Diário do Amapá - 31/05 e 01/06/2026

| CULTURA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2026 FALECOMOHERALDO E-mail: heraldocalmeida@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @heraldocalmeida Instagram: @heraldoalmeida65 19 Cultura HERALDOALMEIDA ‘COYOTE VS. ACME’ PROMETE O PROCESSO DO SÉCULO O s mais velhos certamente se lembram de filmes híbridos que misturam animação e live-action. Títulos como Space Jam: OJogodo Século (1996) eUmaCilada para Roger Rabbit (1988) se tornaram verdadeiros ícones da cultura pop. Contudo, a nova tentativa de reviver o gênero quase foi cancelada após a Warner Bros. cogitar o engavetamento definitivo do projeto. Após anos de incerteza pós-gra- vações e um forte apelo de fãs e rea- lizadores, Coyote vs. ACME final- mente fará sua estreia nas telonas. A narrativa ousada acompanha o icônico Wile E. Coyote em uma ba- talha jurídica contra a ACME Cor- poration, empresa fabricante dos ape- trechos mirabolantes utilizados por ele nas tentativas frustradas de cap- turar o Papa-Léguas. Como de cos- tume, os dispositivos sempre apre- sentavam falhas catastróficas. Na trama, o Coyote decide pro- cessar a gigante corporaçãopara exigir o reembolso pelos danos sofridos ao longo de décadas. Ele se alia a um advogado azarado e de pouco sucesso (Will Forte). A situação se complica quando a dupla descobre que o re- presentante legal daACME é o antigo e intimidador chefe do advogado (John Cena). Longe de se levar a sério, o longa promete divertir o público com os exageros das animações clássicas. Alémdisso, trará participações de fi- guras consagradas dos LooneyTunes, comoPernalonga, Patolino, Gaguinho e Piu-Piu. Com direção de Dave Green (As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras), Coyote vs. ACME chega aos cinemas brasileiros em 27 de agosto. ■ POR WALLACE FONSECA ARTE CINEMATOGRÁFICA D a música que chega ao topo das plataformas aos conteúdos que permanecem invisíveis, algoritmos têm desempenhado papel cada vez mais decisivo na forma como a cultura circula no ambiente digital. O tema esteve no centro do debate “Algoritmos, Cultura e Interesse Público: QuemDecide o que Circula?”, realizado nesta sex- ta-feira (29), no palcoMinCConecta do Rio2C. Pesquisadores e representantes do Governo do Brasil discutiram os impactos dessas ferramentas sobre a diversidade cultural, a produção artística, a circulação de conteúdos e o acesso à informação. Mediada pela chefe da assessoria especial de Comunicação Social do Ministério da Cultura, Gabriella Gualberto, a mesa reuniu o coordenador de pesquisa da Desvelar, Tarcízio Silva, a professora da Fundação Getulio Vargas (FGVDireito Rio), Yasmin Curzi, e a secretária-adjunta da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), Nina Santos. Ao longo de uma hora de conversa, os convi- dados analisaram como plataformas digitais, sistemas de recomendação e ferramentas de inteligência artificial vêm influenciando o acesso à informação, a visibilidade de artistas e a circulação de conteúdos culturais. Logo no início do debate, o coordenador de pesquisa da Desvelar, Tarcízio Silva, chamou atenção para a concentração de poder nas mãos de poucas empresas de tecnologia e para a influência que elas exercem sobre a forma como conteúdos culturais chegam ao público. Na avaliação do pesquisador, a falta de transparência impede que a sociedade compreenda de que maneira essas plataformas definem prioridades e distribuem visibilidade. “Hoje temos plataformas que se comportamnão apenas como distribuidoras de conteúdo, mas também como agentes que estabelecem prioridades. O problema é que, pela falta de transparência, raramente sabemos o quanto dessas decisões é intencional e o quanto decorre de negli- gência”, afirmou. Tarcízio também apresentou resultados de um estudo realizado para o Instituto Alana sobre inteligência artificial e direitos das crianças. A pesquisa analisou respostas geradas por ferramentas de IA sobre artistas brasileiros e identificou taxas elevadas de erros, especialmente quando o tema envolvia artistas negros e indígenas. ■ COMUNICAÇÃO DIGITAL DA INVISIBILIDADE À VIRALIZAÇÃO, DEBATE NO RIO2C QUESTIONA QUEM DEFINE O QUE GANHA ESPAÇO NA INTERNET CULT’ ART Fechado por quase uma década, um dos espaços mais simbólicos da história amapaense voltou a receber o público nesta sexta-feira, 29. O Governo do Amapá entregou o Parque Residência, na orla do Rio Amazonas, em Macapá, transformando a antiga Residência Oficial em um ambiente de convivência, pesquisa, cultura e valorização da memória coletiva. Construída em 1945, durante a gestão do então governador Janary Gentil Nunes, a antiga Casa do Governador ressurge integrada à paisagem amazônica, preservando elementos históricos e ambientais que marcaram gerações. Para quem visitou o espaço na reabertura, o reencontro foi marcado por surpresa e sentimento de pertencimento. Novo complexo A cantora e compositora, Nany Rodrigues, além de cantar muito, agora está se destacando como uma excelente fotógrafa. Sua sensibilidade com a arte de fotografar é impressionante e com sensibilidade indiscutível. Parabéns. Fotografia Título da música de Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes. A obra faz parte de um novo projeto dos dois artistas, com poemas musicais eróticos. ...E partimos como um raio na direção do infinito para saborear aquele pouco instante que a imaginação do sonho me deu. Foi real, sim, cada momento e cada sorriso dela emminha direção... Língua Intrusa Empresas detentoras do Selo Amapá representam o estado na SIAL China, reforçando o protagonismo dos empreendedores locais na promoção da bioeconomia e no fortalecimento do comércio internacional. A delegação amapaense reúne marcas como Engenho Café de Açaí, Amazonbai, Açaí Super Fruta e Açaí Equinócio, que apresentam produtos derivados do fruto a importadores, distribuidores e investidores internacionais. Mercado internacional Não, ninguém faz samba só porque prefere, coisas nenhumno mundo interfere sobre o poder da criação (Paulo Cézar Pinheiro e João Nogueira). Poder da Criação O mundo tá perdido Com o sumiço do cupido Que eu flechei num tiro certo Pro gelo derreter Fernando Canto / Nivito Guedes

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