Diário do Amapá - 13/06/2026

Carga agradece A Associação das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas apresentou a membros do Executivo e Legislativo, em Brasília, Nota Técnica sobre os impactos da Reforma Tributária do Consumo no Regime de Tributação Simplificada (RTS). O estudo destaca a MP nº 1.357/26 como avanço, ao restabelecer a alíquota zero para remessas de até US$ 50 e essencial para o comércio internacional de pequeno porte. Arquitetura A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB será palco do lançamento do livro “Infraestrutura Urbana: Planejar e Projetar Cidades Mais Sustentáveis”, da professora Maria do Carmo de Lima Bezerra. Além da edição impressa, a obra, com prefácio da ministra Marina Silva, também estará disponível gratuita em formato digital. Será dia 17 a partir das 17h. Bolso do povo O Núcleo de Tratamento ao Superendividado (NTS) da Fundação Procon-SP realizou 703 acordos com base nos consumidores que registraram suas demandas em 2024 no NTS. Em 2025, foram feitos mil acordos, alta de (42%). A instituição apoia pessoas com dificuldades para quitar dívidas sem comprometer o necessário para a sobrevivência. Humanização energética Presidente da Âmbar Amazonas Energia, João Pilla revelou a jornalistas em Brasília que a atenção e diálogo das equipes chamadas para cortar ligações com inadimplência tem dado um retorno significativo na relação cliente-distribuidora. Segundo Pilla, 70% das contas em atraso são pagas na negociação presencial, na hora do corte. Essa humanização do atendimento abriu um novo capítulo no Estado. Terra legal Fazendeiros do sul da Bahia estão reforçando a segurança armada por causa de invasões de terras por indígenas – em alguns casos aliados a traficantes locais – com argumento de “retomada” de terras. Sem nexo ou provas. Recentemente uma vítima foi a Cosvar Agropecuária, que teve de recorrer ao STF para desocupação de invasores, a despeito de ter provas documentais de escritura desde 1843, de que não está em terra indígena. No chão Um cidadão brasiliense flagrou ontem um carteiro uniformizado caminhando de chinelos para entregar cartas e encomendas na região de Sobradinho. Questionado sobre o calçado, revelou que os Correios ainda não forneceram o coturno, por falta de verbas. Até poucos meses, durante quase toda a gestão de Lula da Silva III, o Correios era cabide de um grupo de advogados e juristas que “fez o L” durante a prisão do ex-presidente em Curitiba, e suas salas lotadas de deputados e senadores aliados atrás de contratos e verbas de patrocínio direto para eventos. A Corte de Cassação de Roma, instância máxima de apelação da Justiça italiana, publicou a íntegra da decisão em que negou a extradição ao Brasil da ex- deputada Carla Zambelli, condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão italiana diz respeito ao pedido de extradição feito pelo Brasil relativo ao caso de invasão aos sistemas ele- trônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime pelo qual foi considerada culpada pela Primeira Turma do Supremo, no ano passado. Para a Justiça italiana, há “diversos elementos” que trazem dúvida sobre a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo. Isso porque ele ocupou diferentes papéis ao longo do processo, sendo, além de juiz, o prejudicado pelo ato considerado criminoso. A decisão italiana afirma haver “insuficiência e ilogicidade da fundamentação em relação ao acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução na pessoa deM.A.D.M. [Ministro Alexandre de Moraes]”. A Corte de Cassação concluiu que Moraes atuou, nesse caso específico, “em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”. Pouco antes da condenação se tornar definitiva, Zambelli fugiu, em julho do ano passado, para os Estados Unidos e em seguida para a Itália, país do qual possui cidadania. Ela foi presa no país europeu para aguardar o julgamento do pedido de extradição feito pelo Brasil, mas acabou solta em maio deste ano, depois da decisão que rejeitou o procedimento. Há ainda, contudo, um segundo pedido de extradição em tramitação na Justiça italiana, ao aguardo de uma decisão da Corte de Cassação italiana. Esse caso diz respeito a uma condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal no episódio em que ela sacou um revólver e perseguiu um jor- nalista pelas ruas de São Paulo, em 2022. Acionados, o Supremo Tribunal Federal ou o gabinete do ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestaram sobre a decisão da Justiça italiana. ■ IMPARCIALIDADE Ao negar extradição de Zambelli, Justiça italiana cita Moraes C erca de 30 mil crianças com algum tipo de malformação no coração nascem no Brasil a cada ano, se- gundo o Ministério da Saúde. Nesta sex- ta-feira (12), quando se celebra o Dia Na- cional de Conscientização sobre a Car- diopatia Congênita, a coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Car- diologia (INC), Renata Mattos, destaca que o acesso ao diagnóstico está aumen- tando no país. “Aqui, na Região Sudeste, a gente tem mais acesso do que na Região Norte, por exemplo. Mas, de forma geral, a gente vê que o diagnóstico está sendo feito e o acesso ao tratamento está cada vez melhor”, avalia a cardiologista pediátrica, que é es- pecialista em hemodinâmica de cardio- patias congênitas. Considerada uma das principais causas de mortalidade infantil por malformações, a condição exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado para au- mentar as chances de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes. A estimativa mundial é que em torno de 1% de todas as crianças nascidas vivas vão ter algum tipo de cardiopatia, sendo que, desse total, 30% precisam de atenção logo na primeira infância. Renata Mattos explicou à Agência Brasil que o nome cardiopatia congênita engloba várias doenças, com diferentes níveis de gravidade. “É qualquer malformação no coração da criança que acontece quando o bebê está se formando ainda dentro da barriga da mãe. Então, o coração se forma com algum tipo de estrutura errada”. Diagnóstico fetal A cardiologista pediátrica explica que, quando o problema é detectado ainda dentro da barriga da mãe, durante a ges- tação, é possível que haja cirurgias para corrigi-lo em alguns casos. Entretanto, é raro que haja indicação para tal. “Na grande maioria das vezes, quando a gente faz o diagnóstico ainda dentro da barriga, no feto, isso serve principalmente para a gente planejar como vai ser o fim da gestação, como vai ser o parto”. Se, por exemplo, se detecta um tipo de cardiopatia que pode precisar de trata- mento assim que o bebê nascer, esse parto precisa ocorrer em um lugar que tenha uma UTI, para que seja realizada uma ci- rurgia ou cateterismo. Já se for uma doença menos grave, a mãe pode seguir a gestação normalmente e ter o parto como estava planejado. Em algumas doenças muito graves, se não houver tratamento nos primeiros dias de vida, o bebê pode não sobreviver. Já as cardiopatias menos graves podem apre- sentar sintomas ou alguma repercussão mais tarde. ■ SAÚDE DIAGNOSTICAR CARDIOPATIAS CONGÊNITAS CEDO AUMENTA QUALIDADE DE VIDA V Foto/ visoot/ Adobe Stock ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 13 DE JUNHO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO V Foto/ Divulgação/Agência Brasil - Foto de agência dos Correios

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