Diário do Amapá - 07 e 08/06/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa A bolsa brasileira fechou em forte queda, e o dólar avançou mais de 1% nesta quarta-feira (3), num dia marcado pela aversão global ao risco. As negociações foram dominadas pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelo aumento das preocupações comnovas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre o Brasil e outros países. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 2,22%, e fechou o quarta-feira aos 170.330 pontos. O dólar comercial subiu 1,14%, encerrando o pregão a R$ 5,067. Omovimento refletiu a busca por ativos considerados mais seguros e a redução da exposição a mercados emergentes. Ibovespa em queda Após a recuperação observada na terça-feira (2), o Ibo- vespa devolveu os ganhos e registrou a maior perda diária desde 7 de maio. O índice chegou a tocar a mínima de 170.007 pontos ao longo do pregão, mas conseguiu preservar o patamar dos 170 mil pontos no fechamento. O resultado levou a bolsa ao menor nível desde 20 de janeiro. Na semana, o índice acumula queda de 1,99%, en- quanto o avanço em 2026 foi reduzido para 5,71%. A deterioração do humor dos investidores acompanhou o desempenho negativo das bolsas estadunidenses, que in- terromperam a sequência de recordes recentes após o agra- vamento do conflito entre Estados Unidos e Irã. Alémdo cenário geopolítico, investidores monitoraram a proposta de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. Após recomendar uma taxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, o Escritório doRepresentante Comercial dos EUA (USTR) avançou comuma nova proposta tarifária relacionada ao combate ao trabalho forçado. Câmbio avança No mercado de câmbio, o dólar ganhou força diante do aumento da procura global pela moeda americana. A divisa chegou à máxima de R$ 5,09 durante a tarde e encerrou o dia no maior nível desde 8 de abril. O real teve umdos piores desempenhos entre as moedas emergentes, influenciado pela saída de recursos da bolsa brasileira e pelo posicionamento mais defensivo dos inves- tidores antes do feriado de Corpus Christi. O avanço do dólar também acompanhou a valorização da moeda americana no exterior, impulsionada por dados econômicosmais fortes nos Estados Unidos e pela expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo. Apesar da alta desta quarta-feira, o dólar ainda acumula queda de 7,69% frente ao real em 2026. (Com informações da Reuters) ■ CÂMBIO Bolsa cai 2,22%, e dólar volta a subir acima de R$ 5,06 ● ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 07 E 08 DE JUNHO DE 2026 A s exportações brasileiras para os Es- tados Unidos caíram 14% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025, divulgou nesta quarta-feira (3) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Desde agosto do ano passado, quando começaram a vigorar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, as vendas para o mercado estadunidense vêm recuando. Apesar da queda, odiretor deEstatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, diz que os números ainda não permitemconcluir que houve umamu- dança estrutural na relação comercial entre os dois países. “Écedopara falar demudança estrutural. Fluxos no comércio exterior levam tempo para se adaptar, depende muito da compo- sição da pauta, tem bens sob encomenda que sofremchoquemaior, mas commodities e alimentos não, como é o caso de grande parte doperfil da pauta comEstadosUnidos, com petróleo, celulose, combustível, carne, café. Tem um momento de aumento de custo, pode ser que cause retratação do fluxo, mas pode retomar rapidamente”, afir- mou Brandão. Ele ressaltou que o ritmo de redução das exportações para os Estados Unidos tem diminuído nos últimos meses. “Tivemos a maior queda em outubro, de 35%. Em janeiro houve redução de 26%, e essa redução vem se arrefecendo ao longo dosmeses: 20%emfevereiro, 10%emmarço, 10% em abril e 14% emmaio”, declarou. Comércio comEUA Dados da Secretaria de Comércio Ex- terior (Secex) do Mdic mostram que o co- mércio bilateral perdeu força emmaio. Os principais números foram: • Exportações para os EUA: US$ 3,09 bilhões (-14%) • Importações dos EUA: US$ 3,21 bi- lhões (-11%) • Déficit comercial emmaio: US$ 121 milhões No acumulado de janeiro a maio: • Exportações: US$ 14,01 bilhões (- 16%) • Importações: US$ 15,48 bilhões (- 12,6%) • Déficit comercial: US$ 1,47 bilhão A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras também recuou, passando de 12% em maio de 2025 para 9,7% emmaio deste ano. China ganha espaço Enquanto os embarques para os Estados Unidos diminuíram, a China ampliou sua presença como principal destino das ex- portações brasileiras. Emmaio, as vendas para o país asiático cresceram9,5%, alcançandoUS$10,5bilhões. As importações avançaram24,2%, paraUS$ 6,8 bilhões. O resultado gerou superávit comercial de US$ 3,7 bilhões no mês. Nos cinco primeiros meses do ano: Exportações: US$ 43,26 bilhões • (+21,8%) Importações: US$ 30,76 bilhões • (+4,1%) Superávit: US$ 15,5 bilhões • Aparticipação chinesa na pauta expor- tadora brasileira passou de 32,1%para 32,9% no período. Petróleo emdestaque Brandão também atribuiu ao conflito no Oriente Médio o forte avanço das ex- portações de combustíveis derivados de pe- tróleo pela indústria de transformação. Segundo ele, os choques de oferta pro- vocados pela guerra elevaram os preços in- ternacionais e impulsionaram o valor ex- portado pelo Brasil. Emmaio: Exportações de óleos combustíveis • cresceram 75,2% em volume; Ovalor exportadoaumentou49,8%. • As exportações de petróleo bruto, no entanto, registraramqueda de 9,3%emvalor e retração de 42,1% no volume embarcado em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. ■ EXPORTAÇÕES PARA ESTADOS UNIDOS CAEM 14% EM MAIO COMÉRCIO V Foto/ Wilson Dias/Agência Brasil

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