Diário do Amapá - 16/06/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa Os estados-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovaram, nesta sexta-feira (12), um inédito acordo para promover o trabalho decente nas plataformas digitais. A nova Convenção Internacional Sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas é uma tentativa da OITde estabelecer umprimeiro conjunto de regrasmínimas globais para proteger prestadores de serviço contratados por meio de aplicativos digitais que conectamclientes a pro- fissionais autônomos. O texto aprovado define o conceito de plataformas digitais de trabalho, bem como o de trabalhadores destes aplicativos. Estabelece diretrizes para garantir os direitos dos trabalhadores, aplicáveis a todas as empresas que operem nos países que ratificarem a adesão à convenção, além de admitir que, embora gere oportunidades de emprego e renda, a modalidade de trabalho também produz desafios socioeconômicos que precisam ser enfrentados em nível mundial. Os signatários do acordo deverão respeitar e promover, entre o segmento, as liberdades de associação e sindical e o direito à negociação coletiva e às condições de trabalho seguro e saudável, buscando prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Também devem possibilitar que todo profissional receba aomenos o equivalente a umsalário mínimo local, sem levar em conta eventuais gorjetas ou co- missões. Os estados-membros que ratificarem o acordo também se comprometema adotar as ações necessárias para eliminar, da Economia de Plataformas, as formas de trabalho infantil, degradante e análogo à escravidão e toda forma de discrimi- naçãoocupacional. Eapromovermecanismos para contestação dedecisões e a estabelecer aobrigatoriedadedeos trabalhadores serem de alguma forma compensados por eventuais gastos relacionados à prestação do serviço ofertado. "Este é um momento histórico”, informou a OIT, ao se referir ao texto aprovado esta manhã, pouco antes do encer- ramento da Conferência Internacional do Trabalho, emGe- nebra, na Suíça. ■ REGRAS GLOBAIS OIT aprova acordo por condições decentes a trabalhadores de apps ● ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 TERÇA-FEIRA | 16 DE JUNHO DE 2026 P ela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), omercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano. A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divul- gada semanalmente pelo BC com a ex- pectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano. O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a pre- visão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste en- contro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. OCopom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de com- bustíveis e de alimentos pressionando a inflação. A reunião do Copom ocorre nesta terça (16) e quarta-feira (17). Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade eco- nômica. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas tambémpodemdificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de ina- dimplência, lucro e despesas administra- tivas. Inflação A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Con- sumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,11% para 5,3% este ano. Com as pressões econô- micas da guerra no Oriente Médio, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida, es- tourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo ConselhoMonetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com in- tervalo de tolerância de 1,5 ponto per- centual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Emmaio, o preço dos alimentos pres- sionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação. Para 2027, a projeção da inflação pas- sou de 4,03% para 4,1%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,68% e 3,5%, res- pectivamente. ■ MERCADO FINANCEIRO ELEVA PREVISÃO DA SELIC PARA 13,75% AO ANO JUROS V Foto/ Marcello Casal JrAgência Brasil
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