degraus nas pesquisas. De assustar até… Perto, mas ainda sem morder o calcanhar de aquiles do adversário Furlan, que segue líder. Lucas Barreto passaria a ser ‘o cara’ para o embate com Clécio, pelo Setentrião… Se, por bala perdida, Furlan vier mesmo a ser alvejado. É o que se fala por aí. Mas pouco, muito pouco provável no ver de mais experientes. Alvo… Quando ainda na Seinf, volta e meia David Covre dava uma de ‘influencer’… Tirando o chapéu para obras já acabadas e prontas para o descerramento de fita. Engajamento… Instituto Memorial Amapá, além de ser contra mudança do nome do Teatro das Bacabeiras para Teatro das Bacabeiras Amadeu Lobato, quer que o nome originário seja oficializado, pois até hoje a casa de espetáculos ainda não teve a sua identidade estabelecida em lei. Questão “Hoje é a data central do Amapá, porque não é apenas data de Cabralzinho. Os verdadeiros heróis são aqueles brasileiros que avançaram e estenderam a nossa fronteira até o Oiapoque. É o sangue deles que celebramos hoje, porque este é um dos cantos do Brasil que, para ser Brasil, resistiu e lutou pelo Brasil”, palavras do senador Randolfe sobre 15 de Maio. Reconhecimento Stand by WGóes já estaria admitindo, a mais íntimos, desejo de fazer sua despedida do palco político, depois que desocupar ministério, em Brasília. Suspeita infundada!, garantem aliados com PhDs emWGóes. Fim de linha Deputado Acácio apresenta Projeto de Lei que cria Política Nacional de Proteção Humanitária ao Passageiro em Situação de Luto Familiar. Iniciativa garante condições especiais para pessoas que precisemviajar em razão de falecimento de familiar, com desconto de até 80% do valor das passagens aéreas de ida e volta para funerais, velórios e cerimônias de despedida. In memoriam “É a primeira vez que 4 empresas que trabalham com açaí participam juntas de um evento. Uma grande oportunidade delas se posicionarem no comércio mundial”, diz Patrícia Ferraz, titular das relações exteriores do estado, falando sobre amapaenses exporem em Shangai, a maior e mais populosa cidade da China. Destaque Repercute atuação do senador Randolfe Rodrigues na questão da revisão de enquadramento no governo federal de servidores amapaenses que padeciam com distorções históricas em seus vencimentos. Portaria inicial de correção contempla 101 desses servidores. Enfim

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