Diário do Amapá - 13/06/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 13 DE JUNHO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A possibilidade de exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial brasileira colocou o Amapá no centro de um dos debates mais importantes de sua história recente. As expectativas envolvem geração de empregos, atração de investimentos, fortalecimento da arrecadação pública e ampliação da infraestrutura regional. Entretanto, a experiência internacional demonstra que a existência de recursos naturais, por si só, não garante de- senvolvimento econômico sustentável. Ao longo da história, diversas regiões ricas em petróleo e recursos minerais enfrentaram dificuldades para transformar riqueza em me- lhoria efetiva da qualidade de vida da população. O principal diferencial entre os casos de sucesso e os de fracasso esteve menos na quantidade de recursos disponíveis e mais na capacidade das instituições de planejar, coordenar e admi- nistrar seus impactos. É nesse contexto que a Administração assume papel estratégico. Quando se fala em petróleo, é comum associar o tema às engenharias, às geociências e às questões ambientais. Contudo, a cadeia de petróleo e gás também depende de planejamento, logística, gestão de contratos, organização de fornecedores, administração fi- nanceira, governança pública e coordenação institucional. No caso do Amapá, os desafios vão além da exploração energética. Será necessário fortalecer capacidades locais de gestão, qualificar profissionais, estruturar cadeias produtivas, planejar investimentos e construir mecanismos de gover- nança capazes de transformar oportunidades econômicas em desen- volvimento regional duradouro. Mais do que discutir petróleo, o estado precisa discutir gestão. Afinal, a forma como os recursos serão administrados influenciará di- retamente os resultados econômicos e sociais produzidos nas próximas décadas. A participação dos profissionais da Administração nesse debate torna-se fundamental para contribuir com planejamento es- tratégico, gestão pública eficiente e desenvolvimento territorial. O verdadeiro desafio da Margem Equatorial não será apenas descobrir petróleo. Será construir as condições necessárias para que essa riqueza potencial se transforme em desenvolvimento sustentável para a população amapaense. ■ O papel da administração no futuro do Amapá Mais do que discutir petróleo, o estado precisa discutir gestão. Afinal, a forma como os recursos serão administrados influenciará diretamente os resultados econômicos e sociais produzidos nas próximas décadas. Presidente do CRA-AP HERÁCLITO MENDES Conselheira do CRA-AP MARIAWALKIRIA O "Dia dos Namorados", tem uma origem incerta, mas, no Brasil como co- nhecemos, surgiu em 1948 e foi idealizado pelo publicitário João Dória, por motivos comerciais. O objetivo era melhorar as vendas da loja pela qual ele foi contratado durante o mês de junho, que era considerado até então, um período de desaquecimento comercial. O dia 12 de junho foi escolhido por ser aquele que antecede a festa católica de Santo Antônio, conhecido como “o santo casamenteiro”. No restante dos países do mundo, esse dia é comemorado em 14 de fevereiro com o nome de "Valentine's Day". Esse dia costuma ser aquele, que apesar da questão comercial, é dedicado para as mais cativantes expressões de sentimento, onde os apaixonados, escrevem versos, dedicam músicas e relembram momentos. Os mais clássicos, enviam buquês de flores, com alguma lembrancinha carinhosa, enquanto os mais atualizados, fazem seus textos com fotos ou vídeos repletos de momentos felizes, postando-os em suas redes sociais. Mas, será que ainda existe amor verdadeiro, nessa geração onde tudo é muito célere, na qual os relacionamentos encerram na mesma velocidade que iniciam. Onde a fidelidade e longevidade conjugal, além de serem artigos muito raros, não são motivos de celebração na sociedade. Onde a felicidade do “eu” é mais importante que a do “nós”. Onde as músicas de “sofrência” que falam de traições, de separações ocupam os primeiros lugares nos hits mais ouvidos, sejam nas rádios ou nos aplicativos de músicas? Para que se tenha alguma conclusão nesse sentido é necessário conhecer o significado do amor verdadeiro. Poderia buscar esse conceito nos grandes escritores da literatura brasileira, onde certamente encontraria um significado repleto de palavras inspiradoras. Contudo, vou partir da premissa que o “amor verdadeiro” não é um sentimento, mas, uma decisão. Desse modo, não existe um lugar mais apropriado para encontrar esse amor, que nas páginas das Escrituras Sagradas. Das muitas descrições fornecidas pelas Escrituras, umas das que mais aprecio é a de João o apóstolo, pois, primeiramente ele diz que o “amor não é umsentimento, mas, uma pessoa”, quando declara: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. Em outra descrição em seu evangelho, o velho apóstolo, apresenta o amor como uma oferta inigualável, quando diz que: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Desse modo, ini- ciamos a construção do nosso entendimento de que o amor verdadeiro só pode ser encontrado em sua fonte, que é o próprio Deus. O apostolo Paulo, quando escreve a sua primeira carta aos coríntios, faz uma das mais belas descrições do verdadeiro amor. Nela, ele apresenta um conceito etimológico, a sua importância e as suas características. A palavra utilizada por ele para descrever o amor é a expressão grega “ágape” que significa “o amor que se doa, incondicional, que se entrega”. Quando fala de sua importância, destaca que o amor deve ser a base de tudo, pois, sem ele não importa quem sou, o que tenho, ou o que faço, mas, seria comparado a nada. Em seguida, Paulo destaca as características, ou as virtudes desse amor, ao dizer que: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Pode-se perceber a partir desse texto paulino, que existe uma confusão conceitual, pois, uma coisa é a paixão que está relacionada ao começo, ao imediato, ao intenso e ao externo, enquanto o amor, está relacionado, ao final, ao abundante e ao interno. A paixão é determinada pelo que não se ver e pelo que se sente, o amor por sua vez, é forjado apesar daquilo que se ver, e independente daquilo que se sente. Ou seja, a paixão esconde os defeitos, mas, o amor revela a essência. Evidentemente, que em um relacionamento saudável é necessária a presença da paixão, que aquece o coração, entrelaça as vidas e sentimentos, mas, é indispensável o amor, que torna essa chama duradoura e alicerça esse sentimento na rocha inabalável que é Cristo, tornando-se capaz de suportar qualquer coisa, em qualquer tempo. ■ O amor que tudo suporta Pode-se perceber a partir desse texto paulino, que existe uma confusão conceitual, pois, uma coisa é a paixão que está relacionada ao começo, ao imediato, ao intenso e ao externo, enquanto o amor, está relacionado, ao #nal, ao abundante e ao interno. A paixão é determinada pelo que não se ver e pelo que se sente, o amor por sua vez, é forjado apesar daquilo que se ver, e independente daquilo que se sente. E-mail: drrodrigolimajunior@gmail.com Teólogo, pedagogo e advogado RODRIGO LIMA JUNIOR
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