Diário do Amapá - 03/06/2026

Marina e prefeitos Antes de deixar o Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva se reuniu com prefeitos de 60 cidades às margens da BR-319, em Rondônia e Amazonas, as que mais desmataram. Constatou que, em 2022, antes de assumir o MMA, foram registrados 11 mil km² de desmate nas regiões destes municípios – o número caiu para 5 mil km² no 1º trimestre de 2026. O desmatamento caiu mais de 60% na sua gestão, comemorou. Pré-eleição? Uma operação com fiscais do Ibama apreendeu cocares com penas de aves (até de galinha e pato) em lojas de índios Pataxó na Torre em Brasília no sábado (30). Há relatos de que o grupo comandado pelo fiscal Roberto Cabral foi arrogante e invasivo, abrindo bolsas de pertences pessoais. Cabral, atuante na internet, é filiado ao REDE, foi candidato a deputado federal em 2022 e pretende voltar às urnas. Alô, PF!! Peça-chave do suposto pagamento de mesada do Careca do INSS ao filho mais velho do presidente Lula da Silva, o denunciante desistiu de depor à Controladoria-Geral da União semana passada, revelou a “Revista Oeste”. Alegou ameaça de morte e falta de proteção da PF. A dúvida principal é: o que a CGU, órgão vinculado à Presidência (portanto, ao pai do suspeito) quer com ele? Deixa a Polícia Federal trabalhar… Atirou, levou Os investidores da Av. Faria Lima, o coração do PIB brasileiro, já notaram os movimentos contraditórios de Vladimir Timerman. Ele saiu atirando para todo lado – além do litígio com Nelson Tanure – e acabou se acertando no pé. Sua Esh Capital entrou numa série de derrocadas no mercado, e colegas apontam que ele perdeu o rumo fazendo acusações a terceiros. Leia detalhes no nosso site. Subida meteórica Antes um deputado entre os 513, agora senador – commais vitrine – e potencial futuro governador de Rondônia, Marcos Rogério (PL) galgou os degraus do Poder. Pesquisa do Instituto Amazônia (17 e 23) o mostra líder isolado na disputa ao Governo, com 35,4% das intenções. O 2º colocado, Adailton Fúria (PSD), foi mencionado por 23,2% e o 3º, Hildon Chaves (União), por 14,3%. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores. PEC de problemas A despeito dos alertas do setor produtivo contra a PEC do fim da escala 6 x 1, o Governo Lula da Silva III passa o trator com intenções eleitorais e não vê o problema a curto e médio prazos, apontam congressistas e grandes empresários. Estudos sérios, de associações industriais e do comércio, apontam para alta da inflação, desemprego, queda da produtividade e até risco de sonegação de impostos, com a alta carga tributária. Sobre a inflação, um dado latente é o de setor de bares e restaurantes, cujos donos vão repassar a conta para o consumidor de imediato. Só no DF, os sindicatos apontam alta de 8% a 15% nos preços dos cardápios. Os congressistas mais moderados vêem como inevitável o debate, mesmo após as eleições, e pedem cautela ao Governo para tentar uma transição e flexibilidade nas regras, para não matar o patronato e não travar o crescimento do PIB. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin, disse nesta terça- feira (2) que o Poder Judiciário não foi comunicado oficialmente sobre a decisão dos Estados Unidos que classificou as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como orga- nizações terroristas. De acordo com Fachin, a questão ainda está no campo da diplomacia brasileira e o caso deverá ser avaliado quando o CNJ for notificado sobre a decisão do governo norte-americano. "O Poder Judiciário está aguardando que essas comunicações oficiais se realizem para, se for o caso, o Conselho Nacional de Justiça tomar as devidas providências. Neste momento, não há ne- nhuma comunicação oficial”, declarou. A medida tomada pelo governo do presidente Donald Trump terá validade a partir do dia 5 de junho e foi adotada com base na Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e uma ordem executiva da Casa Branca. Na avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a classificação das facções como terroristas representa risco à soberania brasileira e pode pre- judicar esforços de cooperação investigativa entre os países. ■ DIPLOMACIA CNJ não foi notificado da classificação do PCC e CV como terroristas S eis dias após aprovação na Câmara, a Proposta de Emenda àConstituição (PEC) 221/2019, que acaba com a escala 6x1, segue sem tramitação no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP),mantémsilêncio sobre o andamento da matéria, enquanto a oposição apresentou PEC alternativa que preserva a escala de seis dias de trabalho e a jornada de 44 horas sema- nais. APEC12/2026 da oposição foi apresentada no dia seguinte à aprovação da PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 para 40 horas semanais. DiferentementedaPECaprovadanaCâmara – que segue aguardando tramitação no Senado –, Alcolumbre despachou a proposta da oposição para aComissão deConstituição e Justiça (CCJ), no mesmo dia. Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de Alcolumbre não se manifestou. Cautela Para a cientista política Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a demora na definição da tramitação da PEC no Senado demonstra certa “cautela insti- tucional” de Alcolumbre. “O silêncio do presidente do Senado pode ser interpretado como uma tentativa de evitar um posicionamento precoce diante de uma pauta que reúne forte apoio popular, mas também intensa resistência de setores empre- sariais e de parte dos parlamentares”, destacou. A professora acrescentou que, nos últimos dias, representantes dos empresários defenderam que a discussão ocorra de forma mais lenta, in- clusive após as eleições, “e têm pressionado o Senado por mudanças no texto”. Tramitação Lideranças governistas esperama definição da tramitação após a reunião de líderes que deve ocorrer na próxima semana, devido ao fe- riado de Corpus Christi, nesta quinta-feira (4). Nesta terça (2), as comissões e corredores do Senado estavam esvaziados. Há a previsão apenas de uma sessão semipresencial – quando os senadores podemvotar semestarempresentes no Plenário. A cientista política Luciana Santana acres- centa queAlcolumbre quer equilibrar interesses contraditórios, com seu comportamento indi- cando mais uma estratégia para controlar o ritmo da tramitação do que uma rejeição aberta ao mérito da PEC. “Se acelerar a PEC, atende à pressão social e evita o desgaste de ser visto como obstáculo a uma pauta popular. Se retardar ou permitir al- terações profundas, responde às preocupações de empresários e de grupos parlamentares que consideram a proposta precipitada”, acrescen- tou. PEC da Oposição O texto da oposição prevê um regime de trabalho alternativo à carteira regida pela CLT. Nesse modelo, a jornada deve ser definida por negociação direta e individual entre patrão e trabalhador, via contrato por hora trabalhada e não por jornada semanal. A PEC da oposiçãomantéma escala de até seis dias de trabalho na semana e 44 horas se- manais. Alémdisso, a jornada negociada valeria mais que acordos coletivos, negociados pelo conjunto dos trabalhadores de uma empresa ou setor commediação de sindicatos. ■ SENADO ALCOLUMBRE MANTÉM SILÊNCIO SOBRE 6X1 E OPOSIÇÃO TENTA PRESERVAR ESCALA V Foto/ Lula Marques/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 03 DE JUNHO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO V Foto/ Presidente Lula da Silva – Marcelo Camargo/Agência Brasil

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=