Diário do Amapá - 04 e 05/06/2026

CIDADES QUINTA E SEXTA-FEIRAS | 04 E 05 DE JUNHO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Interessados no Exame Nacional do Ensino Médio tem até esta sexta-feira, 5, para realizar o procedi- mento pela Página do Participante. ■ ● Prazo de inscrições para o Enem 2026 encerra na sexta-feira, 5 O Governo do Estado do Amapá, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), apoiou o desenvolvimento de uma pesquisa inovadora que utiliza inteligência ar- tificial para transformar si- naismusculares emcoman- dos capazes de controlar próteses robóticas. O projeto foi financiado através do Programa Afrocientista do Amapá (Proafro), ini- ciativa que fortalece a inclusão, a formação científica e o protagonismo negro na produção do conheci- mento. A pesquisa desenvolvida pelo coordenador do projeto, pesquisador André de Oliveira Ferreira, tem como objetivo criar uma tecnologia capaz de captar sinais mioelétricos (EMG), produzidos naturalmente pelos músculos durante movimentos ou contrações, e transformá-los em comandos interpretados por sistemas de inteligência artificial embarcados em dispositivos de baixo custo. A iniciativa busca contribuir para a criação de próteses inteligentes mais acessíveis a pessoas am- , 9 Pesquisa alcança resultados promissores e reforça a política estadual de incentivo à ciência, à inovação e à inclusão social ■ A tecnologia desenvolvida utiliza sensores instalados próximos à junção entre o braço e o antebraço para captar os sinais musculares. Essas informações são enviadas para uma rede neural artificial embarcada em um microcontrolador, que interpreta os padrões dos sinais e aciona servomotores responsáveis pelos movimentos dos dedos de uma prótese robótica produzida por impressão 3D. André Oliveira Ferreira Pesquisador “Programas como o Afrocientista são o combustível para despertar o interesse pela pesquisa e gerar oportunidades ao discente afro. Nessa, especificamente, percebi uma grande mudança na dinâmica acadêmica do discente que a desenvolveu junto comigo, o Ronald Pamplona. Ele passou a respirar mais o ambiente acadêmico, a frequentar mais o curso, a estar mais presente nas atividades laboratoriais e suas perspectivas de futuro são as melhores possíveis. Em geral, esse aluno se torna pesquisador também” PROGRAMA AFROCIENTISTA DO AMAPÁ putadas ou com limitações motoras, oferecendo al- ternativas tecnológicas que possam ampliar a auto- nomia e melhorar a qualidade de vida da população. Segundo o pesquisador André deOliveira Ferreira, o apoio da Fapeap foi fundamental para a concretização dos resultados alcançados. “A contribuição da Fapeap foi financiar a pesquisa por meio de recursos desti- nados à bolsa e aos materiais de consumo e perma- nentes necessários ao projeto. O financiamento da bolsa é muito importante como um fator atrativo para que o discente tenha um primeiro contato com o mundo da pesquisa e permaneça até a conclusão dela”, explicou. O pesquisador também destacou a importância do Programa Afrocientista para a formação acadêmica dos estudantes envolvidos. “Programas como o Afro- cientista são o combustível para despertar o interesse pela pesquisa e gerar oportunidades ao discente afro. Nessa, especificamente, percebi uma grandemudança na dinâmica acadêmica do discente que a desenvolveu junto comigo, o Ronald Pamplona. Ele passou a respirar mais o ambiente acadêmico, a frequentar mais o curso, a estar mais presente nas atividades la- boratoriais e suas perspectivas de futuro são as me- lhores possíveis. Em geral, esse aluno se torna pes- quisador também”, ressaltou. ■ PROJETO DESENVOLVE PRÓTESE COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA AMPLIAR ACESSIBILIDADE

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