Diário do Amapá - 18/06/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 18 DE JUNHO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA M ais importante agente educacional na cadeia do processo ensino-aprendizagem, o professor é preparado em gra- duação no ensino superior, exigência legal, para desem- penhar alguns papéis, o principal, e mais alguns acessórios, não menos de destaque, para o exercício do magistério. A princípio, o professor é formador de pessoas, seres humanos, numa linha tão elevada e única, de grande responsabilidade ética, moral, e instrumental. Cabe ao professor preparar, iniciar, desenvolver, fechar a di- nâmica dos passos escalados para a realização das tarefas educativas (formativas) na escola, tal como planejado, com os ajustes e reajustes, porventura identificados na atividade dos planejamentos dos conhecimentos, conteúdos, teorias e práticas, na consecução das finalidades escolares. Nesses exercícios o professor elabora e realiza o mais importante sinal do papel de líder. Modelo, exemplo, são os papeis subja- centes, mas integrados pela natureza das suas atividades letivas. Bem como papeis paternais, amigáveis, fraternais, a tal desce a humildade do professor, quanto mais pre- parado, maior sua sensibilidade sobre sen- timentos mais nobres. Quanto mais instruído é o professor, maior sua consciência e co- nhecimento dos perfis de seus alunos, com isso aumentando significativamente suas possibilidades de bem ajudar no desenvol- vimento individual dos seus alunos. Penso ser desejo de todo bom professor o de seus alunos o superarem. Grande será sua re- compensa ética, moral, dignificante, grati- ficante. Alunos não esquecem o bom pro- fessor. Todo bom relacionamento professor- aluno se dá de forma presencial. É nessa convivência pessoal, presencial, direta, que se dão os melhores momentos de en- sino-aprendizagem. Clima levado para o ambiente de sala de aula, torna-se mais perfeito para resultados mais efetivos, reais, perceptíveis por ambas as partes. É esse cenário que deve ser levado no processo de ensinar conheci- mentos, ensinar a estudar, ensinar a pensar, ensinar a ser inde- pendente no caminho à auto-educação. Pena que as mudanças no mundo, de forma abrangente, todos os setores da vida são atingidos. Bem mais dif ícil hoje os encontros presenciais nas relações de ensino-aprendizagem. Avanços nas tecnologias da informação e comunicação são obstáculos para essas práticas. Na educação escolar encontramos a modalidade de educação a distância – ead, com sérios riscos ao progresso dos alunos. Urge ser tentado saídas para que o professor continue sendo indispensável nas atividades letivas. Papel maior do professor é o de facilitador no processo de ensinar a aprender. ■ Papeis do professor E-mail: fmrdidaxus@gmail.com Especialista em Educação Todo bom relacionamento professor-aluno se dá de forma presencial. É nessa convivência pessoal, presencial, direta, que se dão os melhores momentos de ensino- aprendizagem. FERNANDO MACIEL N o início de dezembro, escrevi ao Presidente Lula propondo um novo Proálcool. Fiquei obcecado pelo rendimento de uma célula etanol apresentada dias antes pelos bolsistas PCI (Programa de Capacitação Institucional) do INPE. O Instituto desenvolve uma célula de etanol (gera eletricidade diretamente por reações ele- trolíticas), com uma eficiência de 70%. Algo espetacular, já que um motor a combustão não chega a 30%, ou seja, mais que o dobro. Se um carro comum faz 10 km/l, um carro elétrico com célula de etanol faria mais de 23 km/l. O PCI é um programa patrocinado pelo MCTIC e operacionalizado pelo CNPq com vistas a fomentar a capacitação técnica, científica e de inovação das Unidades de Pesquisas ligadas ao MCTIC como o INPE. Eu sou responsável pelos bolsistas da Ciência e Tecnologia Es- paciais. Tomei a liberdade de sugerir ao presidente Lula repetir a ideia do Motor a Álcool Brasileiro, quando o presidente Geisel encomendou ao CTA (Centro Técnico Aeroespacial) fazer estudos técnicos sobre o etanol que permitiram que o governo mais tarde criasse o Proálcool logo após a crise do petróleo em 1973. De 1973 a 1976, realizaram experiências com diversos tipos de motores adaptando-os para o uso do etanol combustível. Em 1975, apresentou os resultados de seus estudos ao presidente Ernesto Geisel, fato que levou o go- verno brasileiro a criar o programa de substi- tuição de combustíveis derivados de petróleo por álcool. Até 1976, o CTA adaptou e testou motores de diversos fabricantes. A situação atual está mais fácil, pois há di- versos institutos federais e estaduais, além das indústrias automobilísticas, estudando e testando células de etanol, como meus colegas do INPE. O governo federal deveria apadrinhar o novo carro a etanol, mais eficiente e bem menos po- luente. Os Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Indústria poderiam gerir. A necessidade de dinheiro para a pesquisa já está até suprida no orçamento e, posteriormente, incentivos para a fabricação e venda na forma de emprés- timo é dinheiro que volta ao Erário. A Revista Pesquisa da Fapesp vem divulgando diversas pesquisas brasileiras sobre o assunto. Uma parceria entre a montadora japonesa Nissan e o Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) desenvolve uma tecnologia da célula a combustível a etanol, que permite abastecer o veículo com esse combustível em qualquer posto do país, como já ocorre hoje. Um consórcio de empresas reunindo as multinacionais Mercedes- Benz, Stellantis (Fiat, Chrysler, Opel, Peugeot e Citroën), Bosch, Umicore e a brasileira Ipiranga, estabeleceu dois acordos de parceria com o Ipen para o desenvolvimento de células a combustível de baixa temperatura, que opera por volta de 100º C, para o aproveitamento do etanol como combustível de carros elétricos. Outro consórcio, formado por Volkswagen, Stellantis, Toyota, Ford, Shell, Bosch, AVL e a brasileira Caoa, também fechou um contrato de parceria com a Unicamp para desenvolver células a com- bustível a etanol, apoiado pela FAPESP e Finep. Já temos todos os ingredientes para fazer no Brasil um projeto de sucesso. ■ Outro consórcio, formado por Volkswagen, Stellantis, Toyota, Ford, Shell, Bosch, AVL e a brasileira Caoa, também fechou um contrato de parceria com a Unicamp para desenvolver células a combustível a etanol, apoiado pela FAPESP e Finep. Um Novo Projeto de Motor a Álcool MARIO EUGENIO E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior do INPE
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