Diário do Amapá - 28 e 29/06/2026
As instituições que operam as linhas de crédito do Programa Move Aplicativos não poderão cobrar tarifa de cadastro, decidiu nesta quinta-feira (25) o Conselho Monetário Nacional (CMN). Lançada em maio, a iniciativa oferece financia- mento para motoristas de aplicativos e taxistas com- prarem veículos novos com padrões de sustentabi- lidade. A decisão impede que bancos e demais instituições financeiras participantes cobrem do cliente a taxa referente à pesquisa em serviços de proteção ao crédito, bases de dados e outras informações cadas- trais. O programa Move Aplicativos disponibiliza uma linha de crédito de R$ 30 bilhões, operacionalizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e por instituições financeiras ha- bilitadas. O objetivo é facilitar a renovação da frota de trabalhadores que atuam no transporte individual, com foco em veículos mais eficientes e menos po- luentes. Outros encargos Segundo o voto aprovado pelo CMN, a proibição vale especificamente para a tarifa de cadastro nas operações do programa. As instituições financeiras continuam autorizadas a cobrar outros encargos previstos em suas políticas operacionais, desde que estejam de acordo com as regras do financiamento e sejam informados previamente aos clientes. Entre os valores que podem continuar sendo cobrados estão encargos financeiros e comissões normalmente aplicadas em operações de crédito, incluindo eventuais tarifas de reserva de crédito, quando previstas em contrato e divulgadas oficial- mente pelas instituições. O CMN é o órgão responsável por formular as diretrizes gerais do sistema financeiro nacional. Pre- sidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o colegiado também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. ■ SUSTENTABILIDADE CMN veta taxa de cadastro em crédito para motoristas de app ● A emissão forte de títulos vinculados à Taxa Selic (juros básicos da eco- nomia), fez a Dívida Pública Fe- deral (DPF) subir em maio e superar a barreira dos R$ 9 trilhões. Segundo nú- meros divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,798 trilhões em abril para R$ 9,033 trilhões no mês passado, alta de 2,66%. Emagosto do ano passado, o indicador havia superado a barreira de R$ 8 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está dentro do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 tri- lhões e R$ 10,3 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária (em tí- tulos) interna (DPMFi) avançou 2,72%, passando de R$ 8,462 trilhões em abril para R$ 8,692 trilhões em maio. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 135,61 bi- lhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis ligados à Selic. A alta foi reforçada pela apropriação de R$ 94,17 bilhões em juros. Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,25% ao ano, a apro- priação de juros pressiona o endivida- mento do governo. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 166,23 bilhões em títulos da DPMFi, volume recorde para todos os meses desde o início da série histórica. O prin- cipal fator foi a substituição de títulos vinculados à Selic que venceram emmar- ço, mais o lançamento que atende à de- manda dos investidores em maio. Os resgates em maio somaram R$ 30,62 bilhões, baixo para os padrões do Tesouro Nacional. Isso porque tradicio- nalmente o segundomês de cada trimestre concentra pouco vencimento de títulos. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,28%, passando de R$ 335,88 bilhões em abril para R$ 340,49 bilhões em maio. O principal fator foi a alta de 1,37% do dólar no mês passado. Colchão Após quedas nos últimos meses, o colchão da dívida pública (reserva finan- ceira usada emmomentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 1,091 trilhão em abril para R$ 1,211 trilhão em maio, o maior nível desde novembro de 2025. O principal motivo, segundo o Te- souro Nacional, foram as emissões su- periores aos resgates no mês passado. Atualmente, o colchão cobre 9,14 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,804 trilhão em títulos federais. Composição Com a forte emissão de títulos vin- culados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de abril para maio: Títulos vinculados a Selic: 48,59% • para 48,99%; Títulos corrigidos pela inflação: • 26,76% para 26,26%; Títulos prefixados: 20,85% para • 21%; Títulos vinculados ao câmbio: • 3,8% para 3,75%. O PAF prevê que os títulos en- • cerrarão o ano nos seguintes inter- valos Títulos vinculados a Selic: 46% • a 50%; Títulos corrigidos pela inflação: • 23% a 27%; Títulos prefixados: 21% a 25%; • Títulos vinculados ao câmbio: • 3% a 7%. ■ DÍVIDA PÚBLICA SOBE 2,66% EM MAIO E SUPERA R$ 9 TRILHÕES DPF V Foto/ Rafa Neddermeyer/Agência Brasil FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 28 E 29 DE JUNHO DE 2026
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