Diário do Amapá - 22/05/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 22 DE MAIO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA O sol deste verão está muito forte e tem chovido pouco onde é preciso que chova muito para encher reservatórios de água que abastecem muitas cidades. Mas temos tido tempestades e en- chentes, emmuitos lugares, depois de um Janeiro muito seco. As tem- peraturas têm passado de trinta e se aproximado dos quarenta. E a sensação térmica já superou os quarenta. No sol, termómetros já medira mais de cinquenta graus. Isto me faz pensar na estiagem em tantos lugares pelo Brasil, que faz secar os reservatórios e desaparecer a água tão necessária nas torneiras dos brasileiros. Sem água não há vida e, ao mesmo tempo que falta água potável, temos tempestades de verão que fazemcomquemuitas pessoas percam tudo nas enchentes, deslizamentos, etc. Na verdade é irônico, pois temos enchentes quando falta água na torneira, mas de há muito tempo falta planejamento na gestão da coisa pública, pois deveríamos ter pensado há décadas no que está acontecendo hoje, para prevenir. E deveríamos ter feito melhor manutenção, re- novação e ampliação das nossas redes de dis- tribuição de água, assimcomo fazer planejamento para o aumento na captação e no tratamento. Os rios estão secando, os reservatórios, poucos para o consumo atual, também. Os encanamentos envelhecem e ficam ob- soletos, com vazamentos que não podem ser tolerados hoje em dia e a população, por sua vez, vai aumentando dia a dia, sem que a pro- dução de água seja pensada para acompanhar esse crescimento. A falta de água na minha casa, nestes últimos tempos, chegaram a três dias continuados, por causa da chuva, das tempestades e das enchentes, que inviabilizam o tratamento de água que é precário e insuficiente, vejam que contraponto: muita água lá fora e nada de água nas torneiras. Será que todo esse descontrole do clima tem a ver com o nosso cuidado com o meio ambiente? Dúvida cruel, não? Alguns gestores da coisa pública, ao invés de planejarem a longo prazo as providências para que a água não falte, querem cobrar mais caro a água que os cidadãos consomem! Só que esse dinheiro, todos sabemos, não vai ser usado para prevenir a falta d´água. Infelizmente. Há que os conscientizarmos que a natureza não aceita o pouco caso de nós, seres humanos. Ela está cobrando o preço do descaso, do des- respeito, do deboche. Precisamos acordar, será que há tempo? ■ A água e nós: o calor que sentimos Alguns gestores da coisa pública, ao invés de planejarem a longo prazo as providências para que a água não falte, querem cobrar mais caro a água que os cidadãos consomem! Só que esse dinheiro, todos sabemos, não vai ser usado para prevenir a falta d´água. Infelizmente. E-mail: lcaescritor@gmail.com Presidente do Grupo Literário A ILHA/SC LUIZCARLOSAMORIM A s redes sociais muitas vezes entregam conteúdos semelhantes em vez de comparativos devido a uma combinação de algoritmos de recomendação, estratégias de engajamento e modelos de negócios das próprias plataformas. As redes sociais são projetadas para cativar a atenção dos usuários e mantê-los engajados. Para fazer isso, elas usam algoritmos sofisticados que analisam o comportamento de cada usuário. Quando você interage com conteúdo (curtindo, comentando, compartilhando), os algoritmos notam essas ações e tentam entender quais tipos de conteúdo você prefe- re. Com base nas informações coletadas, os algoritmos montam um perfil do seu interesse. Por exemplo, se você costuma curtir postagens sobre viagens, os algoritmos entenderão que você gosta desse assunto. Como resultado, seu feed será preenchido com mais postagens relacionadas a viagens. Isso acontece porque as redes sociais querem mantê-lo interessado. Se elas continuarem mos- trando conteúdo que você gosta, você passará mais tempo na plataforma, o que é bom para os negócios delas. No entanto, esse processo tem um efeito colateral: ele pode criar uma “bolha de filtro”. A bolha de filtro é uma situação em que você só é exposto a opiniões e informações semelhantes às suas. Por exemplo, se você se interessa por po- lítica e segue pessoas com visões políticas seme- lhantes às suas, os algoritmos vão continuar mos- trando postagens que confirmam suas opiniões. Isso pode levar a uma visão limitada do mundo, pois você não é exposto a perspectivas diferen- tes. Comparativamente, o conteúdo que envolve comparações ou perspectivas contrastantes é mais complexo. Pode exigir mais tempo e esforço para entender as nuances das diferentes opiniões. Além disso, pode haver o risco de que conteúdo comparativo gere menos engajamento imediato, pois as pessoas podem não reagir tão rapidamente a algo que desafia suas opiniões atuais. As redes sociais muitas vezes entregam con- teúdos semelhantes em vez de comparativos devido a uma combinação de algoritmos de recomendação, estratégias de engajamento e modelos de negócios das próprias plataformas. Aqui estão algumas razões que explicam por que isso acontece como o “Algoritmos de Recomendação”; “Bolhas de Filtro”; “Modelo de Negócios e Publicidade”; “Engajamento e Retenção”; “Complexidade da Comparação” e o “Viés de Confirmação”. É importante notar que, embora as redes sociais possam fornecer conteúdo semelhante, os usuários também têm a responsabilidade de di- versificar sua exposição a diferentes perspectivas, buscando ativamente informações e opiniões diversas fora da bolha de filtro das redes sociais. Isso pode ajudar a promover um entendimento mais completo e uma visão mais ampla do mundo. Portanto, embora as redes sociais tenham a intenção de personalizar sua experiência para mantê-lo interessado, isso pode levar a uma exposição limitada a diferentes perspectivas. É importante lembrar de buscar ativa- mente informações fora das redes sociais, ler fontes variadas e estar aberto a opiniões divergentes para ter uma compreensão mais completa do mundo ao seu redor. ■ Redes sociais entregam conteúdos semelhantes e não comparativos É importante notar que, embora as redes sociais possam fornecer conteúdo semelhante, os usuários também têm a responsabilidade de diversificar sua exposição a diferentes perspectivas, buscando ativamente informações e opiniões diversas fora da bolha de filtro das redes sociais. Isso pode ajudar a promover um entendimento mais completo e uma visão mais ampla do mundo. E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO

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