Diário do Amapá - 24 e 25/05/2026
JULGAMENTO ELEIÇÕES O s deputados federais recebem, além do salário mensal de R$ 46,4 mil, uma verba extra no valor de R$ 165,8 mil por mês. Esse dinheiro, chamado de “verba de gabinete”, serve para pagar os salários de até 25 secretários par- lamentares que auxiliam os deputados no exercício do mandato em Brasília e nos estados, contratados sem a necessidade de concurso público. Um dos comprovantes obtidos pela reportagem mostra que a ex-funcionária fez um PIX de R$ 1 mil para Maria Lucia Frias, mãe do deputado do PL. Outro indica que a ex-secretária parlamentar pagou uma fatura do cartão de crédito de Juliana Frias, esposa do deputado, no valor de R$ 4.832,32. A verba de gabinete está exclusivamente ligada ao pagamento da folha de pessoal. O salário dos secretários parlamentares variam de R$ 1.710 a R$ 25.958. Outras despesas com a manutenção do mandato, como passagens aéreas, combustível, divulgação e ali- mentação são custeadas com outra rubrica, a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), ou "cotão". ■ SALÁRIOS Deputados têm R$ 165,8 mil mensais para pagar funcionários; saiba o que é a verba de gabinete O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado (23) para manter as prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro. Fux acompanhou o voto do relator, André Men- donça, que é o relator do caso Master no Supremo. Com isso, o a Segunda Turma do STF tem 2 votos para manter as prisões. O julgamento no plenário virtual da Segunda Turma começou na sexta-feira (22), mas foi sus- penso após o ministro Gilmar Mendes pedir mais prazo para analisar os casos. O pedido de vista pode durar até 90 dias. Apesar da solicitação de mais tempo para análise feita por Gilmar, os demais ministros podem antecipar votos. Fux fez isso para confirmar a prisão dos dois familiares de Vorcaro. Além de Mendes, faltam se manifestar os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli. ■ O partido Cidadania aprovou nesta sexta- feira (22) propor a pré-candidatura presi- dencial do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) em sua federação com o PSDB e o Solidariedade. O nome do tucano e presidente nacional do PSDB ainda será analisado pelas outras siglas durante reunião conjunta marcada para a próxima terça-feira (26). A pré-candidatura Aécio foi aprovada por una- nimidade pela Executiva Nacional do Cidadania em reunião liderada pelo presidente nacional do partido e vice-presidente da Federação, deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP). Para ele, o tucano é o nome da terceira via capaz de “superar a polarização” e “recolocar o foco nos problemas reais do país”. Manete também afirmou em nota que Aécio tem as “condições” necessárias para liderar uma agenda de responsabilidade fiscal, fortalecimento das instituições e crescimento sus- tentável. Durante a reunião, citou a trajetória do deputado em Minas e nacionalmente. ■ Segunda Turma do STF tem 2 votos para manter prisões de pai e primo de Vorcaro Cidadania propõe pré-candidatura de Aécio Neves à Presidência em federação com PSDB LULA DIZ QUE VAI SE REUNIR COM MOTTA E AFIRMA SER CONTRA TRANSIÇÃO: 'É BRINCAR DE FAZER REDUÇÃO' O petista deu a de- claração durante o programa Sem Censura, da TV Brasil. O tema tem avançado na Câ- mara dos Deputados, mas a discussão sobre o período de transição é um dos pon- tos de divergência. O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita na co- missão especial da Câmara, deputado Léo Prates (Re- publicanos-BA), deve apre- sentar na próxima segun- da-feira (25) o parecer sobre o fim da escala 6x1. A apresentação do texto estava prevista para a última quarta (20), mas foi adiada por divergências. A ideia é votar o texto na comissão especial na próxima semana e em seguida no plenário. Se aprovado na Câmara, o tema seguirá ao Senado. Segundo o relator, já foram definidos que a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial e os dois dias de descanso re- munerado são pontos que já estão pa- cificados. No entanto, o período de transição de quando a proposta vai co- meçar a valer ainda não está acertado. Durante a semana, Motta disse que pontos do texto ainda estão sendo dis- cutidos com o governo e com as ban- cadas partidárias e que receberia re- presentantes do setor produtivo para conduzir a pauta "com equilíbrio". No início deste mês, Prates disse que a análise do fim da escala 6x1 será dividido em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei. No entanto, não con- firmou se a votação da PEC e do PL devem ocorrer si- multaneamente ou se o projeto de lei pode ficar para depois da Proposta de Emenda à Constituição. Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o emprega- dor, com prejuízos à com- petitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas. Na avaliação de econo- mistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o au- mento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos emmelhorias em infraestrutura e logística. ■ FIM DA ESCALA 6X1 Período de transição de quando proposta começaria a valer gera divergências entre governo, oposição e setores. Relatório de PEC sobre tema deve ser apresentado na segunda. POLÍTICA |POLÍTICA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 24 E 25 DE MAIO DE 2026 FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa 10 V Foto/ SEAUD/PR
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