Diário do Amapá - 21/05/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 21 DE MAIO DE 2026 14 Cristina Serra lança livro sobre tragédia ambiental em Maceió ENTREVISTA A jornalista Cristina Serra está no Amapá para o lança- mento do livro Cidade Rachada, que expõe os impactos da mineração predatória emMaceió, tragédia que atingiu mais de 60 mil pessoas. Cumprindo agenda no estado, a autora par- ticipou do III Fórum de Direitos Humanos para a Imprensa, onde dialogou com com comunicadores e acadêmicos sobre o tema. Em entrevista exclusiva ao programa LuizMeloEntrevista (Diário FM90,9), Cristina falou, entre outros assuntos, sobre os casos que motivaram suas obras e o protagonismo ambiental do Brasil no cenário mundial, e de como o jornalismo tem o papel de conscientizar a sociedade acerca de pautas envolvendo o meio ambiente e os direitos humanos. Autora de cinco livros, a jornalista paraense afirmou que se debruçou de vez no jornalismo ambiental após a tragédia de Mariana, em 2015. “O Brasil não aprendeu com esse caso; em 2019 tivemos Brumadinho, uma coisa absurda, quase trezentos mortos”, lamentou. Acerca da temática de seu livromais recente, Cristina expli- cou que o caso deMaceió aconteceu em2018, mas só agora está sendo amplamente conhecido pelo público. Ela esclareceu que a atividade mineradora de sal-gema causou impactos diretos na infraestrutura do município, provocando o afundamento de bairros e rachaduras em muros e casas, além de desalojar mi- lhares de pessoas. “Escrevo sobre ambiente e direitos humanos porque essas coisas andam juntas”, esclareceu a comunicadora. Ao analisar os dados que mostram o Amapá como um dos estados mais preservados do Brasil, a jornalista avaliou as polí- ticas de proteção como uma decisão acertada e argumentou que o desenvolvimento econômico sustentável é possível. “Não é fácil. A Amazônia tem alguns problemas com edu- cação, saúde e logística, devemos cobrar melhorias. Precisamos de estradas na região, mas isso não pode significar um desma- tamento desenfreado, tudo temque vir acompanhado de de um licenciamento ambiental”, disse Serra. ■ “Para fazer o definitivo, teremos que fazer uma drenagem boa, uma linha d’água. A linha d’água atual está muito exposta, corre risco. A importância da linha d’água impede que a água infiltre por debaixo do asfalto e entre em erosão e saturação a base e a sub base; o asfalto cede”. LEONARDO CRAVEIRO Titular da Semob JOSIEL ALCOLUMBRE Pres. do Conselho do Sebrae/AP “Nosso objetivo é contribuir para que as prefeituras se tornem cada vez mais preparadas, eficientes e próximas da população, oferecendo serviços com qualidade, atenção e foco no cidadão, assim como ocorre nas melhores práticas do setor privado. “AAmazônia é um mundo, as pessoas de fora querem chegar aqui e nos ensinar, precisamos refletir sobre isso, precisamos falar daqui com honestidade, nosso papel como jornalistas é esse. Infelizmente, hoje em dia é mais comum dar opiniões do que produzir reportagens”. FRASES DA SEMANA CRISTINA SERRA Jornalista e escritora “Estamos resgatando o palco mais importante da história da cultura do Amapá, que estava fechado. Aproveitamos toda a estrutura física de concreto e, a partir dela, praticamente estamos reconstruindo o restante do espaço, que terá novos materiais, mais modernidade, acessibilidade, tecnologia e segurança para artistas, trabalhadores e para o público”. FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 DOUGLAS LIMA EDITOR CLÉCIO LUÍS Governador do Amapá ● O encontro entre arte, ciência e protagonismo feminino ganha força no documentário ama- paense ‘Pororocas –7 Vivências de Mulheres na Ciência e na Arte Ama- zônica,’ que será lançado no próximo dia 22 de maio, às 19h, na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, em Macapá, com entrada gratuita. Idealizado pela DJ, produtora cultural e acadêmica de Engenharia Química Estelly Soares, o filme nasce como um registro audiovisual sensí- vel e potente sobre as experiências de mulheres amazônidas que desafiam silenciamentos históricos e ocupam espaços tradicionalmente marcados pela desigualdade de gênero. Com duração de 30 minutos, o documentário reúne relatos de artis- tas, pesquisadoras, cientistas, educa- doras e profissionais da cultura do Amapá, destacando vivências atra- vessadas pela resistência, criatividade e produção de conhecimento na Amazônia. Mais do que abordar dificulda- des, Pororocas propõe amplificar vozes femininas que seguem produ- zindo transformação social, intelec- tual e artística no extremo norte do Brasil, território frequentemente in- visibilizado nas narrativas nacionais. Para Estelly Soares, o projeto tambémrepresenta umgesto de per- tencimento e inspiração para as novas gerações. “Minha ideia é que meninas amazônidas assistam a esse documentário e entendam que elas tambémpodemocupar laboratórios, palcos, universidades e qualquer es- paço que desejarem. A Amazônia produz mulheres brilhantes na ciên- cia e na arte, mas muitas dessas his- tórias ainda não recebem a visibilidade quemerecem. Pororocas nasce para ecoar essas vozes e afirmar que nossos saberes, nossas vivências e nossa produção cultural têmpotên- cia e valor”, destaca a idealizadora. A identidade visual do projeto foi de- senvolvida por Ya Juarez, traduzindo em formas, cores e movimentos a força simbólica do encontro entre di- ferentes trajetórias femininas amazô- nicas. Odocumentário conta compar- ticipações de nomes como Patrícia Bastos, Deize Pinheiro, Kátia Paulino, Margot Inajosa, Carol Tucuju, MC Yanna, Bell Brandão, Clarissa Lima, Dara Aline, Natália, Abthytllane e DJ Estelly. Produzido pela Baluarte Cul- tural, Pororocas – Vivências de Mu- lheres na Ciência e na Arte Amazônica foi realizado com recur- sos da Lei PauloGustavo, do governo federal, pormeio do Edital Secult-AP nº 14/2023 – Latitude Zero. ■ ‘POROROCAS’ DÁ VOZ A MULHERES AMAZÔNIDAS QUE TRANSFORMAM CIÊNCIA E ARTE NO AMAPÁ “Esta é uma vitória da dignidade profissional. Estamos garantindo que aqueles que cuidam da mente dos brasileiros também tenham sua saúde e seus direitos preservados”. ACÁCIO FAVACHO Deputado federal PROTAGONISMO FEMININO
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