Diário do Amapá - 25/06/2026

Futuro do tabaco A indústria do tabaco tem ganhado atenção no mercado. O SindiTabaco, com a comitiva da FIERGS, participou da “Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela CNI. A entidade ajudou no documento “Construindo o Brasil 2050”, que defende melhor estrutura no Porto de Rio Grande (RS), segurança jurídica e combate ao mercado ilegal. Em 2025, o Brasil exportou US$ 3,3 bilhões em tabaco, US$ 3 bi originados do RS. Pluralidade Terminam em 1° de julho as inscrições para edital do Instituto Clima e Sociedade (iCS) que selecionará projetos de adaptação climáticas em comunidades indígenas, quilombolas, rurais, urbanas periféricas e costeiras dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Pernambuco. Mais informações no site do iCS, que destinou R$ 4 milhões para a chamada pública. Luzes do TRE A Enel São Paulo lança projeto de Eficiência Energética que beneficiará quatro unidades do TRE paulista, com R$ 2,9 milhões em investimentos. O programa da é viabilizado pela ANEEL e prevê economia de R$ 285 mil/ano. Serão trocadas cerca de 300 lâmpadas convencionais por modelos de tecnologia LED. E 130 aparelhos de ar-condicionado tipo split por equipamentos de maior desempenho energético. Três pesos Manda-chuva do PT no Piauí, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, lançou seu filho a deputado estadual, mas a herdeira avisou que não quer ser a coadjuvante como 1ª suplente de Júlio César ao Senado. Já a esposa está muito bem como conselheira do TCE. Tudo resolvido em casa, Dias começa a organizar a agenda para coordenar a campanha de Lula da Silva no Nordeste. Ela, de novo A advogada de família Ana Patrícia Leão, de Salvador (BA), estranhamente foi contratada pelo Banco Master de Daniel Vorcaro (Bancos não pagam advogados dessa especialidade). Quem lhe passou a procuração foi Eugênio Kruschewsky, investigado pela PF por receber R$ 54 milhões do Master. Em entrevista, Ana Patrícia diz que não é advogada “de um cliente só”.Ok, mas não respondeu até hoje a Coluna sobre quanto ganhou, que peças fez e que notas emitiu para o Master. CVM caiu no Sono Os corredores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pegam fogo (sem candidatos a bombeiros) diante do seu maior desafio até hoje – para não citar encrenca – e causado por um dos seus. A Corregedoria da Comissão recebeu uma denúncia, com documentos, contra o superintendente de Registro de Valores Mobiliários, Luis Miguel Sono. Consta que ele participou, dia 11 de maio, de uma reunião sigilosa com advogados dos fundos que questionam a obrigatoriedade de uma oferta pública de aquisição (OPA) de ações da rede Oncoclínicas. E isso foi no mesmo dia em que Sono endossou posição contrária ao recurso dos minoritários da Oncoclínicas, que exigem a OPA. O encontro está registrado no sistema de agendas públicas da CGU. A o prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso de uma arma de fogo apreendida em blitz com um de seus seguranças, o ex-presidente Jair Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei. Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acom- panhou o depoimento realizado na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, o ex-presidente confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava. Em uma postagem nas redes sociais, Bueno afirmou que "em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal" e que tratou o episódio como "criminalmente acromático", ou seja, sem relevância penal. A defesa de Bolsonaro disse ainda que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tri- bunal Federal (STF), na semana passada. O advogado reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, a arma "deveria, de fato, estar em seu endereço". "Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado", conclui o post. Apreensão A arma foi apreendida em 15 de junho, quando um au- tomóvel foi parado emumponto de bloqueio emTaguatinga, região administrativa do DF. Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9mm. O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Ao intimar a defesa a prestar esclarecimentos, o ministro Alexandre de Moraes questionou "por que às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo no armamento". ■ "CRIMINALMENTE ACROMÁTICO" Não houve intuito de descumprir a lei, diz Bolsonaro sobre arma O governo federal publica nesta quarta-feira (24) o decreto que cria o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). A finalidade é reunir, armazenar e gerenciar informações sobre aparelhos roubados ou furtados em todo o país. A medida consta do Decreto nº 13.034/2026, publicado no Diário Oficial da União. A nova base de dados passa a integrar o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e substituirá o atual Cadastro Nacional de Celulares com Restrição. A gestão ficará a cargo da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Se- gurança Pública. Já há informações com mais de 3,3 milhões de aparelhos aptos à recuperação. Integração O BNCR foi criado para ampliar a capacidade de prevenção, investigação e repressão de crimes relacionados à sub- tração e comercialização ilegal de dispo- sitivos móveis. A ferramenta também deve contribuir para a recuperação e de- volução de aparelhos aos proprietários. De acordo com a norma, o banco permitirá o compartilhamento de infor- mações entre os órgãos de segurança pú- blica de todo o país, fortalecendo a atuação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Os estados e o Distrito Federal deverão alimentar a base com registros de roubo, furto e recuperação de celulares, por meio de sistema interoperável do Sinesp. Proteção de dados O decreto estabelece regras para ga- rantir a proteção das informações. O uso dos dados será restrito às finalidades pre- vistas, sendo proibido o monitoramento de indivíduos ou a criação de perfis. O tratamento das informações deverá seguir a legislação de proteção de dados pessoais, com princípios como finalidade, necessidade, segurança e transparência. Dados utilizados para fins estatísticos de- verão ser anonimizados. Governança O decreto prevê ainda a criação de um comitê gestor, com função consultiva, responsável por acompanhar a imple- mentação e o funcionamento do banco. Normas complementares serão definidas pelo Ministério da Justiça. Com a medida, o governo busca con- solidar uma base nacional mais robusta para enfrentar crimes envolvendo celulares, um dos tipos de ocorrência mais fre- quentes no país. ■ RECUPERAÇÃO GOVERNO PUBLICA BANCO PARA REUNIR DADOS DE CELULARES ROUBADOS V Foto/ Divulgação da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária V Foto/ Comissão de Valores Mobiliários (CVM) (Divulgação) ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 25 DE JUNHO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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