Diário do Amapá - 04 e 05/06/2026

POLÍCIA | POLÍCIA | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA E SEXTA-FEIRAS | 04 E 05 DE JUNHO DE 2026 11 FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa DOUGLAS LIMA EDITOR U m homem foi assassinado com golpes de arma branca, na tar- de dessa terça-feira, 2, na zona sul de Macapá. O crime ocorreu no cruzamento da rua Remo Amoras com a travessa 30 de Julho, no bairro Muca. De acordo com informações, uma equipe da Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações em Defesa Social (Ciodes) para aten- der a ocorrência. No local, a guarnição encontrou a vítima, identificada como Artur Vilhena Almeida, de 21 anos deidade, caída na calçada de um es- tabelecimento comercial, com múl- tiplos ferimentos na região do pes- coço. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, po- rém o jovem não resistiu. De acordo com relatos de teste- munhas e familiares, o crime pode estar relacionado com questão pas- sional. A mãe de Arthur informou à polícia que ele teria saído de casa após ser convidado por uma mulher com quem estava mantendo um re- lacionamento. O principal suspeito do assassinato, segundo informações, seria o com- panheiro da mulher. Ele teria abordado Arthur e desferido vários golpes de faca no rival. A PM fez diligências na região na tentativa de localizar o autor, identi- ficado como Alexandre Quaresma, mas até o momento ele não foi en- contrado. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). ■ A PolíciaCivil doAmapá, pormeio da Delegacia Especializada de Repressão aNarcóticos (Denarc), deflagrou a Operação Arsenal Invisível e deu cumprimento a um mandado de prisão preventiva e a um mandado de busca e apreensão na cidade deCuritiba, no Paraná. A ação teve como alvo o suposto operador logístico de um esquema de comércio ilegal demunições investigado em Macapá. Segundo as apurações, o indivíduo, mesmo residindo em outro estado, continuava anunciando a venda de munições em redes sociais e coor- denando a aquisição e o repasse de caixas do produto a outros envolvidos. A operação é desdobramento de uma prisão em flagrante realizada em março deste ano pela Denarc, que en- volveuummilitar aposentado, uma ven- dedora de loja de artigos militares e outro homemsuspeito de repassarmu- nições ao crime organizado. Ocumprimentodasmedidas judiciais contou comapoio logístico e operacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), doMinistérioda Justiça e Segurança Pública (MJSP), no âmbito da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico deArmas,Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme). “A atuação integrada possibilitou o deslocamento de equipes, a cooperação coma Polícia Civil do Estado do Paraná e o avanço nomapeamento da estrutura criminosa, fortalecendo o enfrenta- mento qualificado ao tráfico interes- tadual de armamentos e munições”, destacou o delegado Leonardo Alves, titular da Denarc, acrescentando ainda que a prisão do investigado representa avanço significativo na desarticulação da organização criminosa e reforça a estratégia da Polícia Civil do Amapá no combate ao comércio ilegal de mu- nições e ao abastecimento de grupos criminosos. ■ OPERADOR DE ESQUEMA DE VENDA ILEGAL DE MUNIÇÕES É PRESO NO PARANÁ NO MUCA OPERAÇÃO ARSENAL INVISÍVEL POLÍCIA INVESTIGA ASSASSINATO DE JOVEM NA ZONA SUL DE MACAPÁ E m entrevista exclusiva ao programa Ponto de En- contro (Diário FM 90,9) desta terça-feira, 2, o coronel Allan, comandante da Polícia Militar do Amapá, destacou a relevância do setor de inteligência da corporação. Ele afirmou que a atuação dos agentes de segu- rança émais efetiva quando exis- te um estudo prévio sobre as manchas criminais nos bairros. Para exemplificar a afirmação, o comandante citou a métrica de um policial para cada tre- zentos habitantes. Segundo ele, o número é apenas um dado estatístico, mas serve como base essencial para o planejamento estratégico das ações de segu- rança pública. “Pegue um bairro com 50 mil habitantes, mas que não tem ocorrência de roubo a transeun- te, se usar essa matemática a conta não fecha, precisamos transformar isso em um resul- tado positivo e eficiente. Falo isso como alguém que veio da inteligência da PM”, pontuouAl- lan. O coronel explicou que, ao mapear um bairro violento, a PM levanta os horários demaior incidência e os tipos de delitos mais frequentes, como assaltos a pedestres, comércios ou resi- dências. A partir desses dados, a corporação faz o direciona- mento do policiamento, de forma precisa. Emcenários extremos, como ocorrências com reféns, o co- mandante informou que a PM instala umgabinete de crise para avaliar os riscos à vida da vítima. Nessas situações, a negociação é prioritária e constante. O uso de atiradores de precisão ou ou- tras alternativas táticas são ava- liados pelo gabinete, mas a au- torização final das ações cabe ao governador do estado. Ao ilustrar um cenário real com desfecho negativo, Allan comentou o caso do Ônibus 174, no Rio de Janeiro, em que uma refém foi morta após horas de negociação. “Foi um erro de execução do plano, alguém com iniciativa própria viu uma oportunidade de resolver o pro- blema. Foi um erro individual”, lamentou. ■ ENTREVISTA Segundo o coronel Allan, a Polícia Militar age com base em estudos prévios sobre a criminalidade e, em extremos, com suporte do gabinete de crises COMANDANTE DA PM-AP DESTACA IMPORTÂNCIA DO SETOR DE INTELIGÊNCIA DA CORPORAÇÃO

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