Diário do Amapá - 31/05 e 01/06/2026
Desafio$ LGBT+ Dados do estudo “Oldiversity”, da Croma Consultoria, divulgado no Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e a Bifobia (17/5) apontam que para 40% dos brasileiros e 41% da comunidade LGBTQIAPN+, as lojas estão preparadas para atender esse público. Mas para 36% do grupo pesquisado, o atendimento das empresas é preconceituoso. Outros 46% acreditam que o tema ainda é um tabu para marcas. Pré-jogo A Copa FIFA deve salvar o varejo no 1º semestre, sobretudo no segmento alimentar. Segundo o especialista em vendas Diego Maia, itens supérfluos carnes para churrasco, bebidas, snacks e air fryer devem puxar as vendas. Levantamento da Scanntech aponta para expectativa de crescimento de 4,7% no faturamento dos supermercados e amento de 69% no tíquete médio do consumidor nas duas horas que antecedem as partidas. Enel no Chile Enquanto no Brasil a Enel SP enfrenta processo aberto pela ANEEL para analisar a possível caducidade da concessão, no Chile o Governo de lá arquivou definitivamente o processo sobre a revogação da concessão da Enel Distribuição na Região Metropolitana. Avaliações técnicas da Superintendência de Eletricidade e Combustíveis descartaram qualquer violação que justificasse medidas extremas em terras hermanas. PEC do voto A PEC do fim da escala 6 x1 avançou na Câmara por motivações eleitoreiras dos deputados, de todos os partidos. Nos redutos, ninguém quer a cara no outdoor como o que votou contra o trabalhador. No senado, haverá alterações no texto para que volte à Câmara. Assim se ganha tempo, apesar da pressão de Lula. A ideia é segurar a votação para depois da eleição. Alcolumbre deve empurrar para ano que vem e derrubar tudo. Ponto Final Com trackings detalhados em mãos e as últimas pesquisas públicas, caciques partidários têm a certeza deste 3º mandato: com alta rejeição e povo sem opção de voto, Lula da Silva está em baixa, e segue governando num consórcio com parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Só isso o protege. PF fecha o cerco Ao convocar para depor o protagonista ainda preservado do maior escândalo financeiro da História do Brasil, Augusto Lima, o caso Master e o Estado da Bahia entram no centro do furacão. Guga Lima é dono do Credcesta, que era o maior negócio do Master na área de consignados. Não há como Vorcaro explodir e Lima não cair junto. Neste ponto entra sua rede de advogados, especialmente Eugênio Kruschewsky e Ana Patrícia Dantas Leão. O que chama atenção no caso da Bahia é que a banca de Kruschewsky foi o 4º que mais recebeu honorários entre todos do Master a nível nacional. O dono do 2º colocado está preso. A advogada de família, Ana Patrícia Leão, foi autorizada por Kruschewsky para atuar para o Master, e até hoje não informou as peças que fez e quanto ganhou de honorários. Os depoimentos ou a delação de Guga Lima podem ajudar a esclarecer os segredos do Master na Bahia. B rincar é um direito humano garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Convenção sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU). Comemorado na última quarta-feira (28), o Dia Mundial do Brincar estimulou atividades por todo país e mais uma vez pro- vocou reflexões sobre a importância das brincadeiras para o desenvolvimento humano, especialmente o das crianças. A Agência Brasil conversou com a pesquisadora e professora universitária especialista no tema Sarah Me- nezes Rocha. Ela é mãe de uma bebê de 1 ano, formadora de docentes e conselheira da Aliança pela Infância, um movimento internacional em defesa da infância e que há duas décadas celebra a data no Brasil. Em manifesto sobre a importância do brincar publi- cado nas redes sociais na última semana, a Aliança disse que esta é a principal forma de a criança "existir, se expressar, elaborar sentimentos e compreender o mundo". A entidade alertou para a importância de reservar tempo para as brincadeiras, em um mundo cada vez mais atravessado por telas. "É no brincar livre que crianças se desenvolvem, criam vínculos e se encontram com o outro, desenvol- vendo a sua humanidade”, diz o texto da organização. "Brincar é a maneira da criança participar da sociedade, é expressão cidadã e democrática". Neste ano, as atividades em celebração ao Dia Mundial do Brincar vão até domingo (31). A Aliança pela Infância organizou em seu site uma agenda nacional com atividades em escolas, coletivos, organizações e comunidades por todo o país, como um chamado para que a sociedade se engaje na defesa deste direito. ■ DESENVOLVIMENTO HUMANO STF: maioria é contra lei que permite pais vetarem aulas sobre gênero A classificaçãopelos EstadosUnidos (EUA) de facções do crime organizado do Brasil como terroristas deve prejudicar a economia do país, com impactos sobre o tu- rismo, investimentos e comércio exterior. A avaliação é de especialistas em geopolítica, relações internacionais e economia. Ocientista político especialista emrelações internacionais Francisco Carlos Teixeira da Silva contou à Agência Brasil que recebe, de empresas estrangeiras, questionários para res- ponder sobre os níveis de segurança no Bra- sil. “Com a definição de país que abriga ter- rorismo internacional, esse graude investimento vai sofrer um impacto muito grande. Bancos, indústrias vão ser impactadas, gerando de- sinvestimento, cessação de criação de empregos e perda em transferências de tecnologia”, afir- mou o especialista. Outro possível prejuízo é para as expor- tações brasileiras, que passam a ser alvo de maior escrutínio de países como EUA e aliados da Europa, que aceitam as classificações de Washington. “Tudo que o Brasil exporta vai ficar no nível de produtos passíveis de seremutilizados para exportação de drogas, para atentados terroristas ou contra transnacionais. Esse é o nível mais profundo que vai impactar de forma longa e permanente as exportações brasileiras”, afirmou o cientista político. Teixeira, que é professor aposentado da Universidade Federal doRiode Janeiro, destacou ainda que o turismo deve ser imediatamente impactado porque a decisão do governoTrump coloca o país como abrigo de organizações terroristas. “Nos coloca ao nível da Somália ou outros países. Nos coloca ao nível de países que a gente chamava antes de países páreas, países que não são confiáveis para turismo e viajantes internacionais”, avalia o professor. Ainda segundo o professor da UFRJ, o chamado turismo de negócios de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, que sediam as facções classificadas como terroristas, tam- bém devem ser impactos. “A organização de eventos de negócios em São Paulo deve cair enormemente, é o que a gente chama de turismo de negócios, que é extremamente importante emSão Paulo por mover a rede hoteleira e serviços de res- taurante, taxi, etc”, acrescentou. O professor de economia internacional da UFRJ Luiz Carlos Prado explicou que é dif ícil mensurar o impacto dessa decisão para a economia, mas avalia que as empresas podem ser prejudicadas por meio de subterfúgios usados para barrar concorrentes. Ele levanta a hipótese do uso político da classificação. “Recentemente, houve investigações que envolvem fintechs [empresas financeiras] na área da Faria Lima em São Paulo. Em tese, a decisão dos EUA abre espaço para você ter uma retaliação contínua de apoio ao terrorismo de organizações financeiras no Brasil. Você pode usar politicamente para esse fim”, disse. Para o economista, empresas brasileiras poderiam ser prejudicadas sob alegações de envolvimento com o terrorismo. “Aumenta o risco de empresas que atuam no país que possam ser prejudicadas por algum critério que se coloca, reduz a margem demanobra de empresas brasileiras, do Estado brasileiro, aumenta a instabilidade política, e trata das questões específicas do crime orga- nizado”, comentou. ■ EFEITOS NOCIVOS CLASSIFICAÇÃO DE FACÇÕES COMO TERRORISTAS PREJUDICA ECONOMIA DO BRASIL V Foto/ Alan Santos/PR ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 31 DE MAIO E 01 DE JUNHO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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