Diário do Amapá - 25/06/2026
CIDADES QUINTA-FEIRA | 25 DE JUNHO DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa N esta quarta-feira, 24, o Go- verno do Estado entregou a Es- cola Estadual Professor Lauro de Carvalho Chaves, localizada no bairro doMuca. Com investimento de mais de oito milhões de reais, a uni- dade foi reconstruída e conta com novos espaços, quadra, cozinha equi- pada, mobiliários e equipamentos pe- dagógicos. “Nós preservamos a estrutura f í- sica, algumas paredes, o resto tudo foi feito novo. É uma escola nova, bonita, grande, arejada, e que recebe uma ocupação com muito zelo, muito equipada, commuita tecnologia, com tudo que uma escola precisa para cumprir o seu papel para as crianças e jovens aqui do bairro do Muca, espe- cialmente, e de toda a região aqui”, pontuou o governador do Amapá, Clécio Luís. Ogestor detalhou que esta foi a 47ª unidade escolar entregue dentre as es- colas construídas e reconstruídas, que com isso o principal objetivo é a per- manência do aluno nos estudos. “Nós utilizamos tudo o que era possível utilizar para trazer o aluno de volta, para manter as taxas de perma- nência, melhorar todos os nossos in- dicadores. E isso acontece na prática. Melhorar a vida das pessoas é a base para que as pessoas cresçam, as crian- ças e jovens possam se desenvolver”, disse Clécio Luís. O investimento nas unidades edu- cacionais nos últimos três anos soma 102 milhões, com a preocupação de para além da estrutura f ísica trazer novas tecnologias de aprendizagem, explicou a secretária estasual de edu- cação, Simone Guedes. “Não é somente um investimento nos livros didáticos que fazem parte do processo, mas a conectividade. O governo insiste em tratar da educação como umprocesso que precisa buscar novas metodologias que possam faci- litar o processo de ensino, que está no professor e no aluno, e no processo de aprendizagem”, explicou a secretária. Ao todo mais de setecentos alu- nos dos Ensino Fundamental II, En- sino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA) serão beneficiados com a entrega. ■ EDUCAÇÃO A 2ª edição do projeto ELAS, em Macapá, garante um espaço exclusivo dedicado ao fomento de negócios li- derados pormulheres, indomuito alémda programa- ção de palestras. A feira de exposições reúne estandes de artesanato, alimentação e apresentação de empresas locais, criando um ambiente favorável para a geração de renda e a valorização do protagonismo feminino em todo o estado. O local funciona como uma vitrine e um ponto estraté- gico de conexão. A estrutura permite fortalecer as relações empreendedoras – networking -, facilitando o diálogo, a troca de experiências e a criação de novas parcerias comer- ciais. É a oportunidade ideal para dar visibilidade tanto aos talentos do interior do estado quanto aos novos negócios que buscam espaço no mercado. Talentos de Tartarugalzinho A força do artesanato amapaense está representada pelas mãos de mulheres vindas de outros municípios para expor no evento. A artesã Joana Batista Rodrigues, integrante da Associação de Mulheres e Artesãos de Tartarugalzinho (Amat), trouxe domunicípio uma grande variedade de peças, incluindo biojoias, cestarias, crochê e roupas confeccionadas com sementes nativas. Em sua primeira participação, Joana agradeceu pela oportunidade demostrar seu trabalho durante o evento, que coincidiu com uma data especial. ■ ELAS 2026 A Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou na terça-feira, 23, juntamente com o Pacto pela Superação do Analfabetismo e Qualificação de Educação de Jovens e Adultos – EJA, o III Fórum de Partilha: Diálogos que Transformam, o qual teve como temática principal: “Educação Popular, Territorialidade Amazônicas e Práxis Edu- cativa na EJA. O evento teve como objetivo promover um espaço de diá- logo, formação e socialização de experiências pedagógicas exi- tosas desenvolvidas na EJA, fortalecendo práticas educativas inclusivas, humanizadas e contextualizadas às realidades ama- zônicas. Além disso, também buscou incentivar a formação con- tinuada dos profissionais da educação, valorizando os saberes e as experiências dos educandos e educadores, fortalecendo a coo- peração entre os municípios participantes. A programação contemplou palestra magna, momentos de diálogo, partilhas de práticas pedagógicas desenvolvidas nos di- ferentes segmentos da EJA, e apresentação de experiências edu- cacionais, proporcionando um ambiente de reflexão, aprendizagem e construção coletiva de conhecimentos. De acordo com a coordenadora pedagógica Fabiana Feleol, este é um momento muito importante para que os profissionais da educação socializem experiências e conhecimento. ■ Feira de exposições conecta empreendedoras e impulsiona a geração de renda Prefeitura de Macapá realiza III Fórum de Partilha EJA GOVERNO ENTREGA ESCOLA LAURO CHAVES COM ESTRUTURA REVITALIZADA 47ª INAUGURADA A jornalista, escritora e pesquisadora Rosane Borges defendeu a valorização dos saberes ancestrais, das experiências periféricas e do protagonismo amazô- nico durante fala nesta quarta-feira no programa ‘LuizMe- loEntrevista’ (Diário FM 90,9). Convidada para participar do segundo dia do evento “Elas – Encontro de Lideranças Femininas do Amapá”, Ro- sane refletiu sobre comunicação, construção de narrativas, justiça social e os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade contemporânea. Natural de São Luís, no Maranhão, Rosane destacou a conexão histórica e cultural entre os territórios amazônicos e lembrou suas passagens anteriores pelo estado. “São Luís é a Amazônia Negra e biológica. Então, tem algo que nos une”, afirmou. Reconhecida nacionalmente pelos estudos sobre comunicação, raça e gênero, a pesquisadora chamou atenção para o uso das narrativas em tempos de redes sociais. Segundo ela, a ampliação dos espaços de fala exige responsabilidade coletiva. Ao comentar o papel dos saberes ancestrais e periféricos na transformação social, Rosane defendeu que grupos historicamente marginalizados possuem experiências capazes de apontar alternativas para a construção de sociedades mais inclusivas: “Os habitantes da borda do mundo veem coisas que o centro não vê. Pela experiência de viver estruturas desiguais, propõem projetos inclusivos que não servem apenas para si, mas para toda a população”. ■ ENTREVISTA Rosane Borges destaca força política das mulheres e das periferias no Amapá
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