Diário do Amapá - 24 e 25/05/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa Emumdia de recuperação dos mercados internacio- nais, o dólar voltou a fechar abaixo de R$ 5, enquanto a bolsa de valores fechou em leve baixa. O clima perto do fim do pregão foi amenizado após o presidente dos Estados Unidos, DonaldTrump, anunciar o adiamento de umataque militar ao Irã. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (18) vendido a R$ 4,998, com recuo de 1,34%. A cotação abriu a R$ 5,04 e firmou-se abaixo dos R$ 5 perto do fim da sessão, após as declarações de Trump. A divisa acumula alta de 0,92% em maio. Em 2026, cai 8,93%. O mercado de ações teve um dia mais tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta segunda-feira aos 176.975,82 pontos, comrecuo de 0,17%. Por volta das 15h30, o indicador chegou a cair 0,83%, mas recuperou-se após a redução das tensões no Oriente Médio. Após bater recorde em abril, o Ibovespa cai 5,52% em maio. No ano, o índice acumula ganho de 9,84%. Dados da B3 apontam retirada líquida por investidores estrangeiros de R$ 3,9 bilhões da bolsa brasileira em maio, até a metade do mês. Ofensiva adiada A sinalização de Trump reduziu a aversão ao risco nos mercados globais e favoreceu a recuperação de moedas emergentes ao longo da tarde. O republicano informou que suspendeu uma ofensiva militar prevista contra o Irã para permitir o avanço de negociações diplomáticas com Teerã. Omovimento ajudou a diminuir a pressão sobre ativos de risco, após dias marcados pela preocupação com uma possível escalada do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre o petróleo e a inflação global. Com isso, o dólar perdeu força frente a diversasmoedas emergentes, como o pesomexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. Fatores domésticos Além do cenário externo mais favorável, investidores promoveram ajustes técnicos após a recente valorização da moeda americana no mercado doméstico. Apercepção de juros elevados pormais tempo no Brasil também ajudou a sustentar o real, após o boletim Focus – pesquisa semanal do Banco Central com instituições finan- ceiras – elevar a projeção para a taxa Selic no fim de 2026 para 13,25% ao ano. (com informações da Reuters ) ■ BOLSA Dólar cai e fecha abaixo de R$ 5, após recuo de Trump no Irã ● ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 24 E 25 DE MAIO DE 2026 A subvenção para a gasolina ficará em R$ 0,44 por litro, como forma de reduzir os impactos da alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Irã. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (22) pelo ministro do Plane- jamento e Orçamento, Bruno Moretti. Segundo o ministro, o valor corres- ponde a cerca de metade dos tributos federais incidentes sobre o combustível e foi definido com cautela para evitar um impacto maior nas contas públicas. Amedida ainda será apresentada ao pre- sidente Luiz Inácio Lula da Silva na pró- xima segunda-feira (25). Ao anunciar a decisão, na semana passada, a equipe econômica tinha in- formado que o subsídio ficaria entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro. No caso do diesel, a subvenção de R$ 0,3515 entrará em vigor em junho, quando acabará a redução a zero dos tributos federais. Valor definido A subvenção funcionará como uma compensação temporária para reduzir o preço da gasolina ao consumidor final. Inicialmente, o governo estudava um benef ício de até R$ 0,89 por litro, equi- valente ao total de tributos federais co- brados sobre o combustível. A equipe econômica, porém, optou por um valor menor. “Dada a nossa cautela, inclusive do ponto de vista fiscal, olhando para o quanto variou o preço da gasolina, con- siderando o preço antes da guerra, acha- mos melhor ficar em torno da metade desse limite, afirmou Moretti, em entre- vista coletiva para explicar o bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orça- mento de 2026. Oministro acrescentou que o impacto da guerra foi mais forte no diesel do que na gasolina, o que permitiu uma com- pensação menor neste caso. “[Um total de] R$ 0,44 é hoje o valor por litro mais apropriado para a sub- venção e deve ser suficiente para amor- tecer o choque de preços na gasolina”, disse. Custo da medida O governo calcula que a medida terá custo de cerca de R$ 1,2 bilhão por mês. Como a duração inicial prevista é de dois meses, o impacto total estimado chega a R$ 2,4 bilhões. Segundo Moretti, o gasto ainda não foi incorporado oficialmente às projeções do Orçamento porque o decreto de re- gulamentação ainda está sendo finalizado pelo governo federal. Após a aprovação presidencial, a sub- venção será implementada por meio de ato do Ministério da Fazenda. Prazo temporário A ajuda terá validade inicial de dois meses e depois será reavaliada pela equipe econômica. O governo pretende seguir modelo semelhante ao adotado na subvenção ao diesel, criada em março para conter os efeitos da disparada do petróleo no mer- cado internacional. De acordo com Moretti, a continui- dade ou não do subsídio ao diesel ainda está em discussão dentro do governo. Guerra pressiona A escalada do conflito no Oriente Médio elevou os preços internacionais do petróleo nas últimas semanas, au- mentando os custos de combustíveis em diversos países. Como o Brasil ainda depende par- cialmente de importações de derivados, oscilações internacionais acabam pres- sionando os preços internos da gasolina e do diesel. A estratégia do governo é usar re- cursos públicos para reduzir tempora- riamente parte desse impacto enquanto o mercado internacional permanece ins- tável. ■ GOVERNO PROPÕE SUBVENÇÃO DA GASOLINA EM R$ 0,44 POR LITRO CONTAS PÚBLICAS V Foto/ Rovena Rosa/Agência Brasil
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