Diário do Amapá - 09/06/2026

Besteirol O investidor Vladimir Timerman, da Esh Capital, aloprou. Citado na Coluna há dias por ser criticado por colegas da Av Faria Lima, enviou mensagens em tom de ameaças bobinhas e infantis, tal como seu perfil nas redes quando faz citações mirabolantes sobre terceiros. Mas não respondeu até agora os pedidos por e-mail e pelo whatsapp para uma posição sua sobre o publicado. Usa a artimanha equivocada de atacar para se defender. Reuso da água A gestão da água ganha espaço nas estratégias da indústria brasileira de latas de alumínio. Em meio às discussões da Semana do Meio Ambiente, empresas do setor ampliam investimentos tratamento e reuso, na economia circular e descarbonização, cita a Abralatas. Uma das empresas associadas trata cerca de 16 mil metros cúbicos de efluentes por mês e reaproveita aproximadamente 76% da água usada na produção. Silêncio conivente Há dias o Ibama não responde a reportagem: onde estão cocares apreendidos em operação coordenada pelo fiscal Roberto Cabral? Por que aplicar multas de R$ 100 mil a R$ 190 mil a pobres indígenas em lojas regularizadas na Feira da Torre em Brasília? E se ele está usando a equipe para fazer vídeos para sua pré-campanha a deputado federal . Cabral é filiado ao REDE e já disputou em 2022, sem sucesso. Quer vitrine. Lá ela! A advogada Ana Patrícia Dantas Leão soltou vídeo no Instagram criticando a OAB por não defendê-la: “Esta luta sem o apoio institucional tem sido muito penosa”. Mas a própria quer virar desembargadora com o apoio da Ordem pela vaga do Quinto. Advogada do Master, ela não atende aos pedidos de explicação sobre o quanto ganhou do banco de Daniel Vorcaro e que peças protocolou, já que atua no direito de família. Destrava! Com orçamentos contingenciados, as agências reguladoras estão na UTI. A ANTT travou no Piauí. Centenas de caminhoneiros estão retidos no Polo Empresarial Sul, em Teresina – alguns há semanas – porque a Agência precisa emitir Código Identificador da Operação de Transporte, e os fiscais batem cabeça. Com a nova fiscalização eletrônica, tem ocorrido a cada fiscal emitir uma multa a cada quatro minutos. Pink & Cérebro No mundo do crime e da trapaça muitos se escondem atrás de siglas. Uma empresa chamada “BDN” está se tornando famosa nos bastidores do Rio de Janeiro por supostos golpes em gente importante. Ela seria administrada por uma dupla conhecida como “Pink e Cérebro”, apelido recebido pelos mirabolantes planos e por querer passar as pessoas para trás. Tivemos acessos a alguns casos. Como no desenho animado do Pink e Cérebro, toda armação articulada pela BDN uma hora vem à tona. E quando a verdade aparece, as consequências chegam. De forma nada “Pacífica”, a conta sempre acaba cobrada. As autoridades, inclusive, já receberam informes da atuação da dupla. A Coluna não conseguiu contato com a BDN, e está com espaço aberto para uma posição. O Código Penal Brasileiro passa a incluir nesta segunda-feira (8) o exercício ilegal da me- dicina veterinária como crime. Pela legislação, aquele que exercer a profissão de médico veterinário sem autorização legal, ainda que de forma gratuita, está sujeito à pena de detenção de seis meses a dois anos. A norma modifica o Artigo 282 do Código Penal, que já trata do exercício irregular de profissões da área da saúde, como medicina, odontologia e far- mácia. Com a mudança, passa a incluir de forma expressa a medicina veterinária. Pena e agravantes O texto também estabelece agravantes para si- tuações em que a conduta resulte em consequências mais graves: Em caso de lesão corporal grave ou gravíssima • em pessoa, o autor responderá também pelos crimes correspondentes previstos no Código Penal; Se houver morte, a responsabilização inclui • o crime de homicídio; Quando a prática causar lesão ou morte de • animal, o infrator também responderá por crime ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambien- tais. Suspensão profissional Comete o mesmo crime o profissional que exercer a atividade durante período de suspensão ou após o cancelamento do registro ou habilitação profis- sional. ■ DETENÇÃO Lei torna crime exercício ilegal da medicina veterinária O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão tem- porária da imunização contra a den- gue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. A pasta informou que 42 pessoas apre- sentaram sintomas mais severos após a vaci- nação, sendo que três precisaramde internação e dois desses morreram. Oministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas. “Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Minis- tério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan apro- fundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa. “O Ministério da Saúde tem total con- fiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país. A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo labora- tório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde. Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram apli- cadas em todo o país. O imunizante foi in- corporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, oMinistério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na di- nâmica populacional da dengue. Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Na- cional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO). Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo. OMinistério da Saúde destaca que a de- cisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benef ício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue. A recomendação do sistema de farma- covigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco. Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização. ■ IMUNIZANTE MINISTÉRIO DA SAÚDE SUSPENDE VACINA CONTRA A DENGUE DO BUTANTAN V Foto/ Instituto Butantan/Divulgação ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 09 DE JUNHO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO V Foto/ Tânia Rêgo/Agência Brasil

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