Diário do Amapá - 14 e 15/06/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa Os estados-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovaram, nesta sexta-feira (12), um inédito acordo para promover o trabalho decente nas plataformas digitais. A nova Convenção Internacional Sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas é uma tentativa da OIT de estabelecer um primeiro conjunto de regras mí- nimas globais para proteger prestadores de serviço con- tratados por meio de aplicativos digitais que conectam clientes a profissionais autônomos. O texto aprovado define o conceito de plataformas digitais de trabalho, bem como o de trabalhadores destes aplicativos. Estabelece diretrizes para garantir os direitos dos trabalhadores, aplicáveis a todas as empresas que operem nos países que ratificarem a adesão à convenção, além de admitir que, embora gere oportunidades de em- prego e renda, a modalidade de trabalho também produz desafios socioeconômicos que precisam ser enfrentados em nível mundial. Os signatários do acordo deverão respeitar e promover, entre o segmento, as liberdades de associação e sindical e o direito à negociação coletiva e às condições de trabalho seguro e saudável, buscando prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Também devem possibilitar que todo profissional receba ao menos o equivalente a um salário mínimo local, sem levar em conta eventuais gorjetas ou comissões. Os estados-membros que ratificarem o acordo também se comprometem a adotar as ações necessárias para eli- minar, da Economia de Plataformas, as formas de trabalho infantil, degradante e análogo à escravidão e toda forma de discriminação ocupacional. E a promover mecanismos para contestação de decisões e a estabelecer a obrigato- riedade de os trabalhadores serem de alguma forma compensados por eventuais gastos relacionados à prestação do serviço ofertado. "Este é um momento histórico”, informou a OIT, ao se referir ao texto aprovado esta manhã, pouco antes do encerramento da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça. “Esta primeira norma internacional do trabalho sobre a economia de plataformas representa um passo impor- tante para abordar um segmento do mundo do trabalho em rápida evolução”, acrescentou a organização. ■ REGRAS GLOBAIS OIT aprova acordo por condições decentes a trabalhadores de apps ● ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 14 E 15 DE JUNHO DE 2026 A concorrência com o etanol e ações do governo para subsidiar combus- tíveis fizeram a gasolina ficar mais barata nos postos. Emmaio, o preço recuou 1,46%, representando o produto que mais puxou para baixo a inflação oficial do mês. O Índice Nacional de Preços ao Consu- midor Amplo (IPCA) de maio ficou em 0,58%, conformedivulgouo InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sex- ta-feira (12). O comportamento do preço da gasolina significou impacto de -0,08 ponto percentual (p.p.) no IPCA do mês. A queda segue dois meses de alta, pro- vocada pelo conflito no Oriente Médio, que causou disrupção na cadeia internacional do petróleo, encarecendo derivados como a ga- solina e o óleo diesel em praticamente todo o mundo. Oanalista do IBGE FernandoGonçalves aponta que o etanol ficou 6,2% mais barato emmaio, sendo o segundo produto quemais puxou para baixo o IPCA. “Caiu por conta de uma disponibilidade maior”, contextuali- za. Gonçalves explica que o produto está mais rentável e isso faz comque os produtores disponibilizem a safra de cana mais para a produção do etanol em detrimento ao açú- car. Commais etanol no mercado, menor o preço de venda. “Com etanol mais barato, a gasolina, por concorrência, acaba também reduzindo o preço”, completa. O Brasil tem grande parte da frota de automóveis flex, o que permite o motorista escolher entre gasolina ou etanol na hora em que chega ao posto de combustível. Subvenção Ooutro elemento que ajudou a derrubar o preço da gasolina é a política de subvenção adotada pelo governo, uma espécie de reem- bolso para produtores e importadores do combustível. Amedida é uma das formas de o governo evitar que a escalada no custo dos derivados de petróleo cause choque de preços no Bra- sil. A subvenção, atualmente em R$ 0,44 por litro, é o valor que o governo paga aos agentes domercado, em troca do repasse do “desconto” aos consumidores finais. Na prática, é como se o governo devol- vesse às refinarias e importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combus- tíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) eContribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). A medida contribuiu para diminuir o impacto de um aumento recente anunciado pelaPetrobras, principal produtorade gasolina do país. A estatal reajustou o preço em R$ 0,48, mas apenas o valor de R$ 0,04 foi re- passado ao consumidor. Diesel Apolítica de subvenção tambémfoi apli- cada ao óleo diesel, majoritariamente usado por caminhões e ônibus. Em maio, o IBGE apurou recuo de 2,34%, sendo o quarto pro- duto que mais puxou a inflação para baixo. Em março, primeiro mês de guerra no Oriente Médio, o combustível subiu 13,9%. Em abril, 4,46%. No diesel, a subvenção chegou a R$ 1,52 por litro pago aos importadores e R$ 1,12 aos produtores emmaio. Frete ainda pesa Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o de transportes ─ que inclui os combustíveis ─ foi o único que apresentou deflação em maio, ou seja, na média, ficou mais barato (-0,46%). Apesar desse comportamento, o frete ainda pesou no mês e ajudou os alimentos a subirem 1,33%, sendo o maior impacto de alta no IPCA de maio (0,29 p.p.) “O frete caiu, mas ainda está onerando o preço dos alimentos”, diz Gonçalves. ■ CONCORRÊNCIA DO ETANOL E SUBVENÇÃO FAZEM PREÇO DA GASOLINA CAIR COMPORTAMENTO POSITIVO V Foto/ Rovena Rosa/Agência Brasil
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