Diário do Amapá - 14 e 15/06/2026

POLÍCIA | POLÍCIA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 14 E 15 DE JUNHO DE 2026 15 FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa DOUGLAS LIMA EDITOR A gentes da Delegacia de Ho- micídios e de Proteção à Pes- soa (DHPP) encontraram o corpo de um homem, de 44 anos de idade, que estava desaparecido há três meses. O trabalho da polícia iniciou com o registro do boletim de ocorrência no dia 12 de março deste ano, quando a companheira da vítima compareceu à unidade alegando que seu esposo estava desaparecido desde o dia 9. A mulher afirmou que seu marido tinha saído de madrugada em um carro desconhecido para ‘passarinhar’ e com ele estava uma ave da espécie curió de grande valor. O Núcleo de Pessoas Desaparecidas daDHPP iniciou de imediato as diligências em busca do paradeiro da vítima. Segundo o delegado José Mario Carneiro, após o processo investigativo, foi possível localizar o corpo da vítima na proximidade domunicípio de Porto Grande, acerca de cem quilômetros de distância da capital. Umdos indivíduos envolvidos, que estava coma vítima durante o ocorrido, alegou que se se tratou de umacidente. A vítima teria encostado em um fio elétrico e veio a óbito. O homem está sob investigação e também é considerado um suspeito, haja vista que após o suposto acidente ele não comunicou ninguém do ocor- rido e levou o celular da vítima, ven- dendo o aparelho por R$ 120. “Este é um trabalho complexo do Núcleo de Pessoas Desaparecidas. In- felizmente, a vítima já tinha vindo a óbito, mas a polícia continua sua in- vestigação a fimde esclarecer os fatos. Pode se tratar de um acidente, mas também pode ter ocorrido um homi- cídio. Sempre é bom lembrar que o cidadão pode contribuir como trabalho da polícia registrando as ocorrências ou denunciando de forma anônima nos canais oficiais. Em caso de pessoa desaparecida, quanto antes denunciar, melhor”, afirmou o delegado. ■ A Operação Mulher Segura regis- trou 46 prisões em flagrante concedeu 71 medidas protetivas em apenas 15 dias, em Macapá. A ini- ciativa é do Ministério da Justiça, mi- nistrada no estado pela Sejusp, onde todos os órgãos de segurança estão envolvidos. Em vigor desde 1 junho, as ações, que são desenvolvidas em ciclo, seguem até dezembro. Para saber do andamento das ope- rações e do cenário da violência contra a mulher no Amapá, o programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9) ouviu a de- legada de polícia civil Sandra Dantas e a policial penal Valdirene Amorim. Segundo a delegada, o Amapá é o estado com a menor taxa de feminicídio do país, e uma das causas desse cenário, além da atuação vigorosa da segurança pública, é o uso de tornozeleira ele- trônica pelos agressores. “Infelizmente, a falta desse equi- pamento tem deixado os agressores sem vigilância em vários estados. No entanto, caminhamos na contramão dessa crise. Hoje podemos assegurar que nenhuma mulher amapaense ficará desprotegida por falta de estoque de ou logística na instalação imediata desse equipamento”, esclareceu Valdi- rene Amorim, acrescentando que além da tornozeleira o botão de pânico para as vítimas tem se mostrado uma fer- ramenta eficaz no combate à violên- cia. Acerca dos agressores, a delegada Sandra Dantas atentou que em casos de flagrante o agressor vai para a cus- tódia. “Isso é um crime grave, a Justiça não afrouxa para violência doméstica, vai preso sim”, alertou. Por fim, as autoridades policiais informaram que a violência contra mulher não é configurada somente por agressões, mas também na parte patrimonial e psicológica, e que em vários casos essas fases antecedem o feminicídio. Além do caráter punitivo, Sandra informou que a Operação Mu- lher Segura promove palestras para ajudar as mulheres a romperem o ciclo de violência. ■ OPERAÇÃO MULHER SEGURA PRENDE 46 AGRESSORES EM 15 DIAS ACIDENTE AÇÃO HOMEM É ENCONTRADO MORTO APÓS TRÊS MESES DESAPARECIDO J anilson Quadros de Al- meida, autor do femi- nicídio que vitimou a amapaense Daniella de Lorena Pelaes, foi condenado a 39 anos, 9 meses e 22 dias de pri- são em regime inicialmente fechado. Ele foi considerado culpado pela morte da ex-com- panheira, assassinada a facadas em um condomínio do Jardim Botânico, no Distrito Federal. O crime aconteceu emmaio de 2024. Daniella tinha 46 anos de idade, era funcionária da Telebras e tinha três filhos me- nores, os quais presenciaram o crime. O réu também foi sentenciado a pagar R$ 50 mil de indenização. As investigações demons- traram que Janilson tinha ati- tudes ciumentas, possessivas e controladoras e não aceitava o fim do relacionamento, o que aumentou a gravidade da conduta. Daniella e Janilson estavam separados há mais de um ano, quando ela e os filhos se mu- daram do Amapá para Brasília. Dois meses antes crime, eles haviam conseguido uma me- dida protetiva contra o sus- peito. Porém, no início de maio, Daniella retirou o pedido por- que o agressor alegou que havia mudado e que queria visitar o filho de três anos com mais frequência. Segundo as investigações, no dia do fato Jailson mandou mensagem para a ex para ver o filho. Mas, devido ao horário Daniella, não permitiu. Mesmo assim, Janilson foi ao condo- mínio, passou normalmente pela cancela, já que tinha aces- so de morador, e arrombou a casa. Após o feminicídio, ele ten- tou se matar, mas foi socorrido e preso em flagrante no Hos- pital de Base. ■ JULGAMENTO AUTOR DE FEMINICÍDIO EM DANIELLA PELAES É CONDENADO A MAIS DE 39 ANOS DE PRISÃO Crime aconteceu emmaio de 2024; vítima tinha 46 anos de idade, era funcionária da Telebras e deixou os três filhos menores que presenciaram o crime

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