Diário do Amapá - 10/06/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa O saldo da aplicação na caderneta de poupança subiu em maio deste ano, com registro de mais de- pósitos do que saques. As entradas superaram as saídas em R$ 2,6 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No mês passado, foram aplicados R$ 368,4 bilhões, contra saques de R$ 365,8 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,2 bilhões. O saldo da poupança é de pouco mais de R$ 1 trilhão. Esta é a primeira vez, neste ano, que a poupança tem entrada líquida. Nos últimos anos, a caderneta vem regis- trando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as re- tiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões. Nos primeiros cinco meses deste ano, a caderneta já acumula R$ 39,1 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Na última reunião, no mês de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC fez um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, pela segunda vez, para 14,5% ao ano. Apesar das tensões causadas pela guerra no Oriente Médio e das expectativas de inflação em alta, a autoridade monetária manteve o ciclo de redução da taxa básica, mas não deu pistas sobre a evolução dos juros. A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. ■ RENDIMENTOS Poupança tem entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio ● ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUARTA-FEIRA | 10 DE JUNHO DE 2026 A previsão domercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Con- sumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,09% para 5,11% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (8), pes- quisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) coma expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Com a guerra no Oriente Médio pres- sionando o preço dos combustíveis e a infla- ção, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima terceira semana seguida, estourando o intervalo dameta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ameta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Emabril, o preço dos alimentos pressio- nou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação. A inflação de maio será divulgada na próxima sexta-feira (12) pelo IBGE. Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,02% para 4,03%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectiva- mente. Taxa Selic Para alcançar ameta de inflação, oBanco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atual- mente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Po- lítica Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o cole- giado reduziuaSelic em0,25pontopercentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom. Emata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento, o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas demercado para a taxa básica até o fim de 2026 subiu de 13,25% ao ano para 13,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a fi- nalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e esti- mulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fa- tores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadim- plência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a ten- dência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e es- timulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletimdo Banco Cen- tral, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,9% para 1,91%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, omercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. No primeiro trimestre de 2026, a eco- nomia do país cresceu 1,1% na comparação como último trimestre de 2025. No acumu- lado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE. ■ MERCADO FINANCEIRO ELEVA PREVISÃO DA INFLAÇÃO PARA 5,11% ESTE ANO IPCA V Foto/ Joédson Alves/Agência Brasil
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