Diário do Amapá - 31/05 e 01/06/2026
CIDADES 12 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa A juíza da Vara da Infância e Ju- ventude de Santana, Larissa Antunes, e a promotora de justiça da infância e juventude, Sa- mile Alcolumbre ressaltaram na edição deste sábado, 30, do pro- grama Togas e Becas (Diário FM 90,9), que o Dia Mundial do Acolhi- mento Familiar, que transcorre em 31 de maio, ressalta um importante direito internacional. “Amanhã, 31 de maio, será co- memorado o Dia Mundial do Aco- lhimento Familiar, que é um instituto benéfico previsto no Esta- tuto da Criança e do Adolescente e em vários países, e que prevê a prio- rização do acolhimento deste pú- blico em âmbito familiar, com famílias e não institucionalizado em abrigos ou casa lar”, explicou a pro- motora Samile. A juíza Larissa Antunes explicou que o acolhimento acontece quando é necessário retirar a criança ou o adolescente da família que não con- segue garantir os direitos básicos. “São casos como maus tratos, abu- sos, violências, abusos sexuais; às vezes a família está tão desorgani- zada com tantos problemas álcool, drogas, e não consegue garantir os direitos das crianças”, observou a magistrada. Para diminuir a institucionaliza- ção e priorizar o acolhimento em um lar temporário o Sistema de Jus- tiça busca fortalecer junto ao Poder Público o serviço da Família Aco- lhedora nos municípios do estado do Amapá, para que a criança ou adolescente, de zero a 18 anos, tenha a convivência em um am- biente mais humanizado. “Essa Família Acolhedora passa por um cadastro, requisitos e avalia- ções. É um serviço voluntário, não é obrigatório. Fazemos a buscativa de famílias, um trabalho muito dif ícil. Estamos como incentivador. Convo- camos os municípios para fazerem seu dever e tornar isso realidade”, falou a promotora da infância e ju- ventude. As famílias aptas ao serviço re- cebem assistência e um salário mí- nimo para cuidar e garantir as necessidades das crianças e adoles- centes acolhidas. A medida é tem- porária. É um caminho bem diferente da adoção. “Queremos que as pessoas criem laços, porque isso traz o conforto emocional e psicológico que vai providenciar o desenvolvimento na- tural da criança. Mas não é porque a criança vai sair da família que os laços serão desfeitos. Incentivamos a criação de laços, não a perspectiva de que aquela criança será adotada pela família. É temporário, en- quanto nós trabalhamos com a fa- mília de origem”, ressaltou a juíza da Vara da Infância e Juventude de Santana, Larissa Antunes. ■ SALDO POSITIVO E mmais uma ação de valorização da memória e do pa- trimônio histórico amapaense, o governador do Amapá, Clécio Luís, entregou nesta sexta-feira, 29, a Sala da História daMineração, no Parque Residência. O es- paço é dedicado à preservação da trajetória do setor mine- ral e de sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do Amapá. AGerência Administrativa do Parque Residência ficará responsável pela gestão da Sala da História da Mineração, garantindo a preservação, organização e valorização do acervo que retrata a importância do setor mineral para a formação e o crescimento do estado. O secretário de Estado da Mineração, Mamede Bar- bosa, destacou que o espaço aproxima a população da his- tória mineral do Amapá e reforça a relevância da atividade para a economia estadual. “O espaço representa uma oportunidade de aprendi- zado sobre a história econômica do estado, especialmente para as novas gerações que não vivenciaram o auge da ati- vidade mineral. Preservar essa memória é fundamental para compreender a contribuição que a mineração teve para o desenvolvimento do Amapá”, pontuou o secretário. A história da mineração no estado ganha vida por meio de um acervo composto por fotografias, utensílios, docu- mentos e objetos de época, com destaque para um mural dedicado aos trabalhadores da Icomi, símbolo de uma das mais importantes fases do desenvolvimento econômico amapaense. ■ IMPORTÂNCIA HISTÓRICA O estado do Amapá gerou 898 empregos formais em abril de 2026, segundo os dados do Novo Caged, divulgados nesta quinta-feira, 28 de maio, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Quatro dos cinco grandes grupos de atividades eco- nômicas pesquisadas registraram saldo positivo no es- tado no quarto mês do ano. O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 738 vagas. Em seguida aparecem Comércio (191 postos), Indústria (26) e Agropecuária (1). O desempenho negativo foi re- gistrado na Construção (-58). MUNICÍPIOS – A capital Macapá foi o município amapaense com maior saldo de empregos formais em abril, tendo gerado 924 novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Santana (40), Tartarugalzinho (11) e Oiapoque (6). GÊNERO – No recorte por gênero, a maior parte dos empregos comcarteira assinada gerados noAmapá emabril foi ocupada por mulheres: 515. No período, os homens foram responsáveis por ocupar 383 novos empregos. ■ Inaugurada Sala da História da Mineração no Parque Residência Amapá gerou 898 empregos com carteira em abril SISTEMA DE JUSTIÇA DO AMAPÁ BUSCA FORTALECER SERVIÇO FAMÍLIA ACOLHEDORA ENTREVISTA C om a assinatura do prefeito interino Pedro DaLua no Decreto nº 5.091/2026, que autoriza a realização de con- curso público para provimento de vagas na advocacia municipal, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) deverá preencher 20 vagas para servidores efetivos de seu quadro. Sobre o certame, o procurador municipal e presidente da Associação de ProcuradoresMunicipais (Aproma), João Guer- reiro, afirmou em entrevista ao programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM90,9) que a idealização do concurso segue previsão constitucional e que os novos servidores terão suas remunerações garantidas. Durante sua fala, João assegurou que não há possibilidade de o concurso ser barrado por falta de verbas. Ele es- clareceu que a Procuradoria-Geral do Município possui orçamento para suprir os 20 futuros concursados. “Dentro da Procuradoria Geral do Município há um orçamento vago para esses novos servidores; as secretarias competentes fizeram o estudo de impacto e constataram que está seguro”, disse, justificando a iniciativa do gestor Pedro DaLua. Guerreiro informou que o certame ainda não tem banca, data ou remuneração definidas. Ele declarou, porém, que o critério para a escolha da empresa organizadora será a expertise na elaboração de provas para a área jurídica. Ao comentar sobre a disponibilidade de vagas para candidatos locais, João disse que, dentro de sua com- petência como presidente da Associação de Procuradores Municipais, solicitará a inclusão de disciplinas próprias do estado ou do município no edital. No entanto, ele ponderou que a concorrência será aberta a todos os partici- pantes, de qualquer parte do país. ■ 20 VAGAS Procurador do município garante recursos para concurso da advocacia de Macapá DOUGLAS LIMA EDITOR DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2026 DOUGLAS LIMA EDITOR
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