Diário do Amapá - 18/06/2026
POLÍTICA | POLÍTICA | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa 8 QUINTA-FEIRA | 18 DE JUNHO DE 2026 Desabafo Presidente do Senado garantiu inocência e afirmou que adotará as medidas cabíveis diante da ofensa à sua honra O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nesta terça-feira (16) que nunca recebeu qualquer quantia emcontas noBrasil ouno exterior. Ele disse que a recente matéria da revista Veja ligando-o ao caso Master é falsa e foi inventada com o intuitode prejudicá-lo. Ele acres- centou que não aceitará intimi- dação, ameaça ou chantagem. Os senadores presentes no Plenário prestaram solidariedade ao pre- sidente da Casa e também recha- çaramas acusações, que já haviam sido refutadas por Davi em nota oficial. —Eu repudio, com toda a fir- meza e com toda a indignação, o conteúdo dessa matéria. Jamais recebi aqueles valores, ou outros quaisquer, noBrasil ouno exterior, por qualquer motivo que seja. São alegações inteiramente falsas, com a única e aparente intenção de arrastar para a lama o meu nome, a minha honra, a minha reputação. Vou repetir a Vossas Excelências: jamais recebi quais- quer valores em contas no Brasil ou no exterior. Isso, absoluta- mente, nunca aconteceu. Faço questão de afirmar isso para tran- quilizar esta Casa, os senadores e as senadoras da República e a sociedade brasileira — afirmou Davi. O presidente do Senado, que tambémpreside o CongressoNa- cional, disse que uma acusação tão grave contra um chefe de Po- der não pode ser publicada sem provas ou evidências. Ele reafir- mou que a acusação é falsa e que tomará todas as medidas para se defender, caso a denúncia real- mente faça parte da segunda ten- tativa de colaboração premiada do ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, que está preso. — O mal já está feito. Nos resta agora investigar a fundo os fundamentos dessas alegações. Se elas, de fato, constarem do acordo de colaboração, se elas, de fato, partiram do colaborador e de sua defesa, tomaremos todas as medidas cabíveis para nos de- fendermos dessas acusações. Nes- sa hipótese, caberá a mim de- monstrar a falsidade desta nar- rativa e compreender porque um fato inexistente foi levado às au- toridades — disse. ParaDavi, a acusação sempro- vas é um fato ainda mais grave se não constar na tentativa de cola- boração de Vorcaro. — Se esse fato sequer constar de um acordo de colaboração, se não tiver sido dito pelo colabo- rador, por sua defesa ou pela au- toridade responsável pela con- dução desse procedimento, então estaremos diante de uma situação muitomais grave. Porque não es- taremos diante apenas de uma acusação falsa contra o Presidente do Senado Federal. Estaremos diante da invenção de um fato inexistente e da tentativa de atri- buir esse fato a umprocedimento oficial para lhe conferir aparência de verdade — alertou. ■ PRONUNCIAMENTO P ON DAVI ALCOLUMBRE REBATE ACUSAÇÃO E DIZ QUE VAI AGIR PARA ESCLARECER DENÚNCIA pl Gilvam Borges desiste da ação movida contra Antônio Furlan e Mário Neto O ex-senador Gilvam Borges re- quereu desistência do Agravo em Recurso Especial no qual ele pede a cassação e inelegibilidade do ex-prefeito Antônio Furlan e do vice-prefeito afastado Mário Neto, pro- cesso que está sendo julgado pelo Tri- bunal Superior Eleitoral (TSE), onde o resultado parcial é de 2 votos a 1 contra os dois. A desistência de Gilvam vem dias depois de um encontro com o ex- prefeito. Ao mudar de ideia, Gilvam Borges alega “ausência de gravidade na conduta dos agravados (Furlan e Mário Neto) foi atestada pelo Tribunal Regional Elei- toral do Amapá, à unanimidade, com base em premissas fáticas que redun- daram na não configuração do aludido protagonismo direito do candidato An- tônio Furlan na inauguração de estrutura provisória vinculada a evento cultural tradicional e a sua divulgação por meio de redes sociais pessoais, sem conteúdo eleitoral explícito ou uso de recursos públicos para promoção pessoal, não caracterizam conduta vedada ou abuso de poder político, quando ausente gra- vidade apta a comprometer a normali- dade e legitimidade do pleito”. De acordo com o escritório de ad- vocacia Silveira Cruz, do Distrito Fe- deral, concluiu-se que: “deve ser pri- vilegiada a vontade dos eleitores que os escolheram para ocupar a chefia do Poder Executivo do Município”, de modo que “as circunstâncias do caso concreto não autorizam a cas- sação dos mandatos”. Frente a esse cenário e em atenção à jurisprudência da Corte e ao parecer do MPE resta ao agravante (Gilvam) a desistência do recurso em questão. ■ REQUERIMENTO E m pronunciamento no Plenário na terça-feira (16), o senador Lucas Barreto (PSD-AP) defen- deu um projeto de lei de sua autoria, o PL 3.101/2022, que extingue a Re- serva Nacional do Cobre e Associados – Renca, localizada entre os estados do Amapá e do Pará. Segundo ele, a região concentra ja- zidas estratégicas de cobre, fósforo, titânio e terras raras, com potencial para impulsionar o desenvolvimento econômico da região, gerar empregos e reduzir a dependência brasileira de insumos importados. Lucas Barreto afirmou que o Brasil não pode ignorar riquezas minerais estimadas, de acordo com o senador, em mais de US$ 1 trilhão. Para ele, existe um “paradoxo amazônico”: ape- sar de concentrar grandes riquezas naturais e minerais, a região continua convivendo com pobreza e baixo de- senvolvimento econômico devido às restrições ao aproveitamento desses recursos. O senador também ressaltou que é necessário agregar valor à produção mineral por meio de investimentos em pesquisa. Ele reiterou que a ex- ploração de recursos naturais deve estar associada à geração de emprego, renda e bem-estar social para a popu- lação amazônica. —Não basta apenas extrair minério. É necessário investir em ciência, tec- nologia e inovação para transformar essas riquezas em emprego, renda, de- senvolvimento e bem-estar social. ■ DISCURSO Lucas Barreto quer fim de reserva para permitir exploração mineral na Região Norte
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